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Literatura Angolana

Lista de 18 exercícios de Literatura com gabarito sobre o tema Literatura Angolana com questões de Vestibulares.




01. (FUVEST) TEXTO PARA A QUESTÃO

Uma planta é perturbada na sua sesta* pelo exército que a pisa.

Mas mais frágil fica a bota.

Gonçalo M. Tavares, 1: poemas.

*sesta: repouso após o almoço.

Considerando que se trata de um texto literário, uma interpretação que seja capaz de captar a sua complexidade abordará o poema como

  1. uma defesa da natureza.
  2. Um ataque às forças armadas.
  3. uma defesa dos direitos humanos.
  4. uma defesa da resistência civil.
  5. um ataque à passividade.

02. (UFT) Leia o fragmento para responder a QUESTÃO

Horácio não gostava de ser contestado, mas compreendeu não era bom tema de conversa. Voltou à literatura, aconselhando os outros a lerem Drummond de Andrade, na sua opinião o melhor poeta de língua portuguesa de sempre. Qual Camões, qual Pessoa, Drummond é que era, tudo estava nele, até a situação de Angola se podia inferir na sua poesia. Por isso vos digo, os portugueses passam a vida a querer-nos impingir a sua poesia, temos de a estudar na escola, e escondem-nos os brasileiros, nossos irmãos, poetas e prosadores sublimes, relatando os nossos problemas e numa linguagem bem mais próxima da que falamos nas cidades. Quem não leu Drummond é um analfabeto. Os outros iam comendo, trocando de vez em quando olhares cúmplices. Até que Malongo e Vítor terminaram a refeição. Malongo despediu-se, levantando-se, um analfabeto vos saúda. Vítor e Furtado riram, Horácio fingiu que não ouviu. Agarrou no braço de Furtado e continuou a cultivá-lo com versos de Drummond e os seus próprios, dedicados ao grande brasileiro.

Fonte: PEPETELA. A geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: 2000, p. 30-31 (fragmento).

No fragmento do romance do escritor angolano Pepetela, Horácio aconselha seus amigos Malongo, Vítor e Furtado a lerem o poeta Drummond de Andrade.

Analise as afirmativas a seguir.

I. A poesia de Drummond é melhor que a de Camões e de Pessoa.

II. Há uma aproximação entre a literatura de Drummond e a realidade angolana.

III. Nas escolas portuguesas se estuda a poesia de Drummond.

IV. A poesia de Drummond está sendo usada para alfabetizar nas escolas angolanas.

V. As obras dos literatos brasileiros possuem uma linguagem próxima a dos angolanos nas cidades.

Assinale a alternativa CORRETA.

  1. Apenas as afirmativas II, IV e V estão corretas.
  2. Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
  3. Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas.
  4. Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.

03. (UEL) Sobre a obra O planalto e a estepe, de Pepetela, assinale a alternativa correta

  1. Conta a história de dois jovens anticomunistas caçados pela polícia durante a ditadura militar angolana entre os anos trinta e quarenta do século passado.
  2. Conta a história do casamento secreto entre Jean-Michel e Sarangerel durante a Guerra Civil que assolou a Europa na década de cinquenta do século passado.
  3. Narra a história do amor impossível entre dois jovens militantes chineses, impedidos de se relacionar por pertencerem a famílias inimigas.
  4. Narra a saga de Júlio e Sarangerel em busca da filha que lhes foi retirada, ainda bebê, pelos militantes ligados a partidos anticomunistas da Rússia e da China.
  5. O romance entre Júlio e Sarangerel traz como pano de fundo os bastidores da atuação política nos países do chamado bloco comunista durante a Guerra Fria.

