Parnasianismo e Simbolismo

Simulado de 13 questões sobre o Parnasianismo e Simbolismo com gabarito para a Fatec, Fuvest, Unesp, Unicamp e Univesp com questões de Vestibulares.



01. (Fatec) Incontentado

Paixão sem grita, amor sem agonia,

Que não oprime nem magoa o peito,

Que nada mais do que possui queria,

E com tão pouco vive satisfeito...

Amor, que os exageros repudia,

Misturado de estima e de respeito,

E, tirando das mágoas alegria,

Fica farto, ficando sem proveito...

Viva sempre a paixão que me consome,

Sem uma queixa, sem um só lamento!

Arda sempre este amor que desanimas!

Eu, eu tenha sempre, ao murmurar teu nome,

O coração, malgrado o sofrimento,

Como um rosal desabrochado em rimas.

https://tinyurl.com/nxwg9mp Acesso em: 17.02.2017.

Dentre as características do texto Incontentado, de Olavo Bilac, temos

  1. todas as estrofes com o mesmo número de versos, apresentando temática eminentemente religiosa.
  2. o mesmo número de sílabas poéticas em cada verso, descrevendo um suicídio.
  3. versos livres com vocabulário popular, contemplando a vida campestre.
  4. o uso do soneto, evidenciando uma temática amorosa.
  5. vocabulário culto, expressando uma crítica social.

02. (UNESP) MÃOS

Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa,

o vosso gesto é como um balouçar de palma;

o vosso gesto chora, o vosso gesto geme, o vosso

[gesto canta!

Mãos de veludo, mãos de mártir e de santa,

rolas à volta da negra torre da minh’alma.

Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes,

Caridosas Irmãs do hospício da minh’alma,

O vosso gesto é como um balouçar de palma,

Pálidas mãos, que sois como dois lírios doentes...

Mãos afiladas, mãos de insigne formosura,

Mãos de pérola, mãos cor de velho marfim,

Sois dois lenços, ao longe, acenando por mim,

Duas velas à flor duma baía escura.

Mimo de carne, mãos magrinhas e graciosas,

Dos meus sonhos de amor, quentes e brandos ninhos,

Divinas mãos que me heis coroado de espinhos,

Mas que depois me haveis coroado de rosas!

Afilhadas do luar, mãos de rainha,

Mãos que sois um perpétuo amanhecer,

Alegrai, como dois netinhos, o viver

Da minha alma, velha avó entrevadinha.

(Obras poéticas, 1968.)

A musicalidade, as reiterações, as aliterações e a profusão de imagens e metáforas são algumas características formais do poema, que apontam para sua filiação ao movimento

  1. romântico.
  2. modernista.
  3. parnasiano.
  4. simbolista.
  5. neoclássico.

03. (UNESP) Tal movimento distingue-se pela atenuação do sentimentalismo e da melancolia, a ausência quase completa de interesse político no contexto da obra (embora não na conduta) e (como os modelos franceses) pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico. O mito da pureza da língua, do casticismo vernacular abonado pela autoridade dos autores clássicos, empolgou toda essa fase da cultura brasileira e foi um critério de excelência. É possível mesmo perguntar se a visão luxuosa dos autores desse movimento não representava para as classes dominantes uma espécie de correlativo da prosperidade material e, para o comum dos leitores, uma miragem compensadora que dava conforto.

(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)

O texto refere-se ao movimento denominado

  1. Romantismo.
  2. Barroco.
  3. Parnasianismo.
  4. Arcadismo.
  5. Realismo.

04. (FATEC) O parnasianismo, entre nós, foi especialmente uma reação de cultura. É mesmo isso que o torna simpático... As academias de arte, algumas delas, até ridículas superfetações1 em nosso meio, como a de Belas Artes da Missão Lebreton, mesmo criadas muito anteriormente, só nesse período começam a produzir verdadeiros frutos nativos, na pintura, na música. Se dava então um progresso cultural verdadeiramente fatal, escolas que tradicionalizavam seu tipo, maior difusão de leitura, maior difusão da imprensa. Essa difusão de cultura atingiu também a poesia. Excetuado um Gonçalves Dias, a nossa poesia romântica é fundamentalmente um lirismo inculto. Todo o nosso romantismo se caracteriza bem brasileiramente por essa poesia analfabeta, canto de passarinho, ou melhor, canto de cantador; em sensível oposição à poética culteranista anterior. Mesmo da escola mineira, que, se não se poderá dizer culteranista, era bastante cultivada, principalmente com Cláudio Manuel e Dirceu. É possível reconhecer que os nossos românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo. Isso lhes deu apenas uma chuvarada de citações para epígrafe de seus poemas; por dentro, estes poemas perseveraram edenicamente analfabetos.

