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Revolta dos Malês e Sabinada

Lista de 18 exercícios de História com gabarito sobre o tema Revolta dos Malês e Sabinada com questões de Vestibulares.

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malês

01. (UFU) Leia o texto a seguir.

Os malês encontraram na Bahia de 1835 um campo fértil onde semear a rebeldia escrava e tentar mudar a sociedade em favor dos africanos. Fundada na desigualdade etnorracial e social, a Bahia vivia nesse período uma crise econômica e política. As revoltas das classes livres pobres e dos dissidentes liberais de um lado e, de outro, as dos escravos africanos, ameaçavam a hegemonia política dos grandes senhores da Bahia e a própria ordem escravocrata.

REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 545.

Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta sobre a revolta dos malês de 1835.

  1. Os malês representavam uma identidade étnica africana que foi recusada pela maioria dos outros grupos de escravos, que vinham de regiões diferentes da África.
  2. Os malês estavam em uma camada intermediária entre as classes livres pobres e os escravos, pois estavam em uma situação social superior à dos escravos.
  3. As classes livres e pobres uniram-se aos grandes proprietários de terra na Bahia para derrotar os malês em sua revolta, pois ambos os grupos queriam preservar a supremacia branca sobre os escravos.
  4. A revolta dos malês representou uma resistência importante às estruturas sociais vigentes no Brasil, sobretudo à ordem social ligada à escravidão africana.

02. (Fuvest) Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravos e libertos ocupou as ruas de Salvador, Bahia, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Os organizadores do levante eram malês, termo pelo qual eram conhecidos na Bahia da época os africanos muçulmanos. J. J. Reis, Rebelião escrava no Brasil. A história do levante dos malês em 1835, 2004. A respeito da Revolta dos Malês, é correto afirmar:

  1. Constituiu se na principal rebelião de escravos urbanos ocorrida do Brasil.
  2. Alguns dos seus principais dirigentes foram anistiados pelas autoridades por não serem cristãos.
  3. A derrota decorreu pelo desconhecimento da linguagem escrita por parte de suas lideranças.
  4. O projeto da revolta era abolir a escravidão e estabelecer uma sociedade islâmica em todo o Brasil.
  5. Muitos integrantes do movimento foram perdoados após renegarem os princípios muçulmanos e aderirem ao catolicismo.

3. (Fuvest) A Sabinada, que agitou a Bahia entre novembro de 1837 e março de 1838,

  1. tinha objetivos separatistas, no que diferia frontalmente das outras rebeliões do período.
  2. foi uma rebelião contra o poder instituído no Rio de Janeiro que contou com a participação popular.
  3. assemelhou-se à Guerra dos Farrapos, tanto pela postura anti-escravista quanto pela violência e duração da luta.
  4. aproximou-se, em suas proposições políticas, das demais rebeliões do período pela defesa do regime monárquico.
  5. pode ser vista como uma continuidade da Rebelião dos Alfaiates, pois os dois movimentos tinham os mesmos objetivos.

04. (UFAM PSC) Entre 1833 e 1839, houve revoltas de escravos em diferentes províncias do Império do Brasil. Embora fossem derrotadas e seus líderes sofressem pena capital por enforcamento, tais revoltas provocaram bastante medo nas camadas sociais dirigentes do Império, uma vez que, pelo menos em uma delas, senhores escravocratas e suas famílias foram mortas. O medo era de que eclodissem revoltas de escravos em todo o Brasil. Essas revoltas ficaram conhecidas sob os nome de Revolta de Carrancas (1833), Revolta dos Malês (1835) e Revolta de Manoel Congo.

Assinale a alternativa CORRETA quantos as respectivas províncias brasileiras onde essas revoltas aconteceram:

  1. Pernambuco, Santa Catarina e Pará.
  2. Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.
  3. Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
  4. São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso.
  5. Maranhão, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

05. (PUC-RJ) COM EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam acontecimentos relacionados às formas de resistência dos escravos negros à dominação escravista na experiência histórica do Brasil, desde o século XVI. Assinale-a

