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Realismo I

Lista de 15 exercícios de Literatura com gabarito sobre o tema Realismo com questões de Vestibulares.


Você pode conferir as videoaulas, conteúdo de teoria, e mais questões sobre o tema aqui.


01. (UNICAMP) No conto “O espelho”, de Machado de Assis, o esboço de uma nova teoria sobre a dupla natureza da alma humana é apresentado por Jacobina. A personagem narra a situação em que se viu sozinha na casa da tia Marcolina.

“As horas batiam de século a século no velho relógio da sala, cuja pêndula, tic-tac, tic-tac, feria-me a alma interior como um piparote contínuo da eternidade.”

Considerando os indicadores da passagem do tempo na citação, é correto afirmar que

  1. o movimento oscilante do pêndulo do relógio expressa a duplicidade da alma interior.
  2. o som do velho relógio da sala materializa acusticamente a longevidade da alma interior.
  3. a sonoridade repetitiva do pêndulo intensifica as aflições da alma interior.
  4. o contínuo batimento das horas sugere o vigor da alma interior.

02. (PUC-PR) Leia o seguinte excerto de Flaubert, iniciador do realismo literário.

O autor, em sua obra, deve ser como Deus no universo, presente em toda parte, e visível em parte nenhuma. A arte sendo uma segunda natureza, o criador dessa natureza deve agir com o procedimento análogo. Que se sinta em todos os átomos, em todos os aspectos, uma impassibilidade escondida e infinita. O efeito, para o espectador, deve ser uma espécie de assombro. Como tudo isto foi feito? É o que se deve dizer, e sentir-se, esmagado sem saber por quê.

(FLAUBERT, Gustave. Cartas exemplares. Rio de Janeiro: Imago, 2005, p. 83.)

A partir dessa afirmação e levando em conta a obra madura de Machado de Assis, sobretudo Memórias Póstumas de Brás Cubas, é CORRETO afirmar:

  1. Memórias Póstumas de Brás Cubas está para a literatura brasileira assim como Madame Bovary está para a francesa: ambas as obras iniciaram o realismo em seus respectivos países e em ambas as obras o narrador/autor se ausenta da narração, fazendo a narrativa parecer uma “segunda natureza”.
  2. Machado de Assis soube se apropriar como ninguém dos procedimentos inventados ou desenvolvidos por Gustave Flaubert, como o discurso indireto livre e a invisibilização do narrador.
  3. O narrador de Machado de Assis, em Memórias póstumas de Brás Cubas, toma emprestado de Flaubert não somente a forma de narrar linear e objetivista, mas também a “pena da galhofa e a tinta da melancolia”, mencionadas na abertura do livro, inaugurando assim o realismo no Brasil, com fortes traços de pessimismo e ceticismo.
  4. Embora considerado o inaugurador do realismo no Brasil, Machado de Assis destoa completamente da máxima de Flaubert, pois seus narradores deixam claro o tempo todo que os leitores estão diante não de uma segunda natureza, mas de uma narração.
  5. Se o realismo de Flaubert está ancorado num narrador “presente em toda parte e visível em parte nenhuma”, o realismo de Machado, por sua vez, embora em grau menor, também se baseia num narrador que, por conta de sua condição de defunto, se distancia dos fatos narrados, tornando-se de certa forma “invisível”.

03. (UFT) Leia o Capítulo II do romance Quincas Borba, de Machado de Assis, para responder a QUESTÃO.

Capítulo II

Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando; o coração, porém, deixou-se estar a bater de alegria. Que lhe importa a canoa nem o canoeiro, que os olhos de Rubião acompanham, arregalados? Ele, coração, vai dizendo que, uma vez que a mana Piedade tinha de morrer, foi bom que não casasse; podia vir um filho ou uma filha... – Bonita canoa! – Antes assim! – Como obedece bem aos remos do homem! – O certo é que eles estão no céu!

Fonte: ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 1988, p. 13.

O capítulo apresenta reflexões do ex-professor Rubião sobre o “abismo que há entre o espírito e o coração”.

