Idade Contemporânea II

Simulado de 20 questões sobre Idade Contemporânea II com gabarito para a Fatec, Fuvest, Unesp, Unicamp, Unifesp e Univesp com questões de Vestibulares.



01. (UNESP) Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das primeiras etapas da globalização.

A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da catástrofe antilhana.

(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.)

As epidemias provocadas pelos contatos entre europeus e povos autóctones da América

  1. demonstraram o risco da expansão territorial para áreas distantes e determinaram o imediato desenvolvimento de vacinas.
  2. representaram uma espécie de guerra biológica que afetou, ainda que de forma desigual, conquistadores e conquistados.
  3. provocaram a interdição, pelas cortes europeias, da circulação de mulheres grávidas entre os dois continentes.
  4. foram utilizadas pelos nativos para impedir o avanço dos europeus, que contraíram doenças tropicais, como a febre amarela e a malária.
  5. levaram à proibição, pelas cortes europeias, do contato sexual entre europeus e nativos, para impedir a propagação da sífilis.

02. (FATEC) Muitos povos indígenas resistiram à dominação espanhola nas Américas. Uma das lutas de resistência mais conhecidas foi a do líder inca Tupac Amaru que, em 1780, comandou cerca de 40 mil homens em um movimento a favor de reformas para melhorar a vida e o trabalho dos indígenas peruanos.

A colonização espanhola da América se caracterizou pela

  1. criação de quatro grandes vice-reinados, pela extração de metais preciosos e pela exploração da mão de obra indígena.
  2. criação de órgãos administrativos independentes, pela fabricação de artigos de couro para exportação e pela utilização de mão de obra assalariada.
  3. manutenção das instituições administrativas do Império Inca, pela industrialização acelerada e pela pauta de exportação, dominada por produtos como a soja e o trigo.
  4. criação de condados subordinados à administração colonial, pela organização da agricultura de subsistência e pelo trabalho indígena organizado em pequenos núcleos familiares.
  5. manutenção da organização política indígena tradicional, baseada na realização de assembleias populares, e pela introdução de alimentos originários da Ásia, como a batata e o milho.

03. (UNESP) Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das primeiras etapas da globalização.

A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da catástrofe antilhana.

(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.)

“A instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones” contribuiu para a dominação espanhola e portuguesa da América, uma vez que os religiosos

  1. mediaram os conflitos entre grupos indígenas rivais e asseguraram o estabelecimento de relações amistosas destes com os colonizadores.
  2. aceitaram a imposição de tributos às comunidades indígenas, mas impediram a utilização de nativos na agricultura e na mineração.
  3. toleraram as religiosidades dos povos nativos e assim conseguiram convencê-los a colaborar com o avanço da colonização
  4. rejeitaram os regimes de trabalho compulsório, mas estimularam o emprego de mão de obra indígena em obras públicas.
  5. desenvolveram missões de cristianização dos nativos e facilitaram o emprego de mão de obra indígena na empresa colonial.

04. (FUVEST) Em uma significativa passagem da tragédia Macbeth, de Shakespeare, seu personagem principal declara: “Ouso tudo o que é próprio de um homem; quem ousa fazermais do que isso não o é”. De acordo com muitos intérpretes, essa postura revela, com extraordinária clareza, toda a audácia da experiência renascentista.

Com relação à cultura humanista, é correto afirmar que

  1. o mecenato de príncipes, de instituições e de famílias ricas e poderosas evitou os constrangimentos, prisão e tortura de artistas e de cientistas.
  2. a presença majoritária de temáticas religiosas nas artes plásticas demonstrava as dificuldades de assimilar as conquistas científicas produzidas naquele momento.
  3. a observação da natureza, os experimentos e a pesquisa empírica contribuíram para o rompimento de alguns dos dogmas fundamentais da Igreja.
  4. a reflexão dedutiva e o cálculo matemático limitaram-se à pesquisa teórica e somente seriam aplicados na chamada revolução científica do século XVII.
  5. a avidez de conhecimento e de poder favoreceu a renovação das universidades e a valorização dos saberes transmitidos pela cultura letrada.

