Brasil Colônia

Simulado de 20 questões sobre Brasil Colônia com gabarito para a Fatec, Fuvest, Unesp, Unicamp, Unifesp e Univesp com questões de Vestibulares.



01. (FUVEST) As tentativas holandesas de conquista dos territórios portugueses na América tinham por objetivo central

  1. a apropriação do complexo açucareiro escravista do Atlântico Sul, então monopolizado pelos portugueses.
  2. a formação de núcleos de povoamento para absorverem a crescente população protestante dos Países Baixos.
  3. a exploraçãodasminasdeourorecém‐descobertasnointerior, somente acessíveis pelo controle de portos no Atlântico.
  4. a ocupação de áreas até então pouco exploradas pelos portugueses, como o Maranhão e o Vale Amazônico.
  5. a criação de uma base para a ocupação definitiva das áreas de mineração da América espanhola.

02. (UNESP) Na colônia, a justiça era exercida por toda uma gama de funcionários a serviço do rei. A violência, a coerção e a arbitrariedade foram suas principais características. [...]

Nas regiões em que a presença da Coroa era mais distante, os grandes proprietários de terras exerciam considerável autoridade administrativa e judicial. No sertão, os potentados impunham seus interesses à população livre.

(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.)

Ao analisar o aparato judiciário no Brasil Colonial, o texto

  1. identifica a isonomia e a impessoalidade na administração da justiça e seu embasamento no direito romano.
  2. explicita a burocratização do sistema jurídico nacional e reconhece sua eficácia no controle interno.
  3. indica o descompasso entre as determinações da Coroa portuguesa e os interesses pessoais dos governadores- gerais.
  4. distingue o sistema oficial da dinâmica local e atesta o prevalecimento de ações autoritárias em ambas.
  5. diferencia as funções do Poder Judiciário e do Poder Executivo e caracteriza a ação autônoma e independente de ambos.

03. (FATEC) O projeto de ocupação populacional da Colônia foi estabelecido entre 1534 e 1536, com a adoção do sistema de capitanias hereditárias, que já havia sido empregado com sucesso nas ilhas atlânticas e, além do Brasil, seria estendido à Angola. O objetivo do rei D. João III com o sistema de capitanias hereditárias era promover a ocupação territorial, transferindo o ônus para particulares. O sistema consistia na concessão pelo rei de extensos domínios a particulares, os quais recebiam uma carta de doação real e um foral, no qual estavam especificadas suas obrigações. O donatário, nome dado ao particular que recebia a capitania, tinha o direito de explorá-la economicamente, administrar a Justiça e, ao mesmo tempo, estava obrigado a se sujeitar à autoridade da Coroa, a recolher os tributos e a expandir a fé católica, entre outras atribuições. Cabia ao donatário, ainda, a concessão de sesmarias, grandes extensões de terras que estão na origem do latifúndio no Brasil. O sistema, contudo, começou a apresentar problemas para os donatários. Poucas foram as capitanias que efetivamente prosperaram.

https://tinyurl.com/y6q37ysu Acesso em: 15.10.2019. Adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, algumas das causas do fracasso do sistema descrito no texto.

  1. A maior parte dos donatários enfrentou a resistência dos grupos indígenas à ocupação de seus territórios tradicionais, os altos custos de manutenção e de desenvolvimento das capitanias e/ou a falta de assistência por parte da Coroa portuguesa.
  2. Por serem de origem nobre, os donatários não demonstraram as habilidades necessárias para administrar adequadamente os recursos econômicos de suas capitanias e gerar lucros, forçando a Coroa portuguesa a promulgar a Lei de Terras.
  3. A natureza política do sistema de capitanias hereditárias foi questionada pela burguesia portuguesa, que recorreu a cortes internacionais para impedir a distribuição da maior parte das terras americanas aos membros da nobreza.
  4. O declínio do sistema é consequência do fracasso agrícola, causado pela alternância de períodos de chuva intensa e secas prolongadas, características do clima de monções predominante na maior parte do território americano.
  5. O sistema entrou em colapso quando a terceira geração de donatários foi derrotada na guerra contra os corsários franceses, que, após a vitória, ocuparam os territórios das antigas capitanias hereditárias.

