Home > Banco de Questões > História > Brasil Império >

Guerra/Revolta dos Farrapos ou Revolução Farroupilha II

Lista de 15 exercícios de História com gabarito sobre o tema Guerra/Revolta dos Farrapos ou Revolução Farroupilha com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Brasil Império.





1. (Unisinos) A propósito da Guerra dos Farrapos, analise as afirmações:

I – “A Guerra dos Farrapos – cujo marco inicial simbólico foi a deposição de Fernandes Braga em 20 de setembro de 1835 – teve de imediato, o significado de uma reação dos „liberais‟ contra os „restauradores‟“. (PICCOLO, Helga. Vida Política no século XIX. Porto Alegre: Ed. da Universidade /UFRGS, 1992, p.36)

II – “Se o apoio do 20 de setembro foi muito abrangente na Província, o desdobramento da “revolução” com a proclamação da República Rio-Grandense em 11 de setembro de 1836, tirou do movimento muitas das adesões iniciais”.(idem, p.37)

III – O Convênio de Ponche Verde, assinado em 28 de fevereiro de 1845, significou não só a deposição das armas por parte dos farroupilhas mas também a sua pouca força política para impor ao Brasil os seus princípios autonomistas.

IV – “Se nem todos os sul-rio-grandenses foram farroupilhas, nem todos os farroupilhas foram convictamente republicanos.” (ibidem, p.38)

Das afirmações:

  1. apenas I, II e III estão corretas.
  2. apenas I e IV estão corretas.
  3. apenas II, III e IV estão corretas.
  4. apenas I e II estão corretas.
  5. I, II, III e IV estão corretas.

2. (UFRGS) A Guerra dos Farrapos, também conhecida como Revolução Farroupilha, foi a expressão:

  1. dos revolucionários gaúchos empenhados em reestruturar a sociedade escravocrata.
  2. do radicalismo das camadas mais baixas da população, desejosas de obter espaço político.
  3. do sentimento de ódio dos portugueses e espanhóis, que não aceitavam a independência da República Rio-grandense.
  4. do descontentamento dos pecuaristas com as medidas do governo, que impunham pesada carga tributária à economia riograndense.
  5. dos imigrantes que protestavam contra o recrutamento forçado para lutar na guerra da Cisplatina.

3. (UNIVESP) Leia o texto para responder à questão.

“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foram constantemente desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o sistema republicano [...].”

Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31.

A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845.

Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava

  1. o movimento migratório promovido pelo governo imperial, que deslocou contingentes de população do Norte e do Nordeste para o Rio Grande do Sul e para Santa Catarina.
  2. a expropriação das fazendas de algodão para fins de reforma agrária, atendendo à demanda dos imigrantes europeus recém-chegados à região.
  3. o projeto republicano defendido por políticos do Sudeste e contestado pelos gaúchos, beneficiados pelas políticas imperiais.
  4. o aumento dos impostos sobre o gado, a terra e o sal, que afetou os negócios dos pecuaristas gaúchos.
  5. a manutenção da escravidão no Brasil, considerada um obstáculo ao desenvolvimento da indústria no Sul do país.

4. (UNITAU) “A carne, o couro, o sebo, a graxa, além de pagarem nas alfândegas do país o duplo do dízimo de que se propuseram aliviar-nos exibiam mais quinze por cento em qualquer dos portos do Império. Imprudentes Legisladores nos puseram, desde esse momento, na linha dos povos estrangeiros, desnacionalizaram a nossa província e de fato a separaram da Comunhão Brasileira”.

Manifesto do Presidente da República Rio-grandense, 1838.

As lideranças sulistas envolvidas na Revolta dos Farrapos pretendiam conquistar mais autonomia, porém mantendo os vínculos com o Império, porque

  1. mantinham acordos de cooperação triangulares entre o Império brasileiro, a Coroa portuguesa e seus próprios interesses.
  2. foram obrigados a esse posicionamento pelo Império, sob pena de perderem seus bens.
  3. a República rio-grandense só poderia se estabelecer a partir do apoio e do aval do Império.
  4. o separatismo poderia significar a perda do mercado brasileiro de charque.
  5. os farrapos, os trabalhadores pobres mobilizados pelas lideranças, exigiam a manutenção da relação com o Império, pois acreditavam na sua proteção contra as constantes invasões paraguaias.

5. (Unisinos) “(...) a elite farroupilha, composta por comerciantes, estancieiros, militares, charqueadores e sacerdotes, nascidos ou não no Rio Grande do Sul, uniu-se na defesa de um projeto federalista. Porém, é importante salientar que nem todo rio-grandense foi farroupilha como nem todo farroupilha foi republicano e separatista.”

(PADOIN, Maria Medianeira. “A Revolução Farroupilha”. In: PICCOLO, H. & PADOIN, M (org.). História Geral do Rio Grande do Sul vol. 2. Império. Passo Fundo: Méritos, 2006, p. 43.)

A “Revolução Farroupilha”, importante movimento político ocorrido no sul do Brasil, está vinculada, em sua deflagração, a qual período da história brasileira?

  1. Período Colonial.
  2. Período Joanino.
  3. Reinado de D. Pedro I.
  4. Período Regencial.
  5. Reinado de D. Pedro II.

06. (UPF) Durante o Período Regencial (1831-1840), ocorreram em nosso país inúmeras revoltas, as quais colocaram em risco a unidade do Império do Brasil. Na província de São Pedro do Rio Grande, entre 1835 e 1845, ocorreu a chamada Revolução Farroupilha. Sobre esse movimento, é correto afirmar:

  1. Teve um caráter totalmente diferente das demais revoltas ocorridas no Brasil no mesmo período, uma vez que seus líderes pertenciam às camadas populares e defendiam mudanças profundas, como a reforma agrária e a abolição da escravatura.
  2. Apesar do nome, foi uma luta da classe dominante local, ou seja, dos pecuaristas sul-rio-grandenses (estancieiros, na sua maioria, e alguns charqueadores), contra o centralismo político e administrativo do Império brasileiro.
  3. Apresentou características de uma revolta social, pois uma parcela significativa da população sul-rio-grandense rebelouse contra a miséria, a desigualdade e a exploração a que estava submetida, decorrente do descaso das autoridades imperiais.
  4. Pode ser caracterizado como uma revolta popular, pois desde o início contou com o apoio dos estancieiros, interessados na libertação de seus escravos com o intuito de conquistar a simpatia da população local, o que, por sua vez, implicaria o aumento do poder político por eles exercido na província.
  5. Foi uma rebelião dirigida por intelectuais da classe média que foi conquistando a simpatia das camadas populares e dos estancieiros, transformando-se numa luta que, pela primeira vez, uniu os sul-rio-grandenses em torno de um mesmo ideal.

07. (EsPCEx) Leia a letra a seguir:

O balaio chegou

o balaio chegou.

Cadê o branco?

Não há mais branco,

não há mais sinhô.

Os versos acima foram cantados pelos quilombolas do “preto Cosme”, um dos líderes da Balaiada, rebelião ocorrida entre 1838 e 1841, no Maranhão.

O Período Regencial foi um período extremamente convulsionado da História do Brasil quando uma série de revoltas atingiu o país: a Cabanagem (1834-40) no Pará; a Farroupilha (1835-45) no Rio Grande do Sul; a Revolta dos Malês (1835) e a Sabinada (1837-38) na Bahia são alguns exemplos de rebeliões que marcam a história desse período. Porém nem todos esses movimentos tiveram o mesmo ideário.