05. (FATEC) No mundo atual, permeado pela lógica capitalista, a capacidade de adaptação às demandas impostas pelo cenário vigente é de extrema importância para aqueles que se empenham em crescer no trabalho. Os trabalhadores precisam garantir sua sobrevivência e dessa maneira estão adoecendo com o novo ritmo de produção. Sintomas como estresse, ansiedade, fobias e outros, vêm surgindo cada vez mais rápido nas pessoas que sofrem grandes pressões no trabalho.

[....]

Na Revolução Industrial, além das mudanças no setor comercial e agrícola, tivemos acima de tudo as transformações sociais, ou seja, a passagem da sociedade rural para a sociedade urbana.

<https: //tinyurl.com/y86wcuhe> Acesso em: 09.03.2017. Adaptado.

Assinale a alternativa que elenca corretamente as principais características da Primeira Revolução Industrial.

  1. Valorização do trabalho artesanal; utilização de tração animal; eliminação da divisão do trabalho e surgimento da classe média.
  2. Valorização do trabalho qualificado; utilização de petróleo como fonte de energia; aprofundamento do uso das tecnologias da informação e surgimento dos profissionais liberais.
  3. Valorização do trabalho feminino; utilização de biocombustíveis; eliminação do trabalho braçal e surgimento das leis trabalhistas.
  4. Invenção de máquinas para substituir o trabalho humano; utilização de carvão mineral e vapor; aprofundamento da divisão do trabalho e surgimento do proletariado.
  5. Invenção de ferramentas e técnicas agrícolas; utilização de energia solar e eólica; eliminação do trabalho escravo e surgimento do campesinato.

06. (UNESP) Ainda hoje a palavra Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e de homens libertos dos constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente. Nessa “época dourada”, o individualismo, o paganismo e os valores da Antiguidade Clássica seriam cultuados, dando margem ao florescimento das artes e à instalação do homem como centro do universo.

(Tereza Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995. Adaptado.)

O texto refere-se a uma concepção acerca do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI que

  1. projeta uma visão negativa da Idade Média e identifica o Renascimento como a origem de valores ainda hoje presentes.
  2. estabelece a emergência do teocentrismo e reafirma o poder tutelar da Igreja Católica Romana.
  3. caracteriza a história da arte e do pensamento como desprovida de rupturas e marcada pela continuidade nas propostas estéticas.
  4. valoriza a produção artística anterior a esse período e identifica o Renascimento como um momento de declínio da criatividade humana.
  5. afirma o vínculo direto das invenções e inovações tecnológicas do período com o pensamento mítico da Antiguidade.

07. (FATEC) Em agosto de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte aboliu o dízimo eclesiástico e todas as obrigações feudais que pesavam sobre os camponeses. Em seguida, aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, composta de 17 artigos.

A Declaração estabeleceu a igualdade de todos os homens perante a lei e determinou que a liberdade, a propriedade privada, a segurança e a resistência a qualquer tipo de opressão eram direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem.

ARARIBÁ Plus: História. 4ªed. São Paulo: Moderna, 2014. p.102.

O texto se refere aos acontecimentos da

  1. Confederação do Equador.
  2. Independência do México.
  3. Guerra Civil Americana.
  4. Inconfidência Mineira.
  5. Revolução Francesa.

08. (UNESP) A obsessão do Estado por controlar todos os comportamentos dos cidadãos tem como resultado um enfraquecimento da responsabilidade moral e cívica dos mesmos. A lei deveria ser o último recurso, depois da educação, da ética, da negociação e do compromisso entre os indivíduos. É agora o primeiro recurso. Imagino potenciais crimes que os filhos dos nossos filhos terão receio de cometer:

• Crime de imposição de gênero: os pais deverão abster- se de identificar o gênero dos filhos tomando como referência o sexo biológico dos mesmos.

• Crime de apropriação cultural: serão severamente punidos os cidadãos que, alegando interesse cultural ou razões artísticas, se apropriem de práticas e temáticas de um grupo étnico a que não pertencem.

• Crime de envelhecimento público: com os avanços da medicina, será intolerável que um cidadão recuse tratamentos/ cirurgias para ocultar/reverter o seu processo de envelhecimento, exibindo em público as marcas da decadência física ou neurológica.