04. (FUVEST) Na edição de julho de 1818 do Correio Braziliense, o jornalista Hipólito José da Costa, residente em Londres, publicou a seguinte avaliação sobre os dilemas então enfrentados pelo Império português na América:

A presença de S.M. [Sua Majestade Imperial] no Brasil lhe dará ocasião para ter mais ou menos influência naqueles acontecimentos; a independência em que el-rei ali se acha das intrigas europeias o deixa em liberdade para decidir-se nas ocorrências, segundo melhor convier a seus interesses. Se volta para Lisboa, antes daquela crise se decidir, não poderá tomar parte nos arranjamentos que a nova ordem de coisas deve ocasionar na América.

Nesse excerto, o autor referia-se

  1. aos desdobramentos da Revolução Pernambucana do ano anterior, que ameaçara o domínio português sobre o centro-sul do Brasil.
  2. às demandas da Revolução Constitucionalista do Porto, exigindo a volta imediata do monarca a Portugal.
  3. à posição de independência de D. João VI em relação às pressões da Santa Aliança para que interviesse nas guerras do rio da Prata.
  4. às implicações que os movimentos de independência na América espanhola traziam para a dominação portuguesa no Brasil.
  5. ao projeto de D. João VI para que seu filho D. Pedro se tornasse imperador do Brasil independente.

05. (FATEC) O Brasil foi o principal destino dos africanos escravizados especialmente no século XIX. Ainda que pressões internacionais pusessem cada vez mais restrições ao tráfico transatlântico, os portos do sudeste do país, vários deles clandestinos, foram o destino de cerca de três quartos das pessoas escravizadas no Brasil entre 1822 e 1866. A escravidão mantinha, dessa forma, o seu papel fundamental na economia brasileira e na formação das relações sociais do país.

Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao contexto apresentado no texto.

  1. O Brasil proibiu oficialmente a entrada de africanos escravizados e a sua comercialização em 1866, o que levou à abolição da escravidão na década seguinte.
  2. O sudeste brasileiro, cuja economia se baseava principalmente na cafeicultura, recebeu a maior parte dos africanos escravizados no Brasil do século XIX.
  3. A Inglaterra teve êxito em coibir o tráfico transatlântico em 1888, ano em que ocorreu a abolição da escravidão no Brasil, nos Estados Unidos e no Caribe.
  4. A escravidão indígena, em detrimento da escravidão africana, foi predominante nos chamados ciclos do ouro e do café nos séculos XIX e XX.
  5. Os escravizados aportados no Brasil após 1822 vinham, em maior número, do chamado Chifre da África, região menos vigiada pela marinha britânica.

06. (UNESP) Em meados do século o negócio dos metais não ocuparia senão o terço, ou bem menos, da população. O grosso dessa gente compõe-se de mercadores de tenda aberta, oficiais dos mais variados ofícios, boticários, prestamistas, estalajadeiros, taberneiros, advogados, médicos, cirurgiões-barbeiros, burocratas, clérigos, mestres- -escolas, tropeiros, soldados da milícia paga. Sem falar nos escravos, cujo total, segundo os documentos da época, ascendia a mais de cem mil. A necessidade de abastecer-se toda essa gente provocava a formação de grandes currais; a própria lavoura ganhava alento novo.

(Sérgio Buarque de Holanda. “Metais e pedras preciosas”. História geral da civilização brasileira, vol 2, 1960. Adaptado.)

De acordo com o excerto, é correto concluir que a extração de metais preciosos em Minas Gerais no século XVIII

  1. impediu o domínio do governo metropolitano nas áreas de extração e favoreceu a independência colonial.
  2. bloqueou a possibilidade de ascensão social na colônia e forçou a alta dos preços dos instrumentos de mineração.
  3. provocou um processo de urbanização e articulou a economia colonial em torno da mineração.
  4. extinguiu a economia colonial agroexportadora e incorporou a população litorânea economicamente ativa.
  5. restringiu a divisão da sociedade em senhores e escravos e limitou a diversidade cultural da colônia.