  1. Ocorrida em Salvador no ano de 1835, a revolta dos malês somava-se às revoltas escravas de 1814 e 1816 na Bahia, embora a elas não se comparasse em amplitude.
  2. Ao reivindicarem o direito de “brincar, folgar e cantar”, por ocasião do levante no Engenho Santana de Ilhéus, em 1789, os escravos demonstravam que também lutavam por uma vida espiritual autônoma.
  3. Foi durante o período da ocupação holandesa no atual Nordeste que o quilombo dos Palmares consolidou sua posição de “Estado negro” encravado na colônia escravista.
  4. Surgido em terras de um abolicionista, o quilombo do Jabaquara constituiu-se em exemplo da complexa negociação social e política que distinguiu a resistência escrava nos anos finais da escravidão.
  5. A publicação do livro “O Abolicionismo”, de Joaquim Nabuco, em 1883, constituiu-se em significativo libelo antiescravista ao afirmar que o escravo e o senhor eram dois tipos contrários e, no fundo, os mesmos.

06. (ESA) A Revolta dos Malês foi um movimento de escravos africanos, muitos dos quais eram muçulmanos, ocorrido em 1835 na seguinte província:

  1. Maranhão
  2. Grão-Pará
  3. Bahia
  4. Pernambuco
  5. Minas Gerais

07. (Colégio Naval) ” A revolta de 1835, também chamada a ‘ grande insurreição’, foi o ponto culminante de uma série que vinha desde 1807. A revolta desses escravos islamizados, em consequência, não será apenas uma eclosão violenta mas desorganizada, apenas surgida por um incidente qualquer. Será, pelo contrário, planejada nos seus detalhes, precedida de todo um período organizativo(…). Reuniam-se regularmente para discutirem os planos de insurreição, muitas vezes juntamente com elementos de outros grupos do centro da cidade.(…) O movimento vinha sendo articulado também entre os escravos dos engenhos e os quilombolas da periferia. (…) O plano não foi cumprido na íntegra porque houve delação. (…) os escravos, vendo que tinham de antecipar a revolta, lançaram-se à carga de qualquer maneira. (…) Derrotada a insurreição, os seus líderes se portaram dignamente.”

(Moura, Clóvis. Os Quilombos e a Rebelião Negra. 7 ed. São Paulo, Brasiliense, 1987. pp. 63-69.)

Sobre a rebelião escrava relatada no texto, é correto afirmar que:

  1. foi comandada por Ganga Zumba que planejava implantar um território livre no Recôncavo Baiano.
  2. nessa rebelião, chamada de Revolta dos Malês, participaram escravos de diversas etnias que pretendiam acabar com a escravidão na Bahia.
  3. a revolta ocorreu devido à intolerância religiosa, já que os escravos foram impedidos de praticar sua religião, o Candomblé.
  4. seu líder Zumbi dos Palmares, após longa resistência às tropas do governo, acabou sendo preso e enforcado e o quilombo foi destruído.
  5. nessa rebelião, denominada Conjuração Baiana, os revoltosos queriam a independência do Brasil e o fim da escravidão.

08. (IFRS Superior) Durante a 1ª metade do século XIX, o contexto político brasileiro passou por períodos de significativa instabilidade. Dentre estes períodos, a Regência (1831 – 1840) foi o mais intenso, pois, em diversas províncias, deflagraram-se revoltas contra o governo central, tais como: Guerra dos Farrapos, Revolta dos Malês, Cabanagem, Balaiada, Sabinada.

Assinale a alternativa que melhor define as causas que levaram as províncias afastadas da capital a se revoltarem contra a Regência.

  1. A valorização do charque, que privilegiava o sul brasileiro em detrimento das demais regiões do país.
  2. A valorização do açúcar, que privilegiava o nordeste brasileiro em detrimento das demais regiões do país.
  3. A valorização da borracha, que privilegiava o norte brasileiro em detrimento das demais regiões do país.
  4. A concentração de poderes que o governo regencial praticava, privilegiando o Rio de Janeiro em detrimento das demais regiões do país.
  5. A valorização do algodão, que privilegiava o Maranhão em detrimento das demais regiões do país.

09. (UFRGS) A respeito da Revolta dos Malês, ocorrida na cidade de Salvador em 1835, é correto afirmar que ela foi um movimento liderado por

  1. escravos oriundos da África Oriental, inspirados na independência do Haiti.
  2. escravos e libertos de origem africana, que professavam a religião muçulmana.
  3. escravos nascidos no Brasil e grupos excluídos do processo político-partidário.
  4. escravos e índios aldeados no Recôncavo, que protestavam contra a exploração.
  5. populares que se inspiraram na Revolta dos Alfaiates.