• Crime de interesse sentimental não solicitado: será punido qualquer adulto que manifeste interesse sentimental não solicitado por outro adulto — através de sorriso, elogio, convite para jantar etc. O interesse sentimental de um adulto por outro será mediado por um advogado que apresentará ao advogado da parte desejada as intenções do seu cliente.

(João Pereira Coutinho. “Cinco potenciais crimes que gerações futuras terão receio de cometer”. www1.folha.com.br, 21.11.2017. Adaptado.)

O perfil antiutópico sugerido pelo autor para o mundo futuro reúne tendências de

  1. depreciação da autonomia individual em favor do fortalecimento de diversas formas totalitárias de controle.
  2. favorecimento da espontaneidade pessoal em diversos campos do pensamento e do comportamento.
  3. desvalorização do pensamento politicamente correto na esfera da cultura e do comportamento.
  4. desvalorização da esfera jurídica para a definição de critérios de normalidade comportamental.
  5. disseminação de tendências de comportamento fortemente baseadas na autonomia individual.

09. (UNESP) Leia o texto para responder à questão.

As primeiras expedições na costa africana a partir da ocupação de Ceuta em 1415, ainda na terra de povos berberes, foram registrando a geografia, as condições de navegação e de ancoragem. Nas paradas, os portugueses negociavam com as populações locais e sequestravam pessoas que chegavam às praias, levando-as para os navios para serem vendidas como escravas. Tal ato era justificado pelo fato de esses povos serem infiéis, seguidores das leis de Maomé, considerados inimigos, e portanto podiam ser escravizados, pois acreditavam ser justo guerrear com eles. Mais ao sul, além do rio Senegal, os povos encontrados não eram islamizados, portanto não eram inimigos, mas eram pagãos, ignorantes das leis de Deus, e no entender dos portugueses da época também podiam ser escravizados, pois ao se converterem ao cristianismo teriam uma chance de salvar suas almas na vida além desta.

(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)

De acordo com o texto,

  1. a motivação da conquista europeia da África foi essencialmente religiosa, destituída de caráter econômico.
  2. os líderes políticos africanos apoiavam a catequização dos povos nativos pelos conquistadores europeus.
  3. os africanos aceitavam a escravização e não resistiam à presença europeia no continente.
  4. os povos africanos reconheciam a ação europeia no continente como uma cruzada religiosa e moral.
  5. a escravização foi muitas vezes justificada pelos europeus como uma forma de redimir e salvar os africanos.

10. (FATEC) A relação entre as mulheres e a política estreitou-se a partir do momento em que elas ingressaram massivamente no mercado de trabalho, durante a Primeira Revolução Industrial (século XIX). No início do século XX, na Inglaterra, mulheres de diferentes estratos sociais juntaram-se ao movimento sufragista.

A principal reivindicação das integrantes do movimento sufragista era o direito

  1. à liberdade de culto.
  2. à guarda dos filhos.
  3. ao voto feminino.
  4. ao divórcio.
  5. ao aborto.

11. (FUVEST) No que se refere à crise do colonialismo português na África na segunda metade do século XX,

  1. a Era das Revoluções, ao implicar a abolição do tráfico transatlântico de escravos para as Américas, erodiu as bases do domínio de Portugal sobre Angola e Moçambique.
  2. Portugal, com um poder de segunda ordem no concerto europeu, se viu alijado das deliberações da Conferência de Berlim, perdendo assim o domínio sobre suas colônias.
  3. as independências de Angola e de Moçambique foram marcadas por um processo relativamente pacífico, que envolveu ampla negociação com os poderes metropolitanos em Portugal.
  4. o processo de independência das colônias portuguesas, ao contrário do que ocorreu nas colônias inglesas e francesas, não se relacionou às polarizações geopolíticas da Guerra Fria.
  5. o movimento de independência colonial foi decisivo para o processo de transformação política em Portugal, ao acelerar a crise do regime autoritário nascido no período entre-guerras.

12. (FATEC) Leia o texto.

O dia 24 de outubro de 1929 marca o início do que muitos historiadores consideram a pior crise econômica da história do capitalismo. Nesse dia, a bolsa de valores de Nova Iorque sofreu a maior baixa de sua história e, devido à centralidade dos Estados Unidos na economia mundial, a crise se espalhou para diversos países.