07. (FATEC) Na década de 1780, na capitania de Minas Gerais, ocorreu um dos primeiros movimentos emancipatórios do Brasil colônia

Conhecido como Inconfidência Mineira, esse movimento foi provocado principalmente

  1. pela política de incentivo ao desenvolvimento econômico do Sul do país; pela promulgação da leide terras e pela proibição da importação de escravos africanos.
  2. pela política de isenção de impostos de importação sobre a carne argentina; pela presença holandesa no Recife e pela influência das ideias imperialistas estadunidenses.
  3. pelo aumento de impostos sobre a importação de bens de prestígio; pela chegada da família real portuguesa à cidade do Rio de Janeiro e pelo perdão das dívidas da nobreza.
  4. pela cobrança dos quintos e pela ameaça constante da derrama; pelo aumento do custo de vida, pelo fechamento das manufaturas locais e pela influência das ideias iluministas.
  5. pelo fim do pacto colonial; pelo fechamento das universidades do Rio de Janeiro e de Salvador e pela abolição da escravidão no território nacional.

08. (UNICAMP) O documento abaixo foi redigido pelo governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, em 18 de agosto de 1694, para comunicar ao Rei de Portugal a tomada da Serra da Barriga.

“ (...) Não me parece dilatar a Vossa Majestade da gloriosa restauração dos Palmares, cuja feliz vitória senão avalia por menos que a expulsão dos holandeses, e assim foi festejada por todos estes povos com seis dias de luminárias. (...) Os negros se achando de modo poderosos que esperavam o nosso exército metidos na serra (....), fiando-se na aspereza do sítio, na multidão dos defensores. (...) Temeu-se muito a ruína destas Capitanias quando à vista de tamanho exército e repetidos socorros como haviam ido para aquela campanha deixassem de ser vencidos aqueles rebeldes pois imbativelmente se lhes unir-se os escravos todos destes moradores (....)”.

(Décio Freitas, República de Palmares – pesquisa e comentários em documentos históricos do século XVII. Maceió: UFAL, 2004, p. 129.)

Sobre o documento acima e seus significados atuais, é correto afirmar que

  1. foi escrito por uma autoridade da Coroa na colônia e tem como principal conteúdo a comemoração da morte de Zumbi dos Palmares. A data de 20 de novembro, como referência ao líder do quilombo, tem uma conotação simbólica para a população negra em contraponto à visão oficial do 13 de maio de 1888.
  2. o feito da tomada de Palmares, em 1694, pelos exércitos da Coroa, é entendido como menos glorioso quando comparado à expulsão dos holandeses de Pernambuco, em 1654. Os dois eventos históricos não têm o mesmo apelo para a formação da sociedade brasileira na atualidade.
  3. o texto de Caetano de Melo e Castro indica que Palmares não gerou temor às estruturas coloniais da Capitania de Pernambuco. A comemoração oficial do Dia da Consciência Negra é uma invenção política do período recente.
  4. o Quilombo de Palmares representou uma ameaça aos poderes coloniais, já que muitos eram os rebeldes que se organizavam ou se aliavam ao quilombo. A data é celebrada, na atualidade, como símbolo da resistência pelos movimentos negros.

09. (UNICAMP) “O que é então o verossímil? Para encurtar: tudo aquilo em que a confiança é presumida. Por exemplo, os juízes nem sempre são independentes, os médicos nem sempre capazes, os oradores nem sempre sinceros. Mas presumese que o sejam; e, se alguém afirmar o contrário, cabe-lhe o ônus da prova. Sem esse tipo de presunção, a vida seria impossível; e é a própria vida que rejeita o ceticismo.”

(Olivier Reboul, Introdução à retórica. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 97-98.)

Considerando o segundo “Sermão da Quarta-feira de Cinza” (1673), de Antonio Vieira, é correto afirmar que a presunção de confiança por parte do auditório cristão do século XVII decorre da

  1. habilidade política do pregador.
  2. atenção disciplinada dos ouvintes.
  3. crença na salvação e na danação eternas.
  4. defesa institucional da Igreja Católica feita pelo clero.

10. (UNIVESP) Leia o fragmento para responder à questão.

“O dilema racial brasileiro, na forma em que ele se manifesta na cidade de São Paulo, lança suas raízes em fenômenos de estratificação social. (...) O sistema de castas foi abolido legalmente [com a Abolição da Escravidão]. Na prática, porém, a população negra e mulata (...) em vez de ser projetada, em massa, nas classes sociais (...), viu-se incorporada à ‘plebe’, como se devesse converter-se numa camada social dependente e tivesse de compartilhar de uma ‘situação de casta’ disfarçada. ”

(FERNANDES, F. A persistência do passado. In: FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972, pp. 84-85. Adaptado.)

