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Jesuítas

Lista de 10 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Jesuítas com questões de Vestibulares.

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01. (ESPM) Em 1759 os jesuítas foram expulsos de Portugal e do Brasil pelo marquês de Pombal. Nas reformas pombalinas, a expulsão dos jesuítas foi capítulo dos mais dramáticos, ousados e radicais, demonstrando até que ponto se reafirmava a soberania do Estado português na colônia.

(Carlos Guilherme Mota e Adriana Lopez. História do Brasil: Uma interpretação)

Os problemas em questão têm por origem o seguinte:

  1. Pombal acusava a Companhia de Jesus de formar um verdadeiro Estado dentro do Estado e resistir ao poder do rei;
  2. Pombal condenava o monopólio do comércio de escravos africanos pela Companhia de Jesus;
  3. Pombal se ressentiu da recusa por parte da Companhia de Jesus de participar da colonização do Estado do Grão-Pará e Maranhão;
  4. Pombal rompeu com os jesuítas após a Companhia de Jesus apresentar uma decidida condenação ao tráfico negreiro praticado pelo governo português;
  5. Os jesuítas apoiavam as pretensões espanholas nas negociações dos tratados de limites ocorridos no século XVIII.

02. (ACAFE) A História do Brasil Colônia é marcada por diversas revoltas sociais e complexos processos de resistência ao Estado português e à Igreja.

Acerca desse contexto, analise as afirmações a seguir.

I. A resistência dos escravos ocorreu, dentre outras formas, através das fugas, revoltas e na formação de agrupamentos conhecidos como quilombos.

II. A Inquisição que se instalou no Brasil no século XVIII, em Minas Gerais, perseguiu principalmente as seitas cristãs dissidentes do catolicismo. A revolta desses grupos, pouco conhecida, acabou por ser duramente reprimida com execuções sumárias, degredo e prisões.

III. As populações indígenas sofreram com a escravização. Os conflitos foram muito violentos e levaram, em muitos casos, à extinção de vários povos indígenas.

IV. As Guerras Guaraníticas opuseram, no século XVIII, milhares de índios às tropas portuguesas lideradas pelos Jesuítas, que desejavam a conversão ou a escravização dos índios.

V. Durante a ocupação holandesa no nordeste, no século XVII, foram os grupos indígenas que mais resistiram, pois a Companhia das Índias Ocidentais escravizou e deportou grande quantidade de índios para suas colônias de produção de açúcar no Caribe.

Todas as afirmações corretas estão em:

  1. III - IV
  2. I - III
  3. II - III - V
  4. I - II - IV

03. (UEFS) A maioria das ordens religiosas que se instalaram nas capitanias do Norte possuía engenhos. Os carmelitas e os beneditinos contavam com mais de um engenho na Bahia, cujos lucros revertiam em benefício das atividades dessas ordens. Os jesuítas chegaram a possuir seis engenhos na Bahia, entre eles, o de Sergipe do Conde, no Recôncavo, e o Engenho Santana, em Ilhéus. Os engenhos das corporações religiosas, bem como aqueles que pertenciam a particulares, utilizavam os mesmos métodos de trabalho e a mesma mão de obra presentes nas demais propriedades da colônia.

(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008. Adaptado.)

A partir do texto é correto concluir que, no Brasil colonial, a Igreja Católica

  1. apoiou os interesses dos senhores de engenho, mas evitou envolver-se diretamente em qualquer atividade econômica.
  2. lutou para impedir a escravidão, protegendo os indígenas nas reduções e defendendo o fim do tráfico de africanos.
  3. tolerou a presença de mão de obra escrava nos engenhos, mas não a utilizou nas propriedades que controlava.
  4. rejeitou a política abolicionista da metrópole, estimulando o emprego de mão de obra escrava nas lavouras.
  5. atuou no sentido de impedir a escravização dos indígenas, mas aceitava o emprego da mão de obra de africanos escravizados.