Comparando a Balaiada e a Farroupilha, podemos afirmar que:

  1. a liderança dos farrapos era ligada às camadas populares, enquanto que os líderes da Balaiada pertenciam à aristocracia rural; os balaios reivindicavam maior proteção à produção açucareira, enquanto que os farrapos defendiam melhores condições de vida para a população de baixa renda.
  2. como característica comum temos o fato de os dois movimentos questionarem o poder central; a liderança do movimento Farroupilha era formada pela elite gaúcha, enquanto que na Balaiada essa liderança pertencia às camadas populares; as razões econômicas da Farroupilha estão ligadas à proteção da produção local de charque, enquanto que na Balaiada estão ligadas à miséria da população.
  3. a Balaiada contestava firmemente o poder central, tendo chegado a proclamar uma república, enquanto que a Farroupilha negava a separação, jurando fidelidade ao Imperador; as razões econômicas da Farroupilha estão ligadas à proteção ao charque, enquanto que na Balaiada estão ligadas à miséria da população.
  4. como característica comum temos o fato de os dois movimentos não questionarem o poder central, defendendo a monarquia; a liderança do movimento Farroupilha era formada pela elite gaúcha, enquanto que na Balaiada essa liderança pertencia às camadas populares; as razões econômicas, tanto da Farroupilha quanto da Balaiada, estão ligadas à proteção dos interesses da aristocracia rural.
  5. ambos os movimentos, ocorridos respectivamente na região Meio-Norte e nas províncias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, foram liderados pelos membros do Partido Liberal, que pretendiam voltar ao poder do qual haviam saído após as “eleições do cacete”.

08. (Mackenzie) “... esses males, nós os temos suportado em comum com as outras Províncias da União Brasileira (...). Para que lançássemos mãos das armas foi preciso a concorrência de outras causas (...) que nos dizem respeito(...) e que nos trouxeram íntima convicção da impossibilidade de avançarmos na carreira da Civilização e prosperidade sujeitos a um governo que há formado o projeto iníquo de nos submeter à mais abjeta escravidão(...).

O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838, referia-se ao

  1. fortalecimento do poder central nas mãos da elite latifundiária, ligados ao setor exportador, impedindo assim a participação política das camadas médias urbanas, sobretudo dos militares.
  2. estabelecimento de tarifas alfandegárias favoráveis aos interesses dos estanceiros gaúchos e charqueadores e maior autonomia aos governos provinciais.
  3. desejo de um governo federalista capaz de limitar o anseio e efetiva participação das classes populares e ampliar o poder dos grandes proprietários de escravos junto ao governo.
  4. anseio autonomista das diversas províncias do país e eliminação do regime de produção escravista, vigente também no sul do país, para tentar dinamizar o mercado consumidor nacional.
  5. repúdio à política centralizadora do governo imperial, assim como às demais rebeliões populares que assolavam o país, defendendo reformas sociais e a adesão a um regime unitarista.

09. (UPF) No Brasil, nos anos seguintes à Abdicação, em 7 de abril de 1831, os liberais federalistas promoveram movimentos políticos e armados no Ceará (1831-1832), em Pernambuco (1831-1835), em Minas Gerais (1833-1835), na Bahia (1837-1838), no Grão-Pará (1835-1840), no Maranhão (1838-1841) e no Mato Grosso (1834). Com a intervenção das camadas sociais subalternizadas livres e escravizadas, alguns desses movimentos ganharam forte conteúdo social, como a Balaiada (1838-1841), no Maranhão, e a Cabanagem (1835-1836), no Grão-Pará.

(MAESTRI, Mário. Breve História do Rio Grande do Sul. Passo Fundo: Editora Universidade de Passo Fundo, 2010. Adaptado)

O Rio Grande do Sul se inseriu nesse contexto de revoltas quando eclodiu a chamada Revolução Farroupilha (1835-1845). Sobre essa guerra, considere as afirmações a seguir.

I. Constitui associação ingênua deduzir que o qualificativo “farroupilha” provém de “farrapo”, condição em que estariam as vestimentas dos soldados republicanos nos momentos finais do conflito. A denominação deveu-se ao fato de que, no Brasil, os liberais exaltados eram conhecidos como “farroupilhas”, isto é, como revolucionários, razão pela qual o movimento passou à história como Revolução Farroupilha.