De acordo com a abordagem do dilema racial na sociedade brasileira após a Abolição da Escravidão, presente no fragmento, pode-se afirmar corretamente que

  1. para que fosse aceita socialmente, a população negra e mulata teve que aderir a uma situação de casta “disfarçada”, por meio da qual ascendeu socialmente.
  2. após a Abolição da Escravidão, a população negra e mulata escolheu continuar vivendo no sistema de castas.
  3. a Abolição da Escravidão não promoveu a integração completa da população negra e mulata ao sistema de classes sociais.
  4. com a Abolição da Escravidão, foram também abolidos o sistema de “castas disfarçadas” e as distinções entre classes sociais.
  5. o sistema de castas “disfarçadas” foi vantajoso para a população negra e mulata que, assim, deixou de ser considerada como parte da “plebe”.

11. (UNICAMP) A seguir, leia um trecho da petição ao rei de Espanha escrita por Juan Garrido, conquistador residente na cidade do México, em 27 de Setembro de 1538.

Eu, Juan Garrido, de cor negra, membro desta comunidade [vecino], e residente nesta cidade, trago um relato de como servi à Vossa Majestade na conquista e pacificação desta Nova Espanha. Desde quando Cortés entrou nela, estive presente em todas as invasões, conquistas e pacificações realizadas no sul do Pacífico, nas ilhas de Porto Rico e de Cuba. Fiz tudo às minhas custas, sem receber nem salário nem repartimiento de índios ou qualquer outra coisa. De todas estas formas, durante trinta anos, servi e continuo a servir à Vossa Majestade.

(Traduzido e adaptado de Matthew Restall, Probanza of Juan Garrido. Black Conquistadors: Armed aAfricans in Early Spanish America. The Americas, Cambridge, v. 57, n. 2, out. 2000, p. 171.)

Assinale a alternativa correta.

  1. À presença de negros nos processos de conquista e colonização das Américas limitou-se à atuação como mão de obra escravizada em plantações, em serviços domésticos ou como trabalhadores sem especialização em núcleos urbanos.
  2. A presença de afrodescendentes na América espanhola pode ser distribuída nas categorias: escravos, fugitivos ou forros, em meio rural e urbano, auxiliares nos processos de conquista e ainda como conquistadores, proprietários e vecinos.
  3. À presença de negros nos exércitos de Cortez é um exemplo da ausência de critérios discriminatórios de limpeza de sangue no processo de conquista da América espanhola, diferentemente do que ocorria nas Américas portuguesa e inglesa.
  4. A presença de afrodescendentes no mundo espanhol foi tardia e concentrou-se no espaço caribenho, onde atuaram como parte da mão de obra escravizada, mas também atuaram como conquistadores e vecinos cidadãos.

12. (UNESP) Prova da barbárie e, para alguns, da natureza não humana do ameríndio, a antropofagia condenava as tribos que a praticavam a sofrer pelas armas portuguesas a “guerra justa”.

Nesse contexto, um dos autores renascentistas que escreveram sobre o Brasil, o calvinista francês Jean de Léry, morador do atual Rio de Janeiro na segunda metade da década de 1550 e quase vítima dos massacres do Dia de São Bartolomeu (24.08.1572), ponto alto das guerras de religião na França, compara a violência dos tupinambás com a dos católicos franceses que naquele dia fatídico trucidaram e, em alguns casos, devoraram seus compatriotas protestantes:

“E o que vimos na França (durante o São Bartolomeu)? Sou francês e pesa-me dizê-lo. O fígado e o coração e outras partes do corpo de alguns indivíduos não foram comidos por furiosos assassinos de que se horrorizam os infernos? Não é preciso ir à América, nem mesmo sair de nosso país, para ver coisas tão monstruosas”.

(Luís Felipe Alencastro. “Canibalismo deu pretexto para escravizar”. Folha de S.Paulo, 12.10.1991. Adaptado.)

O conceito de “guerra justa” foi empregado, durante a colonização portuguesa do Brasil, para

  1. justificar a captura, o aprisionamento e a escravização de indígenas.
  2. justificar a instalação de missões jesuíticas em áreas de colonização francesa.
  3. impedir a prisão e o exílio de lideranças e comunidades nativas hostis à colonização.
  4. impedir o acesso de protestantes e judeus às áreas de produção de açúcar.
  5. impedir que os nativos fossem utilizados como mão de obra na lavoura.