04. (Fuvest) Os primeiros jesuítas chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé de Sousa, em 1549, e em pouco tempo se espalharam por outras regiões da colônia, permanecendo até sua expulsão, pelo governo de Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas nesse período, é correto afirmar que:

  1. criaram escolas de arte que foram responsáveis pelo desenvolvimento do barroco mineiro.
  2. defenderam os princípios humanistas e lutaram pelo reconhecimento dos direitos civis dos nativos.
  3. foram responsáveis pela educação dos filhos dos colonos, por meio da criação de colégios secundários e escolas de “ler e escrever”.
  4. causaram constantes atritos com os colonos por defenderem, esses religiosos, a preservação das culturas indígenas.
  5. formularam acordos políticos e diplomáticos que garantiram a incorporação da região amazônica ao domínio português.

05. (UFRGS) Sobre o Tratado de Madri, assinado em 1750 por Portugal e Espanha, considere as seguintes afirmações.

I - A Colônia de Sacramento passou para a Espanha, e os Setes Povos das Missões passaram para Portugal, consagrando o princípio do uti possidetis.

II - A expulsão dos jesuítas foi fator importante para a eclosão da chamada guerra guaranítica (1752-1756), reduzindo os efeitos do Tratado.

III - As Missões retornaram para a Província do Paraguai.

Quais estão corretas?

  1. Apenas I.
  2. Apenas II.
  3. Apenas III.
  4. Apenas I e II.
  5. Apenas I e III.

06. (FGV) Leia o texto sobre as origens de São Paulo.

A estratégia da penetração para o sertão, se foi amplamente aproveitada pelos colonos de São Paulo, nasce na prática da conversão jesuítica. (...) Embora por razões opostas, tanto as incursões dos jesuítas, tímidas é verdade, não se embrenhando muito além do núcleo piratiningano, como as bandeiras e as entradas dos colonos tinham um mesmo objetivo: o índio.

(Amílcar Torrão Filho, A cidade da conversão: a catequese jesuítica e a fundação de São Paulo de Piratininga. Revista USP. São Paulo, n.º 63, 2004)

O fragmento apresenta parte das condições que originaram

  1. a guerra travada entre a Igreja Católica, a favor da escravização indígena, e os colonos paulistas, defensores do trabalho livre.
  2. o conflito entre colonos e religiosos pelo controle da mão de obra indígena, presente no entorno de São Paulo.
  3. a leitura, com forte viés ideológico, que considerava desnecessária a exagerada violência dos jesuítas contra os povos indígenas.
  4. o desvínculo econômico de São Paulo com o resto da colônia, diante da impossibilidade de exploração da mão de obra indígena.
  5. o fracasso das missões religiosas em São Paulo, pois coube apenas ao Estado português o controle direto dos indígenas.

07. (PUC-SP) “Ao longo da segunda metade do século XVI, a Bahia se tornou a principal capitania do Brasil colonial. Juntou-se a Pernambuco como região de grande lavoura e engenhos produtores de açúcar; tornou-se polo de imigração portuguesa, com destaque para os cristãos-novos, atraídos pela nova frente de expansão açucareira e desejosos de escapar do braço comprido do Santo Ofício português, criado entre 1536 e 1540; abrigou número crescente de missionários, não só jesuítas, mas professos de outras ordens religiosas.”

Ronaldo Vainfas. Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 31.

Podemos afirmar que o texto indica uma concepção acerca do estudo da história do Brasil colonial em que se

  1. privilegia a dimensão religiosa dos vínculos entre colônia e metrópole, pois tal dimensão é necessariamente determinante das demais relações presentes na sociedade colonial.
  2. valoriza a liberdade de crença e a pluralidade das manifestações religiosas na colônia, possível a partir da aceitação, pela Igreja Católica, das formas de religiosidade das comunidades indígenas.
  3. caracteriza a divisão internacional do trabalho, pois as colônias americanas e suas metrópoles europeias mantiveram, antes e depois da independência, papéis hegemônicos no contexto global de circulação de mercadorias.
  4. reconhece o caráter complexo e plural das relações entre colônia e metrópole a partir da identificação de diversos elementos da ocupação e organização da sociedade colonial.
  5. define o caráter flexível das relações entre colônia e metrópole, pois estas se estruturam a partir do perfeito equilíbrio político entre a periferia e o centro econômico.

08. (UNICAMP) Entre os séculos XVII e XVIII, o nheengatu se tornou a língua de comunicação interétnica falada por diversos povos da Amazônia. Em 1722, a Coroa exortou os carmelitas e os franciscanos a capacitarem seus missionários a falarem esta língua geral amazônica tão fluentemente como os jesuítas, já que em 1689 havia determinado seu ensino aos filhos de colonos.

(Adaptado de José Bessa Freire, Da “fala boa” ao português na Amazônia brasileira. Ameríndia, Paris, n. 8, 1983, p.25.)

Com base na passagem acima, assinale a alternativa correta.

  1. Os jesuítas criaram um dicionário baseado em línguas indígenas entre os séculos XVI e XIX, que foi amplamente usado na correspondência e na administração colonial nos dois lados do Atlântico.
  2. O texto permite compreender a necessidade de o colonizador português conhecer e dominar a língua para poder disciplinar os índios em toda a Amazônia durante o período pombalino e no século XIX.
  3. O aprendizado dessa língua associava-se aos projetos de colonização, visando ao controle da mão de obra indígena pelos agentes coloniais, como missionários, colonos e autoridades.
  4. A experiência do nheengatu desapareceu no processo de exploração da mão de obra indígena na Amazônia e em função da interferência da Coroa, que defendia o uso da língua portuguesa.

09. (Fuvest) Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver por conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais aparentes, que consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em vós, Senhor, trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano que daí se podia seguir.

Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954.

O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de Portugal D. João III, escrita em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra

  1. a persistência dos ataques franceses contra a América, que Portugal vinha tentando colonizar de modo efetivo desde a adoção do sistema de capitanias hereditárias.
  2. os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as Coroas de Portugal e da França e que visava a combater as pretensões expansionistas da Espanha na América.
  3. a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão de jesuítas franceses, que, no Brasil, vinham exercendo grande influência sobre as populações nativas.
  4. o projeto de expansão territorial português na Europa, o qual, na época da carta, visava à dominação de territórios franceses tanto na Europa quanto na América.
  5. a manifestação de um conflito entre a recém􀀀criada ordem jesuíta e a Coroa portuguesa em torno do combate à pirataria francesa.

10. (IFMT) Nóbrega era o chefe do primeiro grupo de jesuítas, que chegou juntamente com os colonizadores portugueses, para tentar, de uma forma mais sistemática, colonizar a vasta Terra de Santa Cruz, servindo a Igreja Católica e a Coroa Portuguesa. Sobre as ações dos jesuítas, pode-se afirmar que:

  1. eram os grandes defensores da teoria da raça, e acreditavam que os indígenas nasceram para ser escravos, pois eram sem dúvida os melhores e mais adaptados para o mundo do trabalho.
  2. foram grandes evangelizadores do Brasil. O mais famoso jesuíta foi o São Francisco Xavier, sendo o seu maior feito a conversão de mais de 30 mil indígenas brasileiros e espanhóis.
  3. Manoel da Nóbrega foi decisivo na fundação de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro , e José de Anchieta foi o grande pregador, criou uma gramática tupi-português e converteu centenas de indígenas.
  4. chegaram para difundir o protestantismo na América do Sul e na África, evitando o avanço do catolicismo nessas regiões.
  5. Foram convidados pelo Marquês de Pombal a levar o catolicismo para as regiões recém descobertas, especialmente a colônia, Brasil.

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