II. O projeto de Constituição da República Rio-Grandense inspirava-se na Carta estadunidense, que assegurava os direitos aos cidadãos livres e desconhecia os dos trabalhadores escravizados.

III. O então barão de Caxias, prestigiado pela repressão da Balaiada, no Maranhão, assumiu a chefia da província e das tropas do Império. Nas cidades, Caxias distribuía carne à população e contratava o serviço das famílias pobres para costurar fardamentos para as tropas imperiais, em uma clara política de conquista da simpatia dos sul-rio-grandenses livres.

IV. Os farroupilhas propuseram a reorganização dos latifúndios por meio de projeto de reforma agrária, o qual consistia na distribuição de lotes para os escravos que haviam lutado em suas fileiras e para os imigrantes que os haviam apoiado. Em resumo, defendiam a justiça social. Essa postura é comemorada até hoje nos desfiles do Dia do Gaúcho, que ocorrem, anualmente, em 20 de setembro. Está correto o que se afirma em:

  1. I apenas.
  2. I e II apenas.
  3. III apenas.
  4. I, II e III apenas.
  5. I, II, III e IV.

10. (FGV-SP) A Farroupilha foi uma revolta

  1. separatista, que contou com o apoio dos cafeicultores paulistas interessados no mercado da região do Prata.
  2. popular, que tinha como objetivo o fim da escravidão no Brasil e o rompimento com a Inglaterra.
  3. popular, cujos líderes foram duramente punidos com penas de exílio e enforcamento.
  4. socialista, liderada por Giuseppe Garibaldi, que pretendia estabelecer uma reforma agrária no Brasil.
  5. separatista, que proclamou a República no Rio Grande do Sul, em 1836, e em Santa Catarina, em 1839.

11. (UNESP) Em nome do povo do Rio Grande, depus o governador Braga e entreguei o governo ao seu substituto legal Marciano Ribeiro. E em nome do Rio Grande do Sul eu lhe digo que nesta província extrema [...] não toleramos imposições humilhantes, nem insultos de qualquer espécie. [...] O Rio Grande é a sentinela do Brasil, que olha vigilante para o Rio da Prata. Merece, pois, maior consideração e respeito. Não pode e nem deve ser oprimido pelo despotismo. Exigimos que o governo imperial nos dê um governador de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos do centro e com a espada na mão saberemos morrer com honra, ou viver com liberdade.

(Bento Gonçalves [carta ao Regente Feijó, setembro de 1835] apud Sandra Jatahy Pesavento. A Revolução Farroupilha, 1986.)

Entre os motivos da Revolução Farroupilha, podemos citar

  1. o desejo rio-grandense de maior autonomia política e econômica da província frente ao poder imperial, sediado no Rio de Janeiro.
  2. a incorporação, ao território brasileiro, da Província Cisplatina, que passou a concorrer com os gaúchos pelo controle do mercado interno do charque.
  3. a dificuldade de controle e vigilância da fronteira sul do império, que representava constante ameaça de invasão espanhola e platina.
  4. a proteção do charque rio-grandense pela Corte, evitando a concorrência do charque estrangeiro e garantindo os baixos preços dos produtos locais.
  5. a destruição das lavouras gaúchas pelas guerras de independência na região do Prata e a decorrente redução da produção agrícola no Sul do Brasil.

12. (UCS) Uma série de contradições tornou particularmente tensas as relações entre o governo central e algumas províncias, no Período Regencial. A efervescência dos conflitos, em várias regiões do país, evidenciou questões que remontavam ao período colonial, carregado de exclusões sociais.

(MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 2005. p. 244.)

Entre os movimentos do Período Regencial, encontra-se a Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul, de 1835 a 1845. Considere as seguintes afirmativas sobre o movimento farroupilha.