A necessidade nova de cultura, se em grande parte produziu apenas, em nossos parnasianos, maior leitura e consequente enriquecimento de temática em sua poesia, teve uma consequência que me parece fundamental. Levou poetas e prosadores em geral a um.... culteranismo novo, o bem falar conforme às regras das gramáticas lusas. Com isso foi abandonada aquela franca tendência pra escrever apenas pondo em estilo gráfico a linguagem falada, com que os românticos estavam caminhando vertiginosamente para a fixação estilística de uma língua nacional. Os parnasianos, e foi talvez o seu maior crime, deformaram a língua nascente, “em prol do estilo”.

[...]

Essa foi a grande transformação. Uma necessidade de maior extensão de cultivo intelectual para o poeta, atingiu também a poesia. Da língua boa passou-se para a língua certa.

(ANDRADE, Mário de. Parnasianismo. In: ______ O empalhador de passarinhos. 3.ed. São Paulo: Martins; Brasília: INL, 1972, p. 11-2)

superfetações1: A palavra significa, literalmente, fecundação de um segundo óvulo, no curso de uma gestação. Mário de Andrade a emprega em sentido figurado.

Observe as palavras então e isso, nos contextos em que se encontram. É correto afirmar que

  1. então é um conectivo com valor conclusivo, equivalente a portanto; isso reforça a ideia segundo a qual os românticos usaram suas leituras para fazer citações.
  2. então faz referência à ideia, anteriormente expressa, de que o parnasianismo produziu frutos nativos, na pintura e na música; isso antecipa a afirmação de que os poemas românticos permaneceram edenicamente analfabetos.
  3. então faz referência a um tempo futuro, que é aquele, posterior ao momento parnasiano, em que ocorreria o progresso cultural fatal; isso introduz uma ideia que é consequência da afirmação de que nossos românticos liam poetas estrangeiros.
  4. então se refere ao período parnasiano, sendo, pois, uma expressão que informa o sentido de tempo; isso retoma a afirmação anterior, de que os românticos liam muito os poetas e poetastros estrangeiros do tempo.
  5. então tem valor da conjunção logo, servindo para ligar duas afirmações pela noção de causalidade; isso é utilizado para fazer referência a algo que está distante do falante (como ocorre na frase isso aí).

05. (UNIFESP) O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Com esse movimento, nota-se o despontar de uma poesia nova, que ressuscitava o culto do vago em substituição ao culto da forma e do descritivo.

(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1994. Adaptado.)

Considerando esta breve caracterização, assinale a alternativa em que se verifica o trecho de um poema simbolista.

  1. “É um velho paredão, todo gretado, Roto e negro, a que o tempo uma oferenda
    Deixou num cacto em flor ensanguentado
    E num pouco de musgo em cada fenda.”
  2. “Erguido em negro mármor luzidio, Portas fechadas, num mistério enorme,
    Numa terra de reis, mudo e sombrio,
    Sono de lendas um palácio dorme.”
  3. “Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, Casualmente, uma vez, de um perfumado
    Contador sobre o mármor luzidio,
    Entre um leque e o começo de um bordado.”
  4. “Sobre um trono de mármore sombrio, Num templo escuro e ermo e abandonado,
    Triste como o silêncio e inda mais frio,
    Um ídolo de gesso está sentado.”
  5. “Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
    De luares, de neves, de neblinas!...
    Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
    Incensos dos turíbulos das aras...”

06. (UNESP) Esse movimento descobriu algo que ainda não havia sido conhecido ou enfatizado antes: a “poesia pura”, a poesia que surge do espírito irracional, não conceitual da linguagem, oposto a toda interpretação lógica. Assim, a poesia nada mais é do que a expressão daquelas relações e correspondências, que a linguagem, abandonada a si mesma, cria entre o concreto e o abstrato, o material e o ideal, e entre as diferentes esferas dos sentidos.

Sendo a vida misteriosa e inexplicável, como pensavam os adeptos desse movimento, era natural que fosse representada de maneira imprecisa, vaga, nebulosa, ilógica e ininteligível.

(Afrânio Coutinho. Introdução à literatura no Brasil, 1976. Adaptado.)

O comentário do crítico Afrânio Coutinho refere-se ao movimento literário denominado

  1. Parnasianismo.
  2. Romantismo.
  3. Realismo.
  4. Simbolismo.
  5. Arcadismo.

07. (UNIFESP) Essa poesia não logrou estabelecer-se em Portugal. De origem francesa, suas primeiras manifestações datam de 1866, quando um editor parisiense publica uma coletânea de poemas; em 1871 e 1876, saem outras duas coletâneas. Os poetas desse movimento literário pregam o princípio da Arte pela Arte, isto é, defendem uma arte que não sirva a nada e a ninguém, uma arte inútil, uma arte voltada para si própria. A Arte procuraria a Beleza e a Verdade que existiriam nos seres concretos, e não no sentimento do artista. Por isso, o belo se confundiria com a forma que o reveste, e não com algo que existiria dentro dele. Daí vem que esses poetas sejam formalistas e preguem o cuidado da forma artística como exigência preliminar. Para consegui-lo, defendem uma atitude de impassibilidade diante das coisas: não se emocionar jamais; antes, impessoalizar-se tanto quanto possível pela descrição dos objetos, via de regra inertes ou obedientes aos movimentos próprios da Natureza (o fluxo e refluxo das ondas do mar, o voo dos pássaros, etc.). Esteticistas, anseiam uma arte universalista.

Em Portugal, tentou-se introduzir esse movimento; certamente, impregnou alguns poetas, exerceu influência, mas não passou de prurido, que pouco alterou o ritmo literário do tempo. Na verdade, o modo fortuito como alguns se deixaram contaminar da nova moda poética revelava apenas veleidade francófila, em decorrência de razões de gosto pessoal ou de grupos restritos: faltou-lhes intuito comum.

(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1999. Adaptado.)

As informações apresentadas no texto referem-se à literatura

  1. simbolista, cuja busca pelo Belo implicou a liberdade na expressão dos sentimentos. O texto deixa claro que essa literatura alcançou notável aceitação entre os poetas da época.
  2. simbolista, cuja preocupação com a expressão do sentimento filia-se à tradição poética do Renascimento. O texto deixa claro que essa literatura teve um desenvolvimento tímido na cena literária portuguesa.
  3. parnasiana, cuja preocupação com a objetividade a opõe ao subjetivismo romântico. O texto deixa claro que essa literatura não se impôs na cena literária portuguesa.
  4. parnasiana, cuja liberdade de expressão e cujo compromisso social permitem fundamentar a Arte pela Arte. O texto deixa claro que essa literatura teve pouco espaço na cena literária portuguesa.
  5. realista, cuja influência da tradição clássica é fundamental para se chegar à perfeição. O texto deixa claro que essa literatura teve uma disseminação irregular na cena literária portuguesa.

08. (UNESP) Os parnasianos brasileiros se distinguem dos românticos pela atenuação da subjetividade e do sentimentalismo, pela ausência quase completa de interesse político no contexto da obra e pelo cuidado da escrita, aspirando a uma expressão de tipo plástico.

(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)

A referida “atenuação da subjetividade e do sentimentalismo” está bem exemplificada na seguinte estrofe do poeta parnasiano Alberto de Oliveira (1859-1937):

  1. Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
    Que o espírito enlaça à dor vivente,
    Não derramem por mim nem uma lágrima
    Em pálpebra demente.
  2. Erguido em negro mármor luzidio,
    Portas fechadas, num mistério enorme,
    Numa terra de reis, mudo e sombrio,
    Sono de lendas um palácio dorme.
  3. Eu vi-a e minha alma antes de vê-la
    Sonhara-a linda como agora a vi;
    Nos puros olhos e na face bela,
    Dos meus sonhos a virgem conheci.
  4. Longe da pátria, sob um céu diverso
    Onde o sol como aqui tanto não arde,
    Chorei saudades do meu lar querido
    – Ave sem ninho que suspira à tarde. –
  5. Eu morro qual nas mãos da cozinheira
    O marreco piando na agonia…
    Como o cisne de outrora… que gemendo
    Entre os hinos de amor se enternecia.

09. (FATEC) Muitos escritores preocuparam-se em defender um ideário artístico que servisse de orientação para outros companheiros. Podemos dizer, grosso modo, que esses ideários assemelham-se a manuais.

Pensando nisso, leia os versos a seguir, em que o autor defende a liberdade estética na criação da poesia, e identifique o período literário a que esses versos pertencem.

(...)

Não acho mais graça nenhuma nisso da gente submeter comoções a um leito de Procusto(1) para que obtenham, em ritmo convencional, número convencional de sílabas. Já, primeiro livro, usei indiferentemente, sem obrigação de retorno periódico, os diversos metros pares. Agora liberto-me também desse preconceito.

(...)

Marinetti(2) foi grande quando redescobriu o poder sugestivo, associativo, simbólico, universal, musical da palavra em liberdade. Aliás: velha como Adão. Marinetti errou: fez dela sistema. É apenas auxiliar poderosíssimo. Uso palavras em liberdade. (...)

(1) Na mitologia grega, Procusto era um bandido que tinha, em sua casa, uma cama (leito) de ferro na qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem muito altos, ele amputava o excesso de comprimento do corpo desses viajantes para ajustá-los à cama e, se tinham pequena estatura, eram esticados até atingirem o comprimento determinado.