04. (F. Cásper Líbero) Sobre Os da minha rua, de Ondjaki, é correto afirmar que:

  1. Trata-se de uma reunião de contos cuja temática está voltada aos bairros pobres de Luanda, vistos a partir da perspectiva da deliciosa fala de seus habitantes. A simplicidade é o atrativo suficiente nesses saborosos “causos” e seu esforço de recriação da linguagem oral.
  2. Trata-se de uma reportagem autobiográfica por meio da qual o autor resolve contar suas experiências no continente africano. É um fluxo narrativo que mistura lembranças da infância, o registro do dia a dia em Angola e a descrição dos horrores da guerra de independência.
  3. Trata-se de um romance construído a partir de um monólogo interior da personagem principal, alter ego do autor, durante sua vida em Luanda. É um testemunho inesquecível sobre a colonização portuguesa em Angola, no qual as reflexões sobre a infância se entrelaçam às lembranças da guerra.
  4. Trata-se de uma reunião de pequenos ensaios que mostram um outro lado da literatura de expressão portuguesa. Não apenas as experiências de oralidade e africanização da língua, mas também uma visão cética e perspicaz que não poupa nada ou ninguém, que ri de tudo e de todos e, assim, lança um novo olhar sobre a realidade angolana.
  5. Trata-se de uma reunião de crônicas, que oscilam entre os registros escrito e oral, por meio das quais o autor reconstrói o universo de sua infância e o correr da vida em Luanda: a escola e os professores, brincadeiras e descobertas, festas em casa dos amigos – matéria esta tecida pelos fios da memória, do afeto e da identidade.

05. (F. Cásper Líbero) Assinale a alternativa correta sobre Luuanda, de José Luandino Vieira.

  1. Nas três narrativas do livro, o leitor tem à disposição um precioso trabalho com a linguagem que torce e retorce a língua portuguesa, explorando a capacidade de refletir esse outro universo cultural que o escritor tem como objeto de seu inquieto olhar.
  2. A escolha do espaço está associada à opção por personagens que acabam por se integrar à ordem que regula a sociedade colonial. Vavó Xixi e Zeca Santos, seu neto; as vizinhas Bina e Zefa; o menino Beto; Xico Futa; Lomelino dos Reis; Garrido e Inácia são personagens que organizam modos muito singulares de sobrevivência.
  3. O trabalho de elaboração da linguagem nas estórias é capaz de preservar o mundo português da presença dos outros mundos que a cidade guarda, abolidos pela prolongada e feroz dominação.
  4. Ocupando quase sempre o papel de protagonistas da literatura portuguesa, os angolanos cedem, por conta da complexidade cultural em que estava imerso o país, lugar e voz nessas narrativas para os portugueses, que estão dispostos a justificar o processo de colonização.
  5. A alteração do nome da capital de Angola tem implicações na abordagem do espaço que foi, desde muito cedo, um ponto fundamental no império lusitano. O autor valoriza, assim, o ponto de vista dominante, o dos negros, mestiços e brancos pobres que apagaram os vestígios da colonização portuguesa naquele país.

06. (FUVEST) I

— Traíste-me, Sem Medo. Tu traíste-me.

(...)

Sabes o que tu és afinal, Sem Medo? Es um ciumento. Chego a pensar se não és homossexual. Tu querias-me só, como tu. Um solitário do Mayombe. (...) Desprezo-te. (...) Nunca me verás atrás de uma garrafa vazia. (...) Cada sucesso que eu tiver, será a paga da tua bofetada, pois não serei um falhado como tu.

Pepetela, Mayombe. Adaptado.

II

— Peço-te perdão, Sem Medo. Não te compreendi, fui um imbecil. E quis igualar o inigualável.

Pepetela, Mayombe.

Esses excertos de Mayombe referem-se a conversas entre as personagens Comissário e Sem Medo em momentos distintos do romance.

Em I e II, as falas do Comissário revelam, respectivamente,

  1. incompatibilidade étnica entre ele e Sem Medo, por pertencerem a linhagens diferentes, e superação de sua hostilidade tribal.
  2. decepção, por Sem Medo não ter intercedido a seu favor na conversa com Ondina, e desespero diante do companheiro baleado.
  3. suspeita de traição de Ondina e tomada de consciência de que isso não passara de uma crise de ciúme dele.
  4. forte tensão homoafetiva entre ele e Sem Medo, e aceitação da verdadeira orientação sexual do companheiro.
  5. ira, diante do anticatolicismo de Sem Medo, e culpa que o atinge ao perceber que sua demonstração de coragem colocara o companheiro em risco.

