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Geração de 1930 ou Segunda Fase do Modernismo II

Lista de 15 exercícios de Literatura com gabarito sobre o tema Geração de 1930 ou Segunda Fase do Modernismo II com questões de Vestibulares.


Você pode conferir as videoaulas, conteúdo de teoria, e mais questões sobre o tema aqui.


01. (UFRGS) Instrução: A questão refere-se ao romance O continente, de Erico Verissimo.

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o capítulo Ismália Caré.

( ) O contexto histórico é o surgimento da oposição republicana e abolicionista.

( ) O ano é 1884, e Santa Fé é elevada à categoria de cidade.

( ) Licurgo Cambará casa-se com a prima Alice Terra, filha de Florêncio.

( ) Licurgo, por respeito e fidelidade à Alice, termina seu relacionamento com Ismália Caré.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

  1. V – V – F – F.
  2. F – V – F – V.
  3. V – V – V – F.
  4. F – F – V – V.
  5. V – F – V – V.

02. (FUVEST) (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

Carta de Graciliano Ramos a sua esposa

(...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

(...)

Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

Graciliano Ramos, Vidas secas.

A comparação entre os fragmentos, respectivamente, da Carta e de Vidas secas, permite afirmar que

  1. “será que há mesmo” e “acordaria feliz” sugerem dúvida.
  2. “procurei adivinhar” e “precisava vigiar” significam necessidade.
  3. “no fundo todos somos” e “andar pelas ribanceiras” indicam lugar.
  4. “ padre Zé Leite pretende” e “Baleia queria dormir” indicam intencionalidade.
  5. “todos nós desejamos” e “dormiam na esteira” indicam possibilidade.

03. (UEA - SIS) Na esteira do regionalismo, Rachel de Queiroz compôs dois romances de ambientação cearense, O quinze e João Miguel. Em ambos releva notar uma prosa enxuta e viva. Confrontados com A bagaceira, de José Américo, esses livros podem dizer-se mais próximos do ideal neorrealista que nortearia ___ narrativa social do Nordeste. Os períodos são, em geral, menos “literários”, breves, colados ___ transcrição dos atos e dos acontecimentos. E ___ diálogo é corrente, lembrando às vezes a novelística popular que, mais tarde, atrairia ___ escritora ao passar do romance para o teatro de raízes regionais e folclóricas.

(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)

Assinale a alternativa que preenche, respectivamente, as lacunas do texto.

  1. a – à – o – a
  2. a – à – o – à
  3. à – à – ao – à
  4. a – a – o – a
  5. à – a – ao – a

04. (UNICAMP) O título do romance Caminhos cruzados, de Érico Veríssimo,

  1. alude às dificuldades vividas pelas personagens mais representativas da elite urbana, além de sugerir que nenhum homem é uma ilha.
  2. sugere que a vida social das personagens é constituída pelo conjunto de relações econômicas e psicológicas dos indivíduos.
  3. remete à técnica narrativa do romance, no qual várias histórias são relacionadas, sem o estabelecimento de um protagonista principal.
  4. simboliza as relações de poder da classe burguesa emergente e o seu desejo de controlar a conduta ética da sociedade.

05. (UNICAMP) Leia abaixo duas passagens do poema “Olá! Negro”, de Jorge de Lima.

“A raça que te enforca, enforca-se de tédio, negro!

E és tu que a alegras ainda com os teus jazzes.

Com os teus songs, com os teus lundus!”

(...)

“Não basta iluminares hoje as noites dos brancos com teus jazzes.

Olá, Negro! O dia está nascendo!

O dia está nascendo ou será a tua gargalhada que vem vindo?”

(Jorge de Lima, Poesias completas. v. I, Rio de Janeiro / Brasília: J. Aguilar / INL, 1974, p.180-181.)

Considerando o livro Poemas negros como um todo e a poética de Jorge de Lima, é correto afirmar que o último verso citado

  1. manifesta o desprezo do negro pela situação decadente da cultura do branco.
  2. realiza a aproximação entre a alegria do negro e uma ideia de futuro.
  3. remete à vingança do negro contra a violência a que foi submetido pelo branco.
  4. funciona como um lamento, já que o nascer do dia não traz justiça social.

06. (FUVEST) (...) procurei adivinhar o que se passa na alma duma cachorra. Será que há mesmo alma em cachorro? Não me importo. O meu bicho morre desejando acordar num mundo cheio de preás. Exatamente o que todos nós desejamos. A diferença é que eu quero que eles apareçam antes do sono, e padre Zé Leite pretende que eles nos venham em sonhos, mas no fundo todos somos como a minha cachorra Baleia e esperamos preás. (...)

Carta de Graciliano Ramos a sua esposa

(...) Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo.

(...)

Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.

Graciliano Ramos, Vidas secas.

As declarações de Graciliano Ramos na Carta e o excerto do romance permitem afirmar que a personagem Baleia, em Vidas secas, representa

  1. o conformismo dos sertanejos.
  2. os anseios comunitários de justiça social.
  3. os desejos incompatíveis com os de Fabiano.
  4. a crença em uma vida sobrenatural
  5. o desdém por um mundo melhor.

07. (PUC-SP) A respeito de Claro Enigma, livro inteiro de Carlos Drummond de Andrade, NÃO É CORRETO afirmar que

  1. carrega no título uma figura de linguagem chamada oxímoro, a qual alcança seu desenvolvimento maior na primeira parte da obra, ou seja, “Entre lobo e cão”.
  2. revela afastamento da temática social, privilegiando temas filosóficos, como ocorre nos poemas de “A Máquina do Mundo”.
  3. estrutura seus poemas, usando também as formas da tradição como versos metrificados e rimados, formas estéticas e poéticas do passado, como em “Oficina Irritada”.
  4. divide-se em seis partes e aglutina, em cada uma delas, poemas de variada temática mas sempre utilizandose unicamente de estruturas poéticas idênticas e clássicas, como acontece em as “Notícias Amorosas”.

08. (PUC-Campinas) Não deixa de ser surpreendente que o lirismo delicado de Cecília Meireles tenha se mostrado, entre nós, um dos mais permeáveis aos acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. De algum modo, aquele “costume de sofrer pelo mundo inteiro” reflete-se em diversas passagens entre 1939-1945, tal como nestes versos do poema “Pistoia, cemitério militar brasileiro”:

São como um grupo de meninos

num dormitório sossegado,

com lençóis de nuvens imensas,

e um longo sono sