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Cabanagem

Lista de 14 exercícios de História com gabarito sobre o tema Cabanagem com questões de Vestibulares.

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01. (Ufla/PAS) A Cabanagem (1835-1840) foi uma revolta que marcou o Norte do Brasil durante o período regencial (1831-1840). Analise as afirmações abaixo sobre essa revolta, coloque V (verdadeiras) ou F (falsas) e assinale a alternativa que apresenta a seqüência CORRETA.

A "Cabanagem" era um termo que se referia ao tipo de habitação da maioria dos participantes do conflito, mestiços, índios e escravos libertos. A Cabanagem foi um movimento amplo e com interesses contraditórios devido à diversidade das camadas sociais e políticas que a compunham. A Cabanagem marcou o desfecho do longo ciclo de revoltas que aconteceram em Pernambuco, e que possibilitou a consolidação do Brasil como Estado centralizado. A Cabanagem instalou um governo que, devido ao acirramento das tensões sociais, não durou muito tempo. (

  1. V— F—F —V
  2. F—V—V—F
  3. F—V—F—F
  4. V— V— F — V

02. (UFPA) Leia atentamente o texto a seguir sobre a Cabanagem: "É preciso compreender que se fazer cabano no Pará era uma opção difícil e que precisa ser analisada à luz de todo um modo de pensar e de estratégias de lutas, que, em certo modo, constituíam a vida cotidiana daqueles homens e mulheres de 1835 - 1837, porém que foram gestados muito tempo antes, entre pessoas concretas que vinham de inúmeros lugares, com línguas, tradições e trabalhos diferenciados dentro da realidade amazônica". Magda Ricci. De la independencia a la revolución cabana: la Amazonia y el nacimiento de Brasil (1808-1840). In: PEREZ, José Manuel Santos & PETIT, Pere. "La Amazonia Brasileña en perspectiva histórica". Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca, 2006, p. 88. A Cabanagem, um dos mais expressivos movimentos sociais do Brasil, ocorrido no Pará, no século XIX, tem suas raízes históricas na

  1. opressão histórica que índios e tapuios sofreram do domínio português, e a própria luta empreendida contra os privilégios das elites portuguesas, que foram mantidos após a independência do País, deixando esta gente pobre e até mesmo remediados e abastados, excluídos da participação política e dos negócios do governo provincial.
  2. diferença no tratamento dos assuntos políticos, estabelecida pelo governo provincial, entre os que eram nativos, como os índios e os tapuios, e aqueles que eram de nacionalidade estrangeira, ou que pelo menos tivessem um título nobiliárquico outorgado pelo Imperador do Brasil.
  3. memória de exploração que a sociedade nativa amazônica tinha do cativeiro imposto pelos senhores de escravos portugueses durante as lutas de Independência, considerando-se que essas lutas levaram a província do Pará a sofrer um período de escassez de produtos alimentícios, especialmente da farinha de mandioca.
  4. época em que os "malvados" cabanos, sem qualquer sentimento humanitário e sem comando revolucionário, trucidavam todos aqueles que fossem simpatizantes do governo regencial ou tivessem propriedades fundiárias na ilha do Marajó.
  5. revolta das camadas populares, especialmente negras e mestiças, contra o governo do regente Diogo Feijó, porque este havia determinado que todos os portugueses fossem expulsos da Província do Pará e a direção do governo provincial fosse entregue ao Barão do Marajó.

cabanagem

03. (EsPCEx) De 1831 a 1840, o Brasil vivenciou um período (...) em que diferentes grupos disputavam o poder. Como resultado, instalou-se um clima de grande instabilidade que propiciou a irrupção de conflitos em inúmeros pontos do país.” (KOSHIBA; PEREIRA, 2003) A cabanagem foi um dos conflitos ocorrido nesse período.

Assinale a alternativa que corresponde a tal conflito.

  1. Ocorreu no atual estado do Rio Grande do Sul, liderado pelos criadores de gado das fronteiras com o Uruguai.
  2. Foi planejado e contava com participantes que haviam tido experiências anteriores de combates na África, e objetivava promover a independência de Salvador e do Recôncavo Baiano.
  3. Foi um movimento conduzido por camadas populares do atual estado do Pará, que viviam marginalizadas na Região Amazônica.
  4. Foi uma rebelião contra o poder central, ocorrida na Bahia, e que contava com a camada média da sociedade baiana.
  5. Ocorreu no atual estado do Maranhão e foi conduzida por um grupo de vaqueiros que visava combater os privilégios dos cidadãos de origem portuguesa e o absolutismo de D. Pedro.

04. (Fuvest) A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida no norte do Brasil entre 1835 e 1840 e se insere em um contexto frequentemente chamado de “Período Regencial”.

Trata-se de uma revolta que, junto a outras do mesmo período, tipifica

  1. o impacto, no Brasil, de conflitos de fronteira com os países hispânicos recém-formados na América.
  2. a expansão de interesses imperialistas franceses e alemães em meio à geopolítica da Segunda Revolução Industrial.
  3. a capacidade negociadora das elites imperiais em evitar que questões regionais desembocassem em conflitos armados.
  4. a persistência, no contexto nacional brasileiro, de disputas entre jesuítas e governantes em torno da exploração do trabalho escravo.
  5. o caráter violento e socialmente excludente do processo de formação do Estado nacional brasileiro.