Entre os fatores causadores da crise destacam-se

  1. a ascensão de regimes nazifascistas, com forte apelo nacionalista, na Itália e na Alemanha, e a aceleração do crescimento econômico do chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
  2. o descompasso entre a produção e o consumo no mercado dos EUA, e a diminuição das exportações desse país para a Europa, o que gerou aumento dos estoques de produtos agrícolas e industrializados e a queda brusca do valor das ações das empresas no mercado financeiro.
  3. o endividamento dos Estados Unidos, em consequência da devastação que o país sofreu na Primeira Guerra Mundial, e a falência da França e da Inglaterra, que deixaram de cumprir seus compromissos financeiros com a comunidade internacional.
  4. a brusca desvalorização do dólar no mercado internacional, provocada pelo aumento do preço das commodities agrícolas dos países em desenvolvimento, e a política de substituição de importações, adotada pelas economias asiáticas.
  5. as medidas protecionistas adotadas pela União Soviética, favorecendo as indústrias dos países do Leste europeu, e as barreiras alfandegárias impostas aos produtos estadunidenses por parte dos integrantes da Zona do Euro.

13. (FUVEST) Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução.

T. S. Kuhn. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1989.

Analise as quatro afirmações seguintes, acerca das revoluções políticas e científicas da Época Moderna.

I. A concepção heliocêntrica de Nicolau Copérnico,ustentada na obra Das revoluções das esferas celestes, de 1543, reforçava a doutrina católica contra os postulados protestantes.

II. A Lei da Gravitação Universal, proposta por Isaac Newton no século XVII, reforçava as radicais perspectivas ateístas que haviam pautado as ações dos grupos revolucionários nanglaterra à época da Revolução Puritana.

III. Às experiências com eletricidade realizadas por Benjamin Franklin no século XVIII, somou-se sua atuação no processo de emancipação política dos Estados Unidos da América.

IV. Os estudos sobre o oxigênio e sobre a conservação da matéria, feitos por Antoine Lavoisier ao final do século XVIII, estavam em consonância com a racionalização do conhecimento, característica da Ilustração.

Estão corretas apenas as afirmações

  1. I, II e III.
  2. II, III e IV.
  3. I, III e IV.
  4. I e II.
  5. III e IV.

14. (UNICAMP) “Hitler considerava que a propaganda sempre deveria ser popular, dirigida às massas, desenvolvida de modo a levar em conta um nível de compreensão dos mais baixos. (...) O essencial da propaganda era atingir o coração das grandes massas, compreender seu mundo maniqueísta, representar seus sentimentos.”

(Alcir Lenharo, Nazismo: o triunfo da vontade. São Paulo: Ática,1986, p. 47- 48.)

Sobre a propaganda no nazismo, é correto afirmar:

  1. o nível elementar da propaganda era contraposto às óperas e desfiles suntuosos que o regime nazista promovia.
  2. a propaganda deveria restringir-se a poucos pontos, como o enaltecimento da superioridade racial e a defesa da democracia.
  3. a propaganda deveria estimular o ódio das massas contra grupos específicos, como os judeus, negros, homossexuais e ciganos.
  4. o cinema e a produção artística foram as áreas que resistiram ao sistema de propaganda do nazismo na Alemanha do final da década de 1930.

15. (UNESP) Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das primeiras etapas da globalização.

A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da catástrofe antilhana.

(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.)

  1. a definição da superioridade militar e religiosa do Ocidente cristão e o início da perseguição sistemática a judeus e muçulmanos.
  2. a demonstração da teoria de Cristóvão Colombo sobre a esfericidade da Terra e o fracasso dos novos instrumentos de navegação
  3. o encerramento das relações comerciais da Europa com o Oriente e o imediato declínio da venda das especiarias produzidas na Índia.
  4. o encontro e o choque entre culturas e o gradual deslocamento do eixo do comércio mundial para o Oceano Atlântico.
  5. o avanço da monetarização da economia e o lançamento de projetos de regulação e controle centralizado do comércio internacional

16. (UNESP) Entre os motivos do pioneirismo português nas navegações oceânicas dos séculos XV e XVI, podem-se citar

  1. a influência árabe na Península Ibérica e a parceria com os comerciantes genoveses e venezianos.
  2. a centralização monárquica e o desenvolvimento de conhecimentos cartográficos e astronômicos.
  3. a superação do mito do abismo do mar e o apoio financeiro e tecnológico britânico.
  4. o avanço das ideias iluministas e a defesa do livre-comércio entre as nações.
  5. o fim do interesse europeu pelas especiarias e a busca de formas de conservação dos alimentos.

