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Reforma Protestante

Lista de 18 exercícios de História com gabarito sobre o tema Reforma Protestante com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: História Geral.





01. (CUSC) Um aspecto importante do calvinismo é a valorização moral do trabalho e da poupança, que resulta numa situação de bem-estar social e econômico, o que poderia ser interpretado como sinal favorável de Deus à salvação do indivíduo.

(Fernando Seffner. Da Reforma à Contrarreforma, 1993.)

Da afirmação, depreende-se que o calvinismo

  1. valorizou o indivíduo como agente de sua própria salvação, o que eliminava o papel de Deus e do clero no processo.
  2. contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo, pois o trabalho e o enriquecimento tinham uma justificativa religiosa.
  3. implicou o confisco das propriedades eclesiásticas, que foram distribuídas ao povo a fim de garantir seu bem-estar.
  4. reforçou as estruturas feudais de dominação, uma vez que a acumulação de riquezas era necessária à salvação.
  5. contrariou a teoria da predestinação, já que a prosperidade econômica era incompatível com a austeridade puritana.

02. (UNICENTRO) Entre os princípios básicos da Reforma Luterana, encontram-se os seguintes:

  1. A conduta de comprar indulgências e praticar o celibato clerical.
  2. O clero é o único intermediário entre Deus e os fiéis e são reafirmados os sete sacramentos.
  3. A língua oficial da Reforma Luterana é o latim, tanto para o culto quanto para a Bíblia.
  4. A salvação é alcançada pela fé e o fiel é capaz de interpretar ele mesmo os textos bíblicos através dessa mesma fé.
  5. O pão e o vinho transformam-se em corpo e sangue de Cristo na Eucaristia.

03. (EsPCEx) No começo do século XVI, interessado em construir a basílica de São Pedro, em Roma, o Papa Leão X negociou com o banqueiro Jacob Függer a venda das indulgências, que garantiriam o perdão dos pecados àqueles fiéis que as comprassem.

Esse abuso do poder exercido pelo Papa causou profunda revolta em um monge do Sacro Império Romano-Germânico chamado:

  1. Erasmo de Roterdã
  2. Thomas Morus
  3. Pieter Bruegel
  4. Martinho Lutero
  5. Nicolau Copérnico

04. (IFBA) No início do século XVI, Martinho Lutero publicizava suas teses contrárias a alguns rumos que a Igreja católica vinha tomando ao longo da idade média. Essa movimentação de Lutero desencadeou um movimento que foi chamado de Reforma Protestante. A reforma notabilizou muitas críticas à Igreja, dentre elas:

  1. Recusar a importância da terra para os grandes proprietários, tirando deles todos o poder divino que poderiam reivindicar através da nobreza.
  2. Ter sido o elemento fundador do iluminismo que tanto criticava as ideias mágicas contidas nos milagres católicos.
  3. O refortalecimento do feudalismo.
  4. Criticar a prática das indulgências católicas que acarretava na salvação pelos arrependimento e não pela fé.
  5. Criar grande preocupação na Igreja Católica, mantendo sua preocupação centrada na Europa, o que justificou o tardio povoamento do Brasil.

05. (UEFS) As reformas protestantes, no século XVI, representaram uma

  1. decisão de ampliar os recursos financeiros da Igreja, seguida do aumento na cobrança de dízimos e na venda de indulgências.
  2. reação a certas práticas do clero e uma divisão da Igreja Católica, seguida da formação de novas igrejas.
  3. aceitação da necessidade de politizar o clero, seguida da aproximação política da Igreja Católica com reis e imperadores.
  4. tentativa de aprofundar as discussões doutrinárias da Igreja, seguida da realização de conclaves que aprofundaram a unidade dos clérigos.
  5. rejeição do compromisso social da Igreja Católica, seguida da perseguição a clérigos engajados em programas sociais.

06. (FASA) Sobre a crise religiosa e as mudanças na Igreja Católica, na Europa Moderna, é correto afirmar:

Sobre a crise religiosa e as mudanças na Igreja Católica, na Europa Moderna, é correto afirmar:

  1. O choque entre os interesses da classe economicamente dominante e a posição da Igreja Católica, no que se refere ao lucro excessivo, foi um importante fator dos movimentos reformistas.
  2. A autoridade dos papas católicos saiu fortalecida e hegemônica, apesar dos conflitos com os imperadores e monarcas absolutistas europeus.
  3. Os reformistas protestantes, nos tratados de paz religiosa, aceitaram todos os dogmas e preceitos da Igreja Católica, excetuando-se o celibato clerical.
  4. Os humanistas do Renascimento participaram das discussões teológicas com filósofos católicos, com o objetivo de manter uma frente cristã unida no combate à expansão islâmica na Europa ocidental.