(2) Fillipo Tommaso Marinetti

  1. Barroco.
  2. Romantismo.
  3. Parnasianismo.
  4. Realismo.
  5. Modernismo.

10. (FATEC) INTERROGAÇÃO

Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,

Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;

E apesar disso, crês? nunca pensei num lar

Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.

Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.

E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.

Nem depois de acordar te procurei no leito,

Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.

Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo

A tua cor sadia, o teu sorriso terno...

Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso

Que me penetra bem, como este sol de Inverno.

Passo contigo a tarde e sempre sem receio

Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.

Eu não demoro o olhar na curva do teu seio

Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.

Eu não sei se é amor. Será talvez começo.

Eu não sei que mudança a minha alma pressente...

Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,

Que adoecia talvez de te saber doente.

(PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)

O escritor português Camilo Pessanha faz parte da escola literária denominada Simbolismo.

Assinale a alternativa que possui uma característica desse movimento artístico presente no poema.

  1. Elipse, pois o autor omite todos os pronomes pessoais a fim de criar musicalidade.
  2. Bucolismo, pois o amor faz grande reverência à natureza ao evocar a sua sonoridade.
  3. Aliteração, pois o autor explora a repetição harmônica e ritmada de sons consonantais.
  4. Determinismo, pois o meio em que vive a pessoa amada determina o ritmo de sua vida.
  5. Ornamentação exagerada, pois há vocabulário ritmado com exclusividade de rimas ricas.

11. (FATEC)

  1. crise existencial própria do Barroco, que se manifesta pela extrema infelicidade do eu lírico, vivenciada em decorrência do fim do romance.
  2. oposição ao amor idealizado do Romantismo, pois o poema ressalta a brevidade e a finitude do amor vivido pelos protagonistas.
  3. crítica social característica do Realismo, pois o eu lírico descreve a existência sofrida e miserável dos subúrbios.
  4. valorização da forma pelo Parnasianismo, o que se comprova pela rígida metrificação dos versos e pela presença de rimas.
  5. exaltação da tecnologia, marca do Simbolismo, pois o trem e sua alta velocidade surpreendem o eu lírico e sua amada.

12. (Fatec) Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira (1857-1937).

Num trem de subúrbio

No trem de ferro vimo-nos, um dia,

E amarmo-nos foi obra de um momento,

Tudo rápido, como a ventania,

Como a locomotiva ou o pensamento.

– “Amo-te!”

– “Adoro-te!”

A estação primeira

Surge. Saltamos nela ao som de um berro.

Nosso amor, numa nuvem de poeira,

Tinha passado, como o trem de ferro.

(CAMPOS, Geir. Alberto de Oliveira – Poesia, Rio de Janeiro: Agir Editora, 1969.)

Interpretando o poema, é correto afirmar que nessa obra está presente a

  1. crise existencial própria do Barroco, que se manifesta pela extrema infelicidade do eu lírico, vivenciada em decorrência do fm do romance.
  2. oposição ao amor idealizado do Romantismo, pois o poema ressalta a brevidade e a fnitude do amor vivido pelos protagonistas.
  3. crítica social característica do Realismo, pois o eu lírico descreve a existência sofrida e miserável dos subúrbios.
  4. valorização da forma pelo Parnasianismo, o que se comprova pela rígida metrifcação dos versos e pela presença de rimas.
  5. exaltação da tecnologia, marca do Simbolismo, pois o trem e sua alta velocidade surpreendem o eu lírico e sua amada.

13. (Fatec) Incontentado

Paixão sem grita, amor sem agonia,

Que não oprime nem magoa o peito,

Que nada mais do que possui queria,

E com tão pouco vive satisfeito...

Amor, que os exageros repudia,

Misturado de estima e de respeito,

E, tirando das mágoas alegria,

Fica farto, ficando sem proveito...

Viva sempre a paixão que me consome,

Sem uma queixa, sem um só lamento!

Arda sempre este amor que desanimas!

Eu, eu tenha sempre, ao murmurar teu nome,

O coração, malgrado o sofrimento,

Como um rosal desabrochado em rimas.

https://tinyurl.com/nxwg9mp Acesso em: 17.02.2017.

Olavo Bilac foi poeta brasileiro, identificado com o movimento literário intitulado Parnasianismo. Uma das características literárias desse movimento é o uso de rimas ricas, ou seja, rimas entre palavras de classes gramaticais diferentes.

Assinale a alternativa que apresenta uma rima rica entre um verbo e um substantivo.

  1. “Que não oprime nem magoa o peito,/ Misturado de estima e de respeito.”
  2. “Que nada mais do que possui queria,/ Amor, que os exageros repudia.”
  3. “Viva sempre a paixão que me consome,/ Eu, eu tenha sempre, ao murmurar teu nome.”
  4. “E com tão pouco vive satisfeito.../ Misturado de estima e respeito.”
  5. “Sem uma queixa, sem um lamento!/ O coração, malgrado o sofrimento.”


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