10. (FPP) No fragmento a seguir, o historiador João José Reis recorda que:

“Na madrugada de 25 de janeiro de 1835, aconteceu em Salvador uma rebelião organizada por muçulmanos, principalmente de origem iorubá, chamados nagôs na Bahia. A predominância nagô foi traduzida no nome dado ao movimento: Revolta dos Malês – o termo malê deriva de imale, que significa muçulmano em iorubá.”

Disponível em: <http://www.rhbn.com.br/secao/dossie-imigracao-italiana/o-sonho-da-bahia-muculmana>. Acesso em: 22 ago. 2015.

Sobre a Revolta dos Malês, podemos afirmar que:

  1. os muçulmanos que se rebelaram em Salvador em 1835 eram comerciantes livres e se rebelaram contra o domínio do comércio pelos portugueses católicos.
  2. Os nagôs eram escravos trazidos da África que se tornaram muçulmanos no Brasil.
  3. O levante dos Malês só durou alguns dias, o movimento foi facilmente abafado. O governo não via possibilidade de um levante semelhante ao que levou o Haiti à independência.
  4. Todos os africanos trazidos ao Brasil vinham da mesma região, a “Grande Guiné”, por isso, não é possível identificar diferenças culturais entre eles.
  5. ocorreu durante o Período Regencial e foi impulsionada pelo fato de os nagôs serem letrados, uma vez que muitos haviam frequentado escolas corânicas na África.

11. (CESGRANRIO) “Os grupos de escravos egressos da Costa da Mina, sob diferentes identidades (Nagô, Hauçá, Jeje, Tapa), promoveram o maior ciclo de revoltas escravas africanas de que se tem notícia na história do Brasil. O caráter de resistência sistêmica à escravidão só teve equivalente, antes, na Guerra dos Palmares e, depois, no movimento abolicionista da década de 1880. Com efeito, entre 1807 e 1835, a Bahia viveu um período de rebeliões contínuas dos escravos africanos, cujo ápice foi a Revolta dos Malês.” REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil, a História do Levante dos Malês em 1835. Cia. das Letras. Completando 175 anos em 2010, a Revolta dos Malês, na Bahia, embora não tenha conseguido modificar a ordem escravista brasileira, teve um aspecto bastante representativo, uma vez que

  1. foi o levante de escravos urbanos, na sua grande maioria de religião muçulmana, mais sério ocorrido no Brasil.
  2. foi um levante de escravos com objetivos claros e definidos, o que justifica a sua longa duração.
  3. foi, por meio dessa Revolta, que, pela primeira vez, um grupo de escravos ocupou, ainda que por curto período, o poder em Salvador.
  4. precipitou a assinatura da Lei Eusébio de Queirós, que extinguiu o tráfico negreiro.
  5. acelerou a introdução de imigrantes para substituir a mão de obra escrava negra.

12. (IFBA) O Período Regencial é considerado como um dos mais agitados da História do Brasil. A Independência ainda era recente e os debates acerca do grau de autonomia das Províncias eram muito presentes. Sobre esse contexto e as revoltas dele decorrentes, marque V para Verdadeiro e F para Falso. Em seguida, assinale a alternativa que representa a sequência correta:

( ) O grupo político dos liberais exaltados defendiam, dentre outras ideias, uma maior autonomia das Províncias.

( ) A Revolta dos Malês, que ocorreu em Salvador, 1835, demonstrou às elites o poder de contestação de africanos e escravos, desencadeando no aumento da repressão aos revoltosos.

( ) A Sabinada e a Cabanagem foram exemplos dos poucos movimentos ocorridos no Brasil durante a Regência. As demais Províncias vivenciaram esse período sem conflitos.

( ) Nesse período, o chamado Ato Adicional estabeleceu a criação das Assembleias Provinciais e da Regência Una, eletiva e temporária.

( ) A Farroupilha, que durou cerca de 10 anos, foi um movimento do período regencial que resultou na Independência do Rio Grande do Sul e sua união com o Uruguai.

A sequência correta é:

  1. V, V, F, V, F.
  2. V, F, F, V, V.
  3. F, V, F, V, V.
  4. F, F, F, V, V.
  5. V, V, F, F, F

13. (UNESP) A Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 na Bahia, contou com ampla participação popular e defendeu, entre outras propostas,

  1. a rejeição ao catolicismo e a construção de uma ordem islâmica.
  2. a manutenção da escravidão de africanos e a ampliação da escravização de indígenas.
  3. o retorno de D. Pedro I e o restabelecimento da monarquia absolutista.
  4. a ampliação das relações diplomáticas e comerciais com os países africanos.
  5. o reconhecimento dos direitos e deveres de todo cidadão brasileiro.