07. (IF Sertão) A Europa Ocidental foi marcada no século XVI por muitas lutas sociais em que o sentimento religioso se misturava às ambições materiais, protestos populares e diferentes projetos políticos.

Sobre o movimento da Reforma Religiosa na Europa, assinale “V” (verdadeiro) e “F” (Falso) e depois marque a alternativa correspondente.

( ) A Igreja Católica estava promovendo políticas de melhoria da qualidade de vida das populações campesinas e comerciantes urbanos, doando toda a sua riqueza conquistada ao longo do século XIII.

( ) Martinho Lutero, monge agostiniano, foi o primeiro a insurgir contra a venda de indulgências, embora sua crítica fosse mais profunda, expressava uma expectativa de reforma geral da Igreja de Roma.

( ) O Papa Leão X, em 1517, autorizou venda de indulgências para financiar a construção da nova basílica de São Pedro em Roma.

( ) Com exceção do batismo e da eucaristia, a doutrina pregada por Lutero punha em xeque os demais sacramentos da Igreja, pois não constavam na Bíblia.

( ) João Calvino liderou um dos movimentos reformistas e pregava a volta do domínio do Papa Leão XVI ao trono de Roma.

A sequência correta é:

  1. V-F-V-V-F
  2. F-F-V-F-V
  3. F-F-F-F-F
  4. V-V-V-V-V
  5. F-V-V-V-F

08. (IFPR) A Igreja Anglicana, denominação congregacional cristã das igrejas da Inglaterra, historicamente define sua origem entre os antigos celtas que, no século VI, foram incorporados pelas missões gregorianas à Igreja de Roma. Só voltou a ser independente, dez séculos depois, quando o rei Tudor, Henrique VIII, renunciou à autoridade do papa que se recusou a anular seu casamento com Catarina de Aragão, após 24 anos de união, sem que dela frutificasse um sucessor para o trono. Em 1534, um documento assinado pelo Parlamento inglês concedeu ao rei a soberania sobre a Igreja Católica na Inglaterra que, para legitimar seu poder temporal e espiritual instituiu a obrigatoriedade de todos os súditos lhe jurarem fidelidade. Qualquer recusa era considerada um ato de traição, passível de breve julgamento e de penalidades como banimento dos domínios ingleses até a morte, por enforcamento ou decapitação. A esse respeito, pode-se afirmar que o ofício que instituiu a Reforma inglesa e legitimou o anglicanismo como religião oficial resultou:

  1. do Ato de Supremacia.
  2. das 95 teses do Castelo de Wittenberg.
  3. da Querela das Investiduras.
  4. da Lei dos 39 Artigos.

09. (ACAFE) No ano de 2017 lembra-se os 500 anos da Reforma Protestante. A publicação das 95 teses de Martinho Lutero iniciou um confronto entre Roma e o monge agostiniano.

Considere a Reforma Protestante e seus desdobramentos, ocorrida na Europa, e analise as afirmações a seguir.

I. A ética Calvinista glorificava o trabalho e o lucro e classificava a riqueza como uma graça divina.

II. Para reforçar o catolicismo na Inglaterra e, com o apoio do Papa Clemente, Henrique

III. fundou a Ordem Anglicana.

IV. Em sua doutrina, Lutero manteve o celibato e a liturgia em latim.

V. Excomungado pela Igreja Católica, Lutero recebeu a proteção da nobreza alemã.

Todas as afirmações corretas estão em:

  1. I - II - III
  2. II - III - IV
  3. I - IV
  4. II - III

10. (UNESP) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra

  1. a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
  2. a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.
  3. o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.
  4. as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.
  5. o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.

11. (Mackenzie) O Rei Henrique VIII, aclamado defensor da fé pela Igreja Católica, rompeu com o Papa Clemente VII em 1534, por:

  1. opor-se ao Ato de Supremacia que submetia a Igreja Anglicana à autoridade do Papa.
  2. rever todos os dogmas da Igreja Católica, incluindo a indissolubilidade do sagrado matrimônio, através do Ato dos Seis Artigos.
  3. aceitar as 95 teses de Martinho Lutero, que denunciavam as irregularidades da Igreja Católica.
  4. ambicionar assumir as terras e as riquezas da Igreja Católica e enfraquecer sua influência na Inglaterra.
  5. defender que o trabalho e a acumulação de capital são manifestações da predestinação à salvação eterna como professava Santo Agostinho.

12. (Unifesp) “Se um homem não trabalhar, também não comerá” – São Paulo

O texto acima traduz a ideia defendida pelo:

  1. Protestantismo de Lutero;
  2. Protestantismo de Calvino;
  3. Catolicismo da Idade Média;
  4. Catolicismo da Contra-Reforma.