É CORRETO afirmar que no capítulo pode ser observado que:

  1. a canoa e o canoeiro são metáforas do narrador e da personagem, respectivamente.
  2. a voz do narrador se mistura ao pensamento da personagem.
  3. não ter filho ou filha é algo bom para o coração e para o espírito.
  4. o coração e o espírito morrem, apesar do abismo entre eles.

04. (FUVEST) Rubião fitava a enseada, — eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas em verdade vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora! Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

— Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça...

Machado de Assis, Quincas Borba.

O primeiro capítulo de Quincas Borba já apresenta ao leitor um elemento que será fundamental na construção do romance:

  1. a contemplação das paisagens naturais, como se lê em “ele admirava aquele pedaço de água quieta”.
  2. a presença de um narrador-personagem, como se lê em “em verdade vos digo que pensava em outra coisa”.
  3. a sobriedade do protagonista ao avaliar o seu percurso, como se lê em “Cotejava o passado com o presente”.
  4. o sentido místico e fatalista que rege os destinos, como se lê em “Deus escreve direito por linhas tortas”.
  5. a reversibilidade entre o cômico e o trágico, como se lê em “de modo que o que parecia uma desgraça...”.

05. (FUVEST) TEXTO PARA A QUESTÃO

E Sofia? interroga impaciente a leitora, tal qual Orgon: Et

Tartufe? Ai, amiga minha, a resposta é naturalmente a

mesma, – também ela comia bem, dormia largo e fofo, –

coisas que, aliás, não impedem que uma pessoa ame, quando

[5] quer amar. Se esta última reflexão é o motivo secreto da vossa

pergunta, deixai que vos diga que sois muito indiscreta, e que

eu não me quero senão com dissimulados.

Repito, comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da

comissão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia

[10] chamou‐lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este

nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário,

resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar

as novas amigas, e fazer‐lhe perder em um dia o trabalho de

longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha

[15] trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e

glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira

grandeza”.

Machado de Assis, Quincas Borba.

No excerto, o autor recorre à intertextualidade, dialogando com a comédia de Molière, Tartufo (1664), cuja personagem central é um impostor da fé. Tal é a fama da peça que o nome próprio se incorporou ao vocabulário, inclusive em português, como substantivo comum, para designar o “indivíduo hipócrita” ou o “falso devoto”.

No contexto maior do romance, sugere‐se que a tartufice

  1. se cola à imagem da leitora, indiscreta quanto aos amores alheios.
  2. é ação isolada de Sofia, arrivista social e benemérita fingida.
  3. diz respeito ao filósofo Quincas Borba, o que explica o título do livro.
  4. Se produz na imprensa, apesar de esta se esquivar da eloquência vazia.
  5. se estende à sociedade, na qual o cinismo é o trunfo dos fortes.

06. (PUC-RS) Um romance da literatura brasileira que apresenta uma personagem feminina marcante é Dom Casmurro, obra que

  1. enaltece a mulher na literatura.
  2. apresenta ações em flashback.
  3. inaugura o Realismo brasileiro.
  4. incorpora o Naturalismo brasileiro.

07. (UFRGS) Instrução: A questão refere-se à obra de Machado de Assis.

No livro de contos Papéis avulsos, “a recusa assídua dos mitos”, conforme Alfredo Bosi assinala em ensaio sobre a obra machadiana, manifesta-se na crítica a teorias e a pretensas verdades, que são satirizadas.

A respeito dessa crítica nos contos, considere as afirmações abaixo.

I - Há, em “A chinela turca”, a história de Duarte, um jovem escritor responsável pela criação de obras renovadoras da tradição literária, no entanto não reconhecido pela crítica, que privilegia apenas os autores consagrados.

II - Há, em “O segredo do Bonzo”, os personagens Patimau e Languru, considerados “grandes físicos e filósofos”, que arrastam consigo multidões e “pessoas capazes de dar a vida por eles”, pelas ideias que divulgam, tais como a origem dos grilos e o princípio da vida futura, contido na gota de sangue de uma vaca.