05. (UFRR ) TEXTO I

“ ...na cidade de Óbidos, em 11 de janeiro de 1854 [...] Raimunda, “24 anos de idade, crioula, bem retinta, um tanto baixa, bem figurada, muito humilde” [...] estava fugida com seu companheiro José Moisés, “de 26 anos de idade, cafuz bastante fornido do corpo, estatura regular, mal encarado, olhos pequenos, e fundos”. Os dois fugiram com a ajuda do forro Antônio Maranhoto, natural do Maranhão que [...antes] “foi marinheiro de embarcação de guerra”[...]. Em fevereiro de 1861, a escrava Benedita, “cafuza, natural de Óbidos, com falta de dentes na frente, cabelos cacheados, cheia de corpo, cara risonha” fugiu na companhia do soldado mulato Francisco Lima. Levou uma rede nova, um balaio e um baú de cedro contendo “um par de chinela, um fio de conta de ouro, uma camisa de chita amarela, uma saia de cambraia branca com três folhos e duas camisas brancas”. Em abril do mesmo ano, a escrava Maria, “crioula retinta, magra, alta, olhos e beiços grandes” fugiu com Hipólito, “crioulo bem retinto, barbado, falta de dentes na parte superior”. Maria e Hipólito fugiram pouco tempo depois do falecimento de seu senhor Antônio Guerra, diretor de índios no rio Madeira.

A viúva pedia sua captura e ainda oferecia 100 mil réis de recompensa por cada escravo.”

CAVALCANTI, Y.R.O; SAMPAIO, P.M. Histórias de Joaquinas, Mulheres, Escravidão e Liberdade (Brasil, Amazonas: séc.XIX). Revista Afro-Ásia, 46. p.97-120. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/afro/n46/a03n46.pdf>

Durante o Período Regencial, a atuação política dos partidos Liberal e Conservador não impediu ocorrência de diversos conflitos, entre eles a Cabanagem, que envolveu a população civil, políticos influentes e as forças militares leais aos governos regenciais, entre 1835 e 1840.

Sobre esse contexto pode-se afirmar, EXCETO:

  1. Fugas e deserções como as descritas no texto I demonstravam o descontentamento popular e a resistência aos serviços forçados, fatores que fomentaram a participação de mestiços e negros na Cabanagem;
  2. A exemplo do que aconteceu em Minas Gerais, o partido Conservador do Grão-Pará não aceitou a posse de D. Pedro I depois da independência e esse foi o estopim do conflito, que terminou sem derramamento de sangue;
  3. Os governos regenciais não eram considerados representativos dos interesses de fazendeiros e comerciantes do Norte, desejosos de maior participação política na organização do Império;
  4. Ribeirinhos, negros, índios, mestiços e brancos compuseram, em diferentes escalas, a enorme massa de mortos em consequência da Cabanagem;
  5. O Período Regencial trouxe mudanças na legislação que demonstram a limitada participação popular no governo, pois não abordavam problemas como saúde, habitação, educação, etc. e geraram grande instabilidade política no Império.

06. (UFRR) Sobre a Cabanagem, é INCORRETO afirmar que:

  1. a rebelião foi liderada por ex-escravos que pretendiam assumir o governo e garantir melhoria nas condições de vida;
  2. ocorreu em Belém, na primeira metade do século XIX e teve como objetivo tomar o poder, situação que se concretizou com o assassinato do, então, governador da província, durante a ocupação da cidade pelos revoltosos;
  3. o inconformismo de fazendeiros e comerciantes com a nomeação do presidente da província do Pará, definido pelo poder central e a miséria da população são os dois fatos que deram início à Cabanagem;
  4. a Cabanagem foi uma das rebeliões regenciais que refletia uma insatisfação geral da população brasileira com o governo central, em um contexto de crise econômica e as condições de vida das classes populares;
  5. a origem do nome está na característica da maioria dos participantes que eram trabalhadores rurais e que moravam em cabanas nas margens dos rios.

07. (UFRR) A revolução social dos cabanos que explodiu em Belém do Pará, em 1835, deixou mais de 30 mil mortos e uma população local que só voltou a crescer significativamente em 1860. Este movimento matou mestiços, índios e africanos pobres ou escravos, mas também dizimou boa parte da elite da Amazônia. O principal alvo dos cabanos era os brancos, especialmente os portugueses mais abastados. A grandiosidade desta revolução extrapola o número e a diversidade das pessoas envolvidas.

(RICCI, Magda. “Cabanagem, cidadania e identidade revolucionária: o problema do patriotismo na Amazônia entre 1835 e 1840”. Tempo, Niterói, v. 11, n. 22, 2007, p. 6).