13. (UNICAMP) Entre os séculos XVII e XVIII, o nheengatu se tornou a língua de comunicação interétnica falada por diversos povos da Amazônia. Em 1722, a Coroa exortou os carmelitas e os franciscanos a capacitarem seus missionários a falarem esta língua geral amazônica tão fluentemente como os jesuítas, já que em 1689 havia determinado seu ensino aos filhos de colonos.

(Adaptado de José Bessa Freire, Da “fala boa” ao português na Amazônia brasileira. Ameríndia, Paris, n. 8, 1983, p.25.)

Com base na passagem acima, assinale a alternativa correta.

  1. Os jesuítas criaram um dicionário baseado em línguas indígenas entre os séculos XVI e XIX, que foi amplamente usado na correspondência e na administração colonial nos dois lados do Atlântico.
  2. O texto permite compreender a necessidade de o colonizador português conhecer e dominar a língua para poder disciplinar os índios em toda a Amazônia durante o período pombalino e no século XIX.
  3. O aprendizado dessa língua associava-se aos projetos de colonização, visando ao controle da mão de obra indígena pelos agentes coloniais, como missionários, colonos e autoridades.
  4. A experiência do nheengatu desapareceu no processo de exploração da mão de obra indígena na Amazônia e em função da interferência da Coroa, que defendia o uso da língua portuguesa.

14. (UNESP) A Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Baiana (1798) tiveram semelhanças e diferenças significativas. É correto afirmar que

  1. as duas revoltas tiveram como objetivo central a luta pelo fim da escravidão.
  2. a revolta mineira teve caráter eminentemente popular e a baiana, aristocrático e burguês.
  3. a revolta mineira propunha a independência brasileira e a baiana, a manutenção dos laços com Portugal.
  4. as duas revoltas obtiveram vitórias militares no início, mas acabaram derrotadas.
  5. as duas revoltas incorporaram e difundiram ideias e princípios iluministas.

15. (FATEC) Poucos anos após a Independência do Brasil, o Império brasileiro estimulou a vinda de famílias europeias para o sul do país, principalmente para áreas onde hoje se situam os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

As famílias de imigrantes, que foram enviadas para o sul do país, no contexto citado, foram assentadas em

  1. colônias adquiridas por cooperativas agrícolas estrangeiras, para introduzir a cultura do algodão, em sistema de colonato.
  2. pequenas propriedades doadas pelo governo, para garantir a soberania nacional em um território pouco povoado.
  3. grandes latifúndios controlados pela elite estrangeira, para trabalhar nas lavouras de café destinadas à exportação.
  4. minifúndios monocultores de cana-de-açúcar, para substituir a mão de obra de pessoas escravizadas.
  5. sesmarias controladas pelo governo imperial, para atuar na implantação da cultura da soja no Brasil.

16. (FUVEST) Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano que daí se podia seguir.

Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954.

O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra

  1. a persistência dos ataques franceses contra a América, que Portugal vinha tentando colonizar de modo efetivo desde a adoção do sistema de capitanias hereditárias.
  2. os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as Coroas de Portugal e da França e que visava a combater as pretensões expansionistas da Espanha na América.
  3. a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão de jesuítas franceses, que, no Brasil, vinham exercendo grande influência sobre as populações nativas.
  4. o projeto de expansão territorial português na Europa, o qual, na época da carta, visava à dominação de territórios franceses tanto na Europa quanto na América.
  5. a manifestação de um conflito entre a recém􀀀criada ordem jesuíta e a Coroa portuguesa em torno do combate à pirataria francesa.

17. (UNESP) O dia em que o capitão-mor Pedro Álvares Cabral levantou a cruz [...] era a 3 de maio, quando se celebra a invenção da Santa Cruz em que Cristo Nosso Redentor morreu por nós, e por esta causa pôs nome à terra que se encontrava descoberta de Santa Cruz e por este nome foi conhecida muitos anos. Porém, como o demônio com o sinal da cruz perdeu todo o domínio que tinha sobre os homens, receando perder também o muito que tinha em os desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado de cor abrasada e vermelha com que tingem panos [...].

(Frei Vicente do Salvador, 1627. Apud Laura de Mello e Souza. O Diabo e a Terra de Santa Cruz, 1986. Adaptado.)