III- Há, em “A sereníssima República”, conto cujo título se refere ao nome de uma sociedade de aranhas falantes, um governo que adotava um sistema eleitoral em que bolas com os nomes dos candidatos eram postas dentro de um saco, de onde se extraíam anualmente um certo número de eleitos para as carreiras públicas.

Quais estão corretas?

  1. Apenas I.
  2. Apenas II.
  3. Apenas III.
  4. Apenas II e III.
  5. I, II e III.

08. (UFMS) “Quincas Borba”, considerada uma das grandes obras da fase áurea do escritor Machado de Assis, põe em cena a história de Rubião, um modesto professor de Barbacena, cidade no interior de Minas Gerais, que, ao receber uma herança inesperada do amigo Quincas Borba, resolve mudar para o Rio de Janeiro – na época, centro da vida política e econômica brasileira. Ali, encontra dificuldades para adaptar-se ao modo de ser dos que convivem com o poder, tornando-se uma vítima de aproveitadores que se fazem passar por amigos, caso, sobretudo, do casal Cristiano e Sofia Palha.

O capítulo transcrito a seguir é o último do livro. Nele se encontra uma espécie de síntese da narrativa, ao se elencarem personagens centrais da trama a partir da notícia da morte do cão Quincas Borba, cujo nome é o mesmo de seu primeiro dono, que foi herdado por Rubião.

“Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá título ao livro, e por que antes um que outro, - questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, rite. É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.”

(MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. p. 344).

Apesar de Machado de Assis construir parte significativa de sua obra ainda em fins do século XIX, é possível já verificar, em seus textos, o emprego de recursos próprios da literatura moderna. A esse propósito, sobre o trecho em questão, pode-se afirmar que:

  1. a projeção de um leitor hipotético no corpo do texto confere traços de indeterminação à narrativa, atualizando uma questão central do enredo, como se este continuasse em aberto.
  2. o exercício de reflexão em torno da metalinguagem, convida o leitor a refletir sobre esse ponto.
  3. ao tratar, inicialmente, da morte do cão, criatura querida dos personagens, em seus últimos momentos, de um modo repleto de ternura, o narrador chama atenção para a necessidade de humanização de alguns aspectos da vida em sociedade.
  4. a identificação de reações contrárias por parte do leitor (chorar/rir), decorrentes de um mesmo acontecimento, aponta para a criação de uma imagem complexa do ser humano em meio às relações sociais.
  5. a parte final do capítulo visa a funcionar como uma espécie de ensinamento moral, desdobrado de toda a história que o precedeu, a ser apreendido pelo leitor, em função do valor universal que acompanha esse desfecho.

09. (UFN) Machado de Assis propõe um realismo particular ao explorar temáticas sociais de forma sutil e irônica. Dentre elas podemos citar_________, que pode ser evidenciada nos contos “Pai contra Mãe” e “O Caso da Vara”, nos quais o autor revela a violência__________sofrida pelos personagens.

Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas do texto.

  1. a escravidão – física
  2. a imigração – psicológica
  3. o latifúndio – emocional
  4. a seca – moral
  5. o êxodo rural – física

10. (ITA) No Realismo, o adultério subverte o ideal romântico de casamento. Machado de Assis, porém, costuma tratá-lo de modo ambíguo, valendo-se, por exemplo, do ciúme masculino ou da dubiedade feminina. Com isso, em seus romances, a traição nem sempre é comprovada, ou, mesmo que desejada pela mulher, não se consuma. Constatamos tal ambiguidade em Quincas Borba, quando

  1. Palha se enraivece com os olhares de desejo que os homens dirigem a Sofia nos eventos sociais.
  2. Sofia decide não contar ao marido que Rubião a assediou certa noite, no jardim da casa deles.
  3. Palha, mesmo interessado na riqueza de Rubião, decide confrontá-lo ao perceber o assédio dele a Sofia.
  4. Sofia tenta esconder do marido o interesse que tem por Carlos Maria, que a seduziu em um baile.
  5. Sofia, mesmo interessada em Carlos Maria, faz de tudo para que Maria Benedita se case com ele.