Sobre as Revoltas Regenciais, é CORRETO afirmar que:

  1. foram movimentos de contestação armada em relação à ordem monárquica brasileira e que alteraram profundamente as estruturas sociais e econômicas estabelecidas, a partir do estabelecimento da harmonia entre os poderes constitucionais do Império.
  2. foram levantes majoritariamente republicanos que conseguiram mobilizar populações pobres e, em particular, escravizados no Brasil monárquico, demonstrando que a questão da centralização do poder foi objeto de muitas disputas ao longo de todo o século XIX.
  3. foram movimentos que eclodiram nas províncias nordestinas, que lutaram pelo estabelecimento de um sistema monárquico descentralizado, que delegasse às províncias brasileiras a solução da chamada “questão servil”.
  4. podem ser entendidas como respostas radicais à política centralizadora do Império, que restringia a autonomia financeira e administrativa das províncias brasileiras e tinham em comum a crítica liberal às tendências absolutistas, persistentes no governo de D. Pedro II.
  5. em sua maioria, eram revoltas lideradas pelos grandes proprietários de terras, que exigiam uma posição mais forte e centralizadora do governo imperial brasileiro, provocando embates entre portugueses e brasileiros que chegaram a colocar em risco a independência brasileira.

08. (CESMAC) Tendo por cenário o Sul de Pernambuco e o Norte de Alagoas, a revolta social denominada Guerra dos Cabanos ou Cabanagem (1832-1835):

  1. reivindicava separar politicamente as províncias do Norte das províncias do Sul.
  2. pleiteava a instalação do regime republicano no Brasil.
  3. defendia, entre outras causas, a volta de D. Pedro I ao trono do Brasil.
  4. exigia do governo o cumprimento da chamada Lei da Terra, com o fim de regularizar suas propriedades.
  5. organizada por escravos de origem muçulmana, exigia o fim da escravidão e o governo da província de Alagoas.

09. (UNITAU) Sobre o Período Regencial (1831 - 1840), é incorreto afirmar que:

  1. foi um período de intensa agitação social, com a Cabanagem no Rio Grande do Sul e a guerra dos Farrapos no Rio de Janeiro;
  2. passou por três etapas: regência trina provisória, regência trina e regência una;
  3. foi criada a Guarda Nacional, formada por tropas controladas pelos grandes fazendeiros;
  4. através do Ato Adicional as províncias ganharam mais autonomia;
  5. cai a participação do açúcar entre os produtos exportados pelo Brasil e cresce a participação do café.

10. (UFC) Entre 1835 e 1840, ocorreu no Pará uma revolta chamada de "Cabanagem". Com relação a esta rebelião, é correto afirmar:

  1. os "cabanos" representavam o grupo mais radical do período da Regência, lutando por uma República sem escravos e sem grandes proprietários rurais.
  2. o governo central ignorou o movimento em função das tímidas propostas de reforma social divulgadas pelos "cabanos", evitando a repressão.
  3. os líderes "cabanos" eram grandes proprietários de terras, enriquecidos com o ciclo da borracha e insatisfeitos com a política de centralização do governo regencial.
  4. a repressão ao movimento ocorreu em resposta aos atos de violência perpetrados pelos "cabanos", na maioria escravos rebelados e índios.
  5. os "cabanos" propunham a manutenção da estrutura social vigente, apesar das tropas rebeldes serem compostas de negros, mestiços e índios.

11. (UEA) “No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que assumiu, chegando a dominar o governo da província por alguns anos.”

(Ilmar Rohlof de Mattos, História do Brasil Império.)

A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta.

  1. Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros.
  2. A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais.
  3. A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado.
  4. A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das forças oligárquicas foi sempre secundária.
  5. O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a massa cabana.

12. (UEA) Assinale a alternativa que situa corretamente o movimento cabano na crise da Regência.

  1. Uns começavam a temer a violência crescente e a pobreza das massas, como Clemente Malcher, que pretendeu manter a vinculação ao Império e permanecer no poder indefinidamente.
  2. Os poderes legislativos dados à situação pela recente alteração constitucional induziram as facções regionais de oposição a se aproveitarem politicamente das indefesas massas populares, como na Cabanagem.
  3. No movimento cabano, alguns, como o Cônego Batista Campos, esperavam fazer a maioria na Assembleia Legislativa Provincial recém-criada, para obter as reformas que defendiam.
  4. A instabilidade econômica, social e política da Amazônia nos anos posteriores à independência originava-se do agravamento da subordinação da elite local aos interesses britânicos desde o Ato Adicional de 1831.
  5. O movimento cabano, apesar de abolicionista, foi a continuação da guerra de independência, também reprimida por esquadra britânica.

13. (UEA) “Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, econômico e projeção social, compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.” (A. C. F. Reis) Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem.

  1. participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros.
  2. A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e britânicas no Grão-Pará.
  3. A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, social.
  4. A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social.
  5. O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados.

14. (Faap) Iniciado por holandeses e ingleses, o povoamento consolida-se com os portugueses. Em 1835, é palco do movimento popular da Cabanagem. A economia fica estagnada até o fim do século XIX. O crescimento é retomado com o ciclo da borracha e continua com a produção de madeira e castanha.

  1. Paraíba
  2. Paraná
  3. Mato Grosso do Sul
  4. Pará
  5. Minas Gerais

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