O texto revela que

  1. a Igreja católica defendeu a prática do extrativismo durante o processo de conquista e colonização do Brasil.
  2. um esforço amplo de salvação dos povos nativos do Brasil orientou as ações dos mercadores portugueses.
  3. os nomes atribuídos pelos colonizadores às terras do Novo Mundo sempre respeitaram motivações e princípios religiosos.
  4. o objetivo primordial da colonização portuguesa do Brasil foi impedir o avanço do protestantismo nas terras do Novo Mundo.
  5. uma visão mística da colonização acompanhou a exploração dos recursos naturais existentes nas terras conquistadas.

18. (UNESP) Juntos, tais vetores levaram a linha de fronteira do Tratado de Tordesilhas a deslocar-se para além dos limites formais, empurrando-os crescentemente para os confins da hinterlândia, obrigando a se estabelecer um novo acerto de fronteira com o Tratado de Madri, que em 1750 consagrou como marco de domínio das colônias de Portugal e da Espanha o traçado de fronteira que praticamente risca como definitivo o desenho do território brasileiro de hoje.

(Ruy Moreira. A formação espacial brasileira, 2014. Adaptado.)

Considerando o processo de ocupação do espaço brasileiro, os vetores que propiciaram uma nova fronteira e o estabelecimento de pequenos aglomerados no interior do território foram

  1. a borracha e as rotas de procura por matéria-prima.
  2. a plantation e a construção de entrepostos para o transporte.
  3. a mineração e o comércio informal de ouro.
  4. as expedições bandeirantes e as trilhas do gado.
  5. as missões jesuíticas e a instalação de núcleos comerciais.

19. (UNICAMP) As plantações de mandioca encontradas pelas saúvas cortadeiras nas roças indígenas eram apenas uma entre várias outras. Em muitas situações, a composição química das folhas favorecia a escolha de outras plantas e afolhagem da mandioca era cortada apenas quando as preferidas das saúvas não eram suficientes. Já na agricultura comercial, machados e foices de ferro permitiam abrir clareiras em uma escala maior, resultando em grande homogeneidade da flora. Nas lavouras de mandioca de finais do século XVII e do início do século XVIII, as folhas da mandioca tornavam-se uma das poucas opções das formigas. Depois de mais algumas colheitas, a infestação das formigas tornava-se insuportável, por vezes causando o completo despovoamento humano da área.

(Adaptado de Diogo Cabral, 'O Brasil é um grande formigueiro’: território, ecologia e a história ambiental da América Portuguesa – parte 2. HALAC - História Ambiental Latinoamericana y Caribeña. Belo Horizonte, v. IV, n. 1, p. 87-113, set. 2014-fev. 2015.)

A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre História do Brasil Colônia, assinale a alternativa correta.

  1. A principal diferença entre as lavouras indígenas e a agricultura comercial colonial estava no uso de queimadas pelos europeus, o que não era praticado pelas populações autóctones.
  2. Comparadas à mandioca cultivada pelos indígenas, as novas espécies de mandioca trazidas da Europa eram menos resistentes às formigas cortadeiras, e por isso mais susceptíveis à infestação.
  3. Os colonizadores introduziram no território colonial novas espécies de mandioca e milho, que desequilibraram o sistema agrícola ameríndio, baseado no sistema rotativo de plantação.
  4. A agricultura comercial tendia à homogeneização da flora nas lavouras da América Portuguesa, combinando tradições europeias de plantio com práticas indígenas.

20. (UNESP) O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza. Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis.

(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1987).

A afirmação de que “O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza” indica que a colonização portuguesa do Brasil

  1. desenvolveu-se de forma semelhante às colonizações espanhola e britânica nas Américas, ao evitar a exploração sistemática das novas terras e privilegiar os esforços de ocupação e povoamento.
  2. implicou um conjunto de articulações políticas e sociais, que derivavam, entre outros fatores, do exercício do domínio político pela metrópole e de uma política de concessões de privilégios e vantagens comerciais.
  3. alijou, do processo colonizador, os setores populares, que foram impedidos de se transferir para a colônia e não puderam, por isso, aproveitar as novas oportunidades de emprego que se abriam.
  4. incorporou as diversas classes sociais existentes em Portugal, que mantiveram, nas terras coloniais, os mesmos direitos políticos e trabalhistas de que desfrutavam na metrópole.
  5. alterou as relações políticas dentro de Portugal, pois provocou o aumento da participação dos burgueses nos assuntos nacionais e eliminou a influência da aristocracia palaciana sobre o rei.

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