11. (UCPEL) A ficção machadiana tem como particularidade a presença de diálogo constante com o leitor, o que pode ser verificado no fragmento que segue:

[...] Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem [...]

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial. p. 172 (fragmento)

Essa forma de escrita de Machado de Assis sinaliza uma característica importante que está presente na

  1. poética simbolista.
  2. prosa modernista.
  3. prosa romântica.
  4. prosa realista.
  5. poética naturalista.

12. (UNEMAT) "[...] Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia — peneirava uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: — “Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que têm honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à Natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.

[...]”

ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

Memórias Póstumas de Brás Cubas é o romance com o qual Machado de Assis inaugura o Realismo no Brasil, cujo narrador protagonista conta as suas memórias depois de morto, sendo também o responsável pela caracterização das demais personagens.

As narrativas machadianas fazem, com frequência, um jogo temporal, oscilando as ações entre o cronológico e o psicológico.

Considerando o texto base, é correto afirmar que o fragmento apresenta:

  1. Não apresenta marca de tempo, nem cronológico, muito menos psicológico.
  2. Marcas exclusivamente do tempo psicológico, constituindo-se um tempo interno e individual, com influência de emoções e sentimentos.
  3. Não apresenta marcas do tempo cronológico.
  4. Marcas do tempo cronológico e do tempo psicológico.
  5. Marcas do tempo cronológico, pois é o tempo real, aquele marcado pelo calendário e pelo relógio.

13. (UECE) Com base no que você aprendeu em seus estudos literários durante o Ensino Médio, assinale aafirmação verdadeira.

  1. Capitu é uma personagem criada por Machado de Assis, a qual se prostituiu depois de separar-se do marido, Bento Santiago, o Bentinho.
  2. Capitu, a “cigana oblíqua e dissimulada”, de “olhos de ressaca”, a mais completa e mais bem acabada das personagens machadianas, é protagonista do romance Dom Casmurro.
  3. Capitu, personagem mais bem estruturada da obra machadiana, é protagonista do romance Esaú e Jacó, baseado no episódio bíblico.
  4. Capitu, personagem da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, recebeu de seu criador o cognome de “cigana oblíqua e dissimulada” e de “olhos de ressaca”, epítetos que não condiziam com seu caráter.

14. (PUC-Campinas) Brás Cubas busca articular a política de domínio paternalista, sob fogo cerrado nos anos 1870, com aspectos da onda de ideias cientificistas europeias do tempo – especialmente no que tange ao darwinismo social como forma de explicar a origem e a reprodução das desigualdades sociais.

(CHALHOUB, Sidney. Machado de Assis Historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 96)

O comentário sobre a onda de ideias cientificistas se aplica de modo inteiramente adequado às convicções que nortearam

  1. os romances de tese do século XIX, reconhecidos como expressão do Naturalismo.
  2. a ficção regionalista retomada nos anos de 1930, de que é exemplo o romance Caetés.
  3. a poesia nacionalista e libertária do jovem autor da Lira dos vinte anos.
  4. os primeiros textos emancipacionistas dos nossos autores pré-românticos.
  5. a exaltação de valores da cultura nativa, presente nos cantos de Gonçalves Dias.

15. (UENP) Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.

(ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 18 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 17.)

De acordo com o início do primeiro capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas, assinale a alternativa correta.

  1. O romance é narrado em primeira pessoa, e Brás Cubas pode ser compreendido como autor-personagem das memórias.
  2. O fato de o autor das memórias ser Brás Cubas impede que ele seja reconhecido como personagem do romance.
  3. O uso do narrador em primeira pessoa faz-se apenas nesse capítulo inicial; depois, o romance passa a ser narrado em terceira pessoa.
  4. A primeira pessoa que se manifesta no trecho é Machado de Assis, o que reforça a verossimilhança do romance.
  5. Quando o narrador se refere a “autor defunto”, o autor referido é Machado de Assis, o que permite distingui-lo de Brás Cubas.

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