13. (Esan-SP) Na Alemanha do século XVI, havia grande contradição entre o que a Igreja católica pregava e o que se praticava. Nos principados as dificuldades eram enormes. Os camponeses sentiam-se sobrecarregados de impostos. As cidades ansiavam por liberdade. O clero desprezava a missão espiritual. Muitos bispos levavam uma existência de prazer, o que ofendia os crentes sinceros e simples. Os abusos apontados no enunciado geraram o ambiente favorável à aceitação do novo credo sustentado por:

  1. Henrique VIII.
  2. João Knox.
  3. João Huss.
  4. João Calvino.
  5. Martinho Lutero.

14. (FCC-SP) O Ato de Supremacia, promulgado por Henrique VIII, na Inglaterra, contribuiu para:

  1. divulgar intensamente a doutrina calvinista no país, sobretudo na região da Escócia.
  2. iniciar a expansão externa, formando, assim, as bases do império colonial inglês.
  3. promover a reforma anglicana, ao mesmo tempo em que contribuiu para a centralização do governo.
  4. implantar o catolicismo no reino, o que foi acompanhado de repressão aos reformistas.
  5. restaurar os antigos direitos feudais, que foram limitados pela Magna Carta de 1215.

15. (UNESP) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra

  1. a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.
  2. a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.
  3. o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.
  4. as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia.
  5. o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.

16. (Espcex) Com relação às Reformas Religiosas ocorridas na Europa no século XVI, podemos afirmar que

  1. foram reflexo de disputas políticas entre os jesuítas e o papa.
  2. tinham o objetivo de estabelecer a venda de indulgências para os pecadores.
  3. permitiram à Igreja Católica uma total hegemonia religiosa na Alemanha.
  4. só foram possíveis graças às decisões adotadas no Concílio de Trento.
  5. na Inglaterra foram promovidas pelo rei Henrique VIII.

17. (Pucsp) A doutrina calvinista estabelecia para seus adeptos uma vida regrada, disciplinada, dedicada ao trabalho, afastada do ócio, dos vícios e da ostentação. Esse código de conduta levou alguns autores a considerar esses princípios do calvinismo como fatores que favoreceriam o processo de acumulação capitalista. Dentro dessa doutrina, apoiada numa interpretação particular da noção de onisciência divina, conformar-se a esse ideal de conduta não seria o caminho para a salvação, mas seus resultados visíveis - o sucesso material - dariam ao eleito a confirmação do estado de graça.

Esse código de conduta fundamentava-se no princípio doutrinário que pregava

  1. a justificação pela fé, ou seja, a fé como meio de obtenção da graça e da salvação.
  2. a predestinação à salvação, ou seja, a ideia de que alguns já nascem escolhidos por Deus para serem salvos, estado impossível de ser modificado, passível, apenas, de ser reconhecido pelos "sinais" presentes na vida dos "eleitos".
  3. a salvação pelas obras, ou seja, a redenção por um ato voluntário do indivíduo, que deveria cumprir os mandamentos divinos, praticar a caridade, intensificar orações e peregrinações.
  4. a vocação missionária e a opção pelos pobres, ou seja, a missão de pregar o evangelho e difundir a doutrina especialmente entre aqueles que se achavam destituídos das riquezas terrenas.
  5. a valorização do ascetismo, a flagelação do corpo e a negação da posse de riquezas materiais como meios de alcançar a graça divina, afastando da mente e da alma aquilo que seria considerado "tentação da carne"

18. (Unirio) "Deus chama cada um para uma vocação particular cujo objetivo é a glorificação dele mesmo. O comerciante que busca o lucro, pelas qualidades que o sucesso econômico exige: o trabalho, a sobriedade, a ordem, responde também ao chamado de Deus, santificando de seu lado o mundo pelo esforço, e sua ação é santa."

(João Calvino. In: Mousnier, Roland. História Geral das Civilizações. Os séculos XVI e XVII: os processos da civilização europeia. SP: Difel, 1973, p. 90, tomo IV, v. 1.)

A opção que correlaciona a citação acima com o contexto da reforma protestante, no século XVI, que pregava mudanças no cristianismo e na ação da igreja católica é o

  1. calvinismo, a condenação da doutrina da predestinação absoluta formulada pelo pensamento tomista medieval.
  2. anglicanismo, a supressão do clero e dos sacramentos na vida religiosa como forma de enfraquecimento do papado.
  3. luteranismo e no calvinismo, a pregação teológica de submissão do Estado à Igreja reformada.
  4. luteranismo, a defesa do princípio da salvação do homem pela fé sem a necessidade de intermediação da Igreja e da realização de obras pias.
  5. anglicanismo e no luteranismo, a substituição do latim pelo alemão nos cultos religiosos.

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