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Literatura Contemporânea

Lista de 05 exercícios de Literatura com gabarito sobre o tema Literatura Contemporânea com questões de Vestibulares.


Você pode conferir as videoaulas, conteúdo de teoria, e mais questões sobre o tema aqui.


1. (Ita) O poema abaixo é de Alcides Villaça.

Bach no céu

Para Manuel Bandeira

Imagino Johann Sebastian Bach entrando no céu:

- Com licença, São Pedro?

- Faz favor, João. Só não repare a bagunça.

(Em: Ondas curtas. São Paulo: Cosac Naify, 2014.)

Dada a explícita relação intertextual entre Bach no céu e Irene no céu, é correto afirmar que

  1. Bach no céu, por ser um poema dedicado a um grande compositor, se opõe frontalmente ao primeiro poema, dedicado a uma mulher simples.
  2. a linguagem, no poema de Villaça, é formal porque ele retrata um grande compositor.
  3. inexiste afetividade em Bach no céu, pois o sujeito lírico não conheceu Bach pessoalmente.
  4. a admiração do sujeito lírico por Bach não é, na visão dele, compartilhada por São Pedro.
  5. Bach no céu homenageia, ao mesmo tempo, Johann Sebastian Bach e Manuel Bandeira.

2. (Puccamp) Uma porta bateu na cozinha. Ela não se assustou. Passados alguns minutos, pensou que quem tivesse chegado demorava a aparecer. É você, Filó?, gritou. Não houve resposta. Pediu que o recém-chegado se aproximasse. Nada. Esperou mais um pouco. Queria manter-se tranquila, mas o medo vinha chegando. A essa hora só podia ser mesmo a Filó. Mas por que não respondia? Talvez não tivesse ouvido quando perguntou se era ela. Não ia perguntar de novo. De que adiantaria? Sentou-se na cama para recuperar o fôlego, a respiração agora alterada. Parecia ouvir alguns passos, mas podia ser só imaginação. Que angústia era aquela? Não havia motivo pra tanto.

(Maria Tecoara, inédito)

“Uma porta bateu na cozinha. Ela não se assustou. Passados alguns minutos, pensou que quem tivesse chegado demorava a aparecer.”

Transformando o segmento acima em um único período composto, sem prejuízo do sentido original, em redação clara e em conformidade com a norma-padrão da língua, tem-se:

  1. Ela não se assustou quando uma porta bateu na cozinha, mas pensou que quem tivesse chegado demorava a aparecer; à medida que havia passado alguns minutos.
  2. Passados alguns minutos da porta bater na cozinha, que não a assustou, pensou que quem chegava demorava a aparecer.
  3. Quem tivesse chegado quando uma porta bateu na cozinha não assustou-a; alguns minutos depois, quem houvera chegado demorou a aparecer e ela pensou isso.
  4. Pensou que quem houvesse chegado ao bater de uma porta na cozinha não assustou-a, porém passando alguns minutos, pensou que demorava a aparecer.
  5. Uma porta bateu na cozinha, mas ela não se assustou, ainda que, passados alguns minutos, pensasse que quem tivesse chegado demorava a aparecer.

3. (Puccamp) Os modernistas de São Paulo, em especial Menotti del Picchia e Oswald de Andrade, usavam habitualmente o termo “futurismo”, mas o faziam em sentido elástico, para designar as propostas mais ou menos renovadoras que se opunham às receitas “passadistas” e “acadêmicas”. A polarização futurismo x passadismo servia como tática retórica eficaz – mas também simplificadora. Esse aspecto do discurso modernista, que se apresentava como ruptura com o “velho”, acabava por atirar na lata do lixo do “passadismo” manifestações variadas, às quais, diga-se, não raro os próprios “novos” estavam atados.

GONÇALVES, Marcos. Augusto. 1922 – A semana que não terminou. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 20

O autor do texto deixa ver uma contradição entre adeptos do modernismo, ao observar que

  1. a ruptura com as formas clássicas impedia qualquer retorno ao “velho”.
  2. o futurismo significa uma ruptura radical com o passadismo.
  3. o futurismo era um compromisso com propostas renovadoras.
  4. o passadismo era atirado de uma vez por todas no lixo da história.
  5. a ruptura com o “velho” se dá por quem ainda mantém laços com ele.

4. (UFRGS)

Leia os trechos abaixo, retirados do capítulo Ana Terra, de O continente, da trilogia O tempo e o vento, de Erico Verissimo.

Maneco Terra era um homem que falava pouco e trabalhava demais. Severo e sério, exigia dos outros muito respeito e obediência, e não admitia que ninguém em casa discutisse com ele. (...)

D. Henriqueta respeitava o marido, nunca ousava contrariá-lo. A verdade era que, afora aquela coisa de terem vindo para o Rio Grande e umas certas casmurrices, não tinha queixa dele. Maneco era um homem direito, um homem de bem, e nunca a tratara com brutalidade. (...)

Mas havia épocas em que não aparecia ninguém. E Ana só via a seu redor quatro pessoas: o pai, a mãe e os irmãos. Quanto ao resto, eram sempre aqueles coxilhões a perder de vista, a solidão e o vento. Não havia outro remédio — achava ela — senão trabalhar para esquecer o medo, a tristeza, a aflição... Acordava e pulava da cama, mal raiava o dia. Ia aquentar a água para o chimarrão dos homens, depois começava a faina diária: ajudar a mãe na cozinha, fazer pão, cuidar dos bichos do quintal, lavar a roupa. Por ocasião das colheitas ia com o resto da família para a lavoura e lá ficava mourejando de sol a sol.

Comparando os trechos acima com o conto "Dois guaxos", de Sergio Faraco, considere as seguintes afirmações.

I - Há confluências entre os dois textos, como as condições precárias de vida em um rancho isolado no interior do Rio Grande do Sul, o nome da irmã de Maninho e seu envolvimento com um agregado da família.

II - Há semelhanças nas considerações sobre os maridos, feitas pela mãe de Maninho e por D. Henriqueta, mãe de Ana Terra.

III- Há o contraste em relação à estrutura familiar: no romance, pai, mãe e filhos; no conto, uma família marcada pela ausência da mãe e pela figura paterna degradada.

Quais estão corretas?

  1. Apenas I.
  2. Apenas II.
  3. Apenas III.
  4. Apenas I e III.
  5. I, II e III.

5. (UFRGS) Assinale a alternativa correta em relação a O Continente, de Érico Veríssimo.

  1. As mulheres, por não suportarem sozinhas os encargos dos filhos e da casa, lançam-se às estratégias guerreiras, nas quais fortalecem a ação dos seus homens.
  2. Descendente direta de Ana Terra, Bibiana, ao casar-se com o capitão Rodrigo Cambará, rompe com a tradição indígena herdada de sua avó e sofre por não conseguir gerar um filho do sexo masculino.
  3. O episódio Um Certo Capitão Rodrigo gira em torno da chegada a Santa Fé do forasteiro Rodrigo Cambará, que encarna o ideal da bravura do gaúcho e tem o perfil de um homem dominado pelos prazeres carnais.
  4. O Continente, título que evoca a conquista do território do Rio Grande do Sul, recobre um período histórico que vai das Missões Jesuíticas no século XVIII até a segunda metade do século XX, atingindo a urbanização crescente em Porto Alegre.
  5. A personagem Luzia, em razão de suas reações estranhas, que oscilam entre a crueldade e a sedução, dá origem, entre os habitantes de Santa Fé, à lenda da Teiniaguá.

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