14. (FACERES Medicina) Sobre a Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia, em 1835, é correto afirmar que:

  1. Foi uma importante revolta organizada pelos alfaiates de Salvador, contra os desmandos e a repressão do governo regencial.
  2. Tratou-se de um levante, concebido pelos indígenas, os chamados malês, visando libertarem-se da opressão dos brancos.
  3. Foi uma importante revolta organizada pelos africanos de religião muçulmana, os chamados malês, que visavam à libertação dos escravos.
  4. Tratou-se de uma revolta da pequena burguesia local contra o governo regencial, visando à independência de Salvador, à semelhança de Canudos.
  5. Foi um significativo levante concebido pelos crioulos, que ocupavam postos na guarda nacional, visando à independência do recôncavo baiano.

15. (IFSUL) A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, Província da Bahia, na noite de 24 de janeiro de 1835, durante o Brasil Império, mais precisamente durante o Período Regencial (1831 a 1840), representou uma rápida rebelião organizada pelos escravos e que foi reprimida pelas tropas imperiais.

Disponível em: Acesso em: 22 jul. 2016. (texto adaptado).

Essa revolta representou a mobilização de cerca de 1.500 escravos africanos, os quais lutavam pela

  1. libertação dos negros de origem islâmica e pela tomada do poder.
  2. libertação dos índios guaranis e de outros escravos dos engenhos vizinhos.
  3. independência do Brasil e pelas ideias republicanas.
  4. defesa da religião católica e pela manutenção de suas crenças, cultos e costumes.

16. (UNCISAL) Apesar de apoiados por africanos não muçulmanos, que também entraram na luta, os malês foram os responsáveis por planejar e mobilizar os rebeldes. Suas reuniões – feitas nas casas de libertos, nas senzalas urbanas, nos cantos de trabalho – misturavam conspiração, rezas e aulas em que se exercitavam a recitação, a memorização e a escrita de passagens do Corão, o livro sagrado do islamismo. O próprio levante foi marcado para acontecer no final do mês sagrado do Ramadã, o mês do jejum dos muçulmanos. Os malês foram para as ruas guerrear usando um abadá branco, espécie de camisolão tipicamente muçulmano, além de também carregar em volta do pescoço e nos bolsos amuletos protetores, que eram cópias em papel de rezas e passagens do Corão dobradas e enfiadas em bolsinhas de couro ou pano.

REIS, João J. A Revolta dos Malês em 1853. Universidade Federal da Bahia. 2008, p. 4.

Disponível em: <http://www.centroislamico.com.br/docs/revolta_males.doc>. Acesso em: 09 nov. 2015.

A coesão dos negros na Revolta dos Malês, segundo o texto, foi decorrente da sua

  1. origem africana.
  2. visão ideológica.
  3. crença religiosa.
  4. prática esotérica
  5. identidade étnica.

17. (UNITAU) A Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em 1835, foi caracterizada

  1. pela luta em prol da separação da Bahia do Império Brasileiro, com o apoio dos escravos.
  2. por ser a mais ampla e bem estruturada rebelião urbana de escravos no Brasil, e a única liderada exclusivamente por negros.
  3. por ser a primeira mobilização revolucionária realizada em Salvador, então capital do Brasil.
  4. por ser a única rebelião que não resultou em castigo para os revoltosos realizada contra o Império no Brasil.
  5. por mobilizar escravos, negros libertos e comerciantes locais pela luta em prol da abolição da escravatura no Brasil.

18. (FGV) A revolta dos Malês:

  1. Foi comandada por escravos e libertos muçulmanos em Salvador na província da Bahia.
  2. Foi iniciada por setores da elite maranhense contra as medidas centralizadoras adotadas pelo governo sediado no Rio de Janeiro.
  3. Foi liderada por comerciantes paulistas contrários à presença dos portugueses na região das minas.
  4. Foi articulada pelo setor açucareiro da elite baiana descontente com a falta de investimentos do governo imperial.
  5. Estabeleceu uma ampla rede de quilombos em Pernambuco, desafiando a dominação holandesa.

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