07. (UEL) Sobre o enredo de Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, considere as afirmativas a seguir.

I. Hanna é deixada pela mãe sob os cuidados de Marius, para que este encontre o pai da garota, desaparecido desde o final da guerra. Os dois se perdem e só voltam a se encontrar quando Hanna tem 14 anos de idade.

II. Marius, no momento em que é encarregado de auxiliar Hanna em sua busca pelo pai, foge de Vitrius, que o persegue por conta de uma dívida antiga. Por isso, Hanna também passa a ser ameaçada por Vitrius.

III. O pano de fundo para a história de Hanna e Marius é um mundo devastado pela guerra e por uma sociedade calcada em preconceitos, que leva pessoas a serem retratadas como animais.

IV. Hanna carrega consigo uma caixa com fichas que, pretensamente, deveriam ajudar em sua comunicação e que apresentam uma simplificação da vida, na medida em que contêm respostas prontas para todas as questões.

Assinale a alternativa correta.

  1. Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

08. (UNIMONTES) Leia com atenção o fragmento do conto “Vida Nova”, de Pepetela.

Ngunga só se despediu de Mavinga. Explicou-lhe por que queria ir secretamente. Pediu-lhe para não contar a ninguém aonde ia e não voltar a falar de Ngunga, que tinha morrido nessa noite inesquecível. E não revelou o seu nome novo ao Comandante. Partiu sozinho para a escola. Um homem tinha nascido dentro do pequeno Ngunga.

(LAJOLO, 2006, p. 84.)

Assinale a alternativa INCORRETA.

  1. O conto apresenta, poeticamente, um rito de passagem de um menino para um homem renovado.
  2. A mudança de nome do personagem assinala para a quebra de uma tradição e para o início de uma nova vida.
  3. O personagem Ngunga simboliza a esperança do povo africano na liberdade e na capacidade de construção de seu próprio destino.
  4. A narrativa conta a história de um jovem que recebe um nome novo para se integrar aos velhos costumes da tribo.

09. (F. Cásper Líbero) Sobre Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que:

  1. O romance trata dos velhos fantasmas coloniais que se perpetuaram com a independência de Angola e que sacudiram a frágil sustentação da utopia que mediara o empenho, fundindo ética e estética no projeto literário do continente africano.
  2. Em Mayombe o clima de diálogo predomina, mas as conversas são atravessadas pelos sinais da incomunicabilidade. A incompreensão, a rivalidade, as intrigas manifestas ou tão somente sugeridas fazem prever a irrealização dos propósitos que teriam levado à luta.
  3. Palco de situações expressivas da atmosfera predominante naquele momento histórico, a floresta labiríntica e traiçoeira funciona estrategicamente como uma alegoria do projeto de nação imaginado e perseguido pelos militantes.
  4. A língua em estilhaços, o ritmo desgovernado da memória, o entrecruzamento de referências culturais, o aproveitamento possível de elementos identificados com a tradição integram a estratégia do autor na escolha da floresta como espaço privilegiado do romance.
  5. Politizado, o Mayombe é lugar de conflito e contradição, podendo ser visto como uma representação de Luanda, a capital do país, onde a luta ia ganhando força e onde, em novembro de 1975, se proclama a independência do país.

10. (F. Cásper Líbero) Sobre Os da minha rua, de Ondjaki, é correto afirmar que:

  1. O narrador das 22 histórias explora um quadro da infância vivida num período em que a precariedade das condições materiais não interditava a experiência da comunhão, estimulando a utopia presente na luta contra o colonialismo e na ideia de uma sociedade mais justa.
  2. Os dois narradores que participam das 22 histórias vivem, sempre em dupla, um conjunto de fatos marcados pela crueldade infantil da qual não escapam os professores cubanos, os tios e as tias, os pequenos animais e o quase mitológico abacateiro.
  3. O narrador das 22 histórias mergulha no tempo histórico e o relaciona a sua própria experiência, convidando o leitor a compartilhar a dinâmica de uma África mítica e ancestral, que pode ser vista tanto como hostil quanto como hospitaleira.
  4. Os diversos narradores das 22 histórias resistem à destruição causada pela experiência colonial, inventando para si mesmos uma infância que não existiu. Desse modo, cada história dialoga com a tradição literária angolana, retomando tópicos e renovando propostas fundamentais no percurso literário que se consolida.
  5. Os diversos narradores das 22 histórias se fecham sempre aos estímulos exteriores, optando por explorar com acentuada ambiguidade as facilidades do mundo colonial e a violência que o caracterizou. Assim, revelam-se as contradições de uma sociedade que vive entre o peso do colonialismo e a euforia causada pela independência.

11. (F. Cásper Líbero) Sobre o excerto de Os da minha rua, de Ondjaki, apresentado a seguir, é correto afirmar que:

“Uma pessoa quando é criança parece que tem a boca preparada para sabores bem diferentes sem serem muito picantes de arder na língua. São misturas que inventam uma poesia mastigada tipo segredos de fim da tarde. Era assim, antigamente, na casa da minha avó. No tempo da Madalena Kamussekele”.

  1. O tempo tende a estabilizar-se no passado, mas o uso constante dos verbos nas formas do presente coloca em dúvida o que está sendo dito.
  2. A infância é responsável pela visão lúdica das personagens, não importando se o presente aponta para os descompassos gerados pela modernidade.
  3. A evocação do tempo passado mantém o universo encantado da infância, pleno de poesia.
  4. A opção pelo presente revela o intenso diálogo do autor com os meios de comunicação de massa.
  5. O tempo passado se mescla continuamente à perspectiva histórica, levando ao registro de uma Angola imemorial.

12. (IMEPAC) Sobre as características do racismo abordado na obra O Planalto e a Estepe, de Pepetela, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. Segundo a obra, o projeto de libertação nacional de Angola está diretamente relacionado à política de superação do racismo promovida pela União Soviética.
  2. Na obra, a abordagem do racismo toma grandes proporções e parte de uma perspectiva nacional para chegar a uma perspectiva universal.
  3. No início da narrativa, o racismo aparece relacionado às nuances angolanas, como, por exemplo, no fato de não haver negros na escola onde Júlio estudava.
  4. A obra permite se entender como uma atitude racista quando Júlio não é enviado diretamente ao front de batalha do movimento de libertação nacional angolano por ser branco.

13. (F. Cásper Líbero) Sobre o foco narrativo de Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que:

  1. Assumido por vários narradores, cujas falas são organizadas por uma espécie de narrador titular, o fio narrativo do romance é dividido e comungado pelos elementos que vivem as ações do enredo.
  2. A divisão do fio narrativo no romance, onde tudo convida à comunhão, constitui uma necessária operação de fragmentação, disposta a marcar os dois lados antagônicos em questão: o dos angolanos e o dos portugueses.
  3. A marca do foco narrativo é a da democratização da voz, articulada ao peso dos monólogos nos quais cada narrador está mergulhado e dos quais nunca consegue sair sem se transformar radicalmente.
  4. A fragmentação narrativa do romance é um sinal de que a autoridade, de que a palavra é manifestação, não pode ser compartilhada e sim exercida de maneira unívoca.
  5. O foco narrativo, que privilegia a constante interação dialógica entre os personagens, configura-se em um universo à parte, independente do espaço onde se dão as ações do romance.

14. (FUVEST)

O Comissário apertoulhe mais a mão, querendo transmitirlhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaíase para o solo do Mayombe, misturandose às folhas em decomposição

[...]

Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam.

A amoreira gigante à sua frente. O tronco destacase do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele misturase à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confundese na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendose. Tal é a vida

[...]

Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde.

Pepetela, Mayombe.