I Surgiu como fruto dos interesses econômicos e políticos pertencentes à elite da campanha rio-grandense e a outros setores sociais que, por vínculos e crenças políticas, se uniram em um projeto político que teve no federalismo sua bandeira política.

II A elite farroupilha era formada pelos grupos pecuaristas (estancieiros na sua maioria e alguns charqueadores), unidos contra o centralismo monárquico, que prejudicava seus interesses econômicos e políticos.

III Praticamente toda a elite sul-rio-grandense aderiu à causa farroupilha, em especial os comerciantes. O conflito teve uma aceitação unânime e praticamente todos os gaúchos pegaram em armas contra o Império.

Das afirmativas acima, pode-se dizer que

  1. apenas I está correta.
  2. apenas II está correta.
  3. apenas I e II estão corretas.
  4. apenas II e III estão corretas.
  5. I, II e III estão corretas.

13. (UCPEL) Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), o episódio no qual ocorreu a dizimação dos lanceiros negros foi a batalha

  1. do Seival.
  2. da Ponte da Azenha.
  3. de Cerro dos Porongos.
  4. da Ilha do Fanfa.
  5. de Rio Pardo.

14. (PUC-PR) “O Rio Grande do Sul era um caso especial entre as regiões brasileiras desde os tempos da Colônia. Por sua posição geográfica, formação econômica e vínculos sociais, os gaúchos tinham muitas ligações com o mundo platino, em especial com o Uruguai. Os chefes de grupos militarizados da fronteira – os caudilhos -, que eram também criadores de gado, mantinham extensas relações naquele país. Aí possuíam terra e se ligavam, pelo casamento, a muitas famílias da elite.”

FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 91.

Com base no exposto, é CORRETO afirmar em relação à Revolução Farroupilha:

  1. Foi uma guerra civil que levou ao confronto dois grupos políticos rivais no Rio Grande do Sul: os maragatos e os farroupilhas. Estes últimos exigiam mudanças profundas no governo, acusando-o de não atender às necessidades da província.
  2. Os farroupilhas exigiam maior autonomia da província em relação ao governo central, o que, no decorrer da luta, resultou na proclamação de uma República Federal na região Sul do Brasil, que englobava também Santa Catarina e partes do Paraná.
  3. Foi causada essencialmente pelo descontentamento dos estancieiros gaúchos com os altos impostos que eram obrigados a pagar e com os baixos preços estabelecidos pelo governo para a venda de gado, charque, couros e peles ao restante do país.
  4. A Guerra dos Farrapos, que durou dez anos, iniciou-se em 1893, quando os farroupilhas exigiram a destituição do novo presidente da província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga. Em setembro daquele ano, as tropas do chefe farroupilha Bento Gonçalves ocuparam Porto Alegre e proclamaram a independência do Rio Grande do Sul.
  5. A Guerra dos Farrapos terminou em negociações com o governo, que acabaram favorecendo os interesses da burguesia urbana de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. Os estancieiros, que mais se dedicaram ao processo revolucionário, pouco foram beneficiados.

15. (UPF) Nas décadas de 1830 e 1840 eclodiram várias rebeliões que abalaram a unidade do Império do Brasil, dentre elas, a dos farroupilhas sul-rio-grandenses, sobre a qual é correto afirmar:

  1. Mobilizou toda a sociedade da província em torno das ideias liberais, republicanas e abolicionistas
  2. Foi decorrência dos levantes da população rural pobre, os gaúchos, insatisfeitos com a diminuição dos salários em função da concorrência do charque platino.
  3. Mobilizou basicamente a elite pastoril da região da campanha e seus agregados, permanecendo as principais cidades fiéis ao Império.
  4. Mobilizou a elite charqueadora e os comerciantes da região colonial, ambos republicanos.
  5. Foi uma rebelião de caráter urbano e comercial, associada a comerciantes de charque que também atuavam em Montevidéu e Buenos Aires.

Você acredita que o gabarito esteja incorreto? Avise para a gente | Email ou WhatsApp