17. (UNESP) A Nação terá em qualquer tempo o direito de impor à propriedade privada as modalidades ditadas pelo interesse público [...]. Com esse objetivo serão determinadas as medidas necessárias ao fracionamento dos latifúndios [...]. Os povoados, vilarejos e comunidades que careçam de terras e águas ou não as tenham em quantidades suficientes para as necessidades de sua população terão direito a elas, tomando-as das propriedades vizinhas, porém respeitando, sempre, a pequena propriedade.

(Artigo 27 da Constituição mexicana de 1917.

Apud Héctor H. Bruit. Revoluções na América Latina, 1988.)

O artigo 27 da Constituição elaborada ao final da Revolução Mexicana dispõe sobre a propriedade de terra e

  1. contempla parcialmente as reivindicações dos movimentos camponeses e indígenas, por distribuição de terras.
  2. representa a vitória dos projetos defendidos pelos setores operários e camponeses vinculados a grupos socialistas e anarquistas.
  3. expõe o avanço do projeto liberal burguês e de sua concepção de desenvolvimento de uma agricultura integralmente voltada à exportação.
  4. restabelece a hegemonia sociopolítica dos grandes proprietários rurais e da Igreja católica, que havia sido abalada nos anos de luta.
  5. corresponde aos interesses dos grandes conglomerados norte-americanos, que se instalaram no país durante o período do porfirismo.

18. (UNICAMP) Desde a queda do império comunista na Europa, nos anos 1989-1991, assiste-se a uma nova forma de messianismo político que consiste em impor o regime democrático e os direitos humanos pela força.

(Adaptado de Tzvetan Todorov, Os inimigos íntimos da democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 55.)

O quadro descrito pelo texto pode ser analisado

  1. como herança das lutas anticoloniais exemplificada na organização em torno do Estado multiétnico, como ocorreu na África do Sul.
  2. como parte da nova ordem mundial sob a liderança dos EUA e seu poder bélico em regiões como a Síria e o Afeganistão.
  3. como o estabelecimento de um princípio que desestabiliza as lógicas internas de organização, como ocorreu no Iraque e na ex-Iugoslávia.
  4. como herança da Guerra Fria e como utilização da lógica militar que inviabiliza a adoção da democracia em regiões como a Ucrânia.

19. (UNESP) A participação norte-americana na Guerra do Vietnã, entre 1961 e 1973, pode ser interpretada como

  1. uma ação relacionada à defesa da liberdade, num contexto de expansão do anarquismo nos continentes asiático e africano.
  2. um recuo na política de boa vizinhança que caracterizou a ação diplomática e comercial dos Estados Unidos após a Segunda Guerra
  3. a busca de recursos naturais e fontes de energia que ampliariam a capacidade de produção de armamentos nos Estados Unidos.
  4. o esforço de contenção da influência soviética sobre a China, o Japão e os países do Sul e Sudeste asiático
  5. um movimento dentro da lógica da Guerra Fria, voltado ao fortalecimento da posição geoestratégica dos Estados Unidos.

20. (UNESP) Entre os eventos políticos e culturais que marcaram a década de 1960, podem-se citar:

  1. a criação da Organização das Nações Unidas, a Revolução Húngara e o surgimento do rock.
  2. a Primavera de Praga, a independência de Angola e Moçambique e o aparecimento da arte concreta.
  3. o processo de implantação do socialismo em Cuba, a Guerra do Vietnã e o movimento hippie.
  4. o julgamento de Nuremberg, a Guerra da Coreia e o surgimento do jazz e do blues.
  5. a independência da Índia e do Paquistão, o surgimento do peronismo e a pop art.

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