Consideradas no âmbito dos valores que são postos em jogo em Mayombe, as relações entre a árvore e a floresta, tal como concebidas e expressas no excerto, ensejam a valorização de uma conduta que corresponde à da personagem

  1. João Romão, de O cortiço, observadas as relações que estabelece com a comunidade dos encortiçados.
  2. Jacinto, de A cidade e as serras, tendo em vista suas práticas de beneficência junto aos pobres de Paris.
  3. Fabiano, de Vidas secas, na medida em que ele se integrava na comunidade dos sertanejos, seus iguais e vizinhos.
  4. Pedro Bala, de Capitães da Areia, em especial ao completar sua trajetória de politização.
  5. Augusto Matraga, do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, de Sagarana, na sua fase inicial, quando era o valentão do lugar.

15. (F. Cásper Líbero) Sobre a divisão do foco narrativo em Mayombe, de Pepetela, é correto afirmar que ela

  1. funciona como resposta da literatura angolana ao avanço do capitalismo em sua sociedade, cujo espírito promove o choque entre os planos sociais, culturais e ideológicos, ao quebrar o isolamento desses mundos e fixar a separação entre capital e trabalho.
  2. conjuga elementos da modernidade e da tradição, recuperando desta última os aspectos culturais fundamentais, ao mesmo tempo em que põe em questão as heranças negativas ainda presentes na sociedade angolana.
  3. descreve os acontecimentos e as alianças que iluminam um Estado movido pelos interesses das classes dominantes e que a favor dela aciona seus aparelhos, quer ideológicos, quer repressivos.
  4. articula-se à feição multidimensional das personagens para expressar a tensão interna do romance, expondo as contradições que nem mesmo a nobre motivação coletiva poderia diluir.
  5. constitui um exercício cinematográfico, com cortes incríveis pelos quais se dá a mudança de planos, sempre a partir de uma ideia que os costure cineticamente.

16. (F. Cásper Líbero) Ao final de Mayombe, de Pepetela, o narrador titular apresenta-se e ficamos sabendo que se trata de(o)

  1. Mundo Novo.
  2. Chefe de Operações.
  3. Comissário Político.
  4. Muatiânvua.
  5. Comandante Sem Medo.

17. (URCA) São obras do mesmo autor de Jaime Bunda, agente secreto:

1) Mayombe

2) Os naus

3) Yaca

4) Predadores

5) Arquipélagos da insônia

Estão corretas as assertivas:

  1. 1, 2 e 3
  2. Os naus
  3. 1, 3 e 4
  4. 1, 4 e 5
  5. 1, 3 e 5

18. (F. Cásper Líbero) Assinale a alternativa correta sobre o excerto da “Estória do ladrão e do papagaio”, que integra o livro Luuanda, de José Luandino Vieira, apresentado a seguir.

“Nem uazekele kié-uazeka kiambote, nem nada, era só assim a outra maneira civilizada como ele dizia; mas também depois ficava na boa conversa de patrícios e, então, aí o quimbundo já podia se assentar no meio de todas as palavras, ele até queria, porque para falar bem-bem português não podia, o exame da terceira é que estava lhe tirar agora e por isso não aceitava falar um português de toda a gente, só queria falar o mais superior.”

  1. Escrito em quimbundo, o texto registra expressões em português, a fim de criar um estranhamento significativo para a compreensão da lógica que move o livro.
  2. A linguagem dos musseques (os bairros pobres de Luanda) é reproduzida aqui fielmente, constituindo um precioso documento historiográfico que dá conta de explicar a dominação portuguesa em Angola.
  3. O esforço de recriação do registro escrito culto da linguagem pode ser comparado ao de Guimarães Rosa e representa uma profunda reflexão sobre a arte de contar histórias.
  4. O português sólido e cerrado, mas ao mesmo tempo transparente, que surge no texto está a serviço de registrar a história de um povo empenhado em sua emancipação política e cultural.
  5. Diante do texto, logo percebemos não estar em contato com um escritor português. O esforço de nacionalização da língua, que também se manifesta no recurso a uma sintaxe diferente, procura exprimir a ruptura com a norma lusitana e indiciar outras rupturas que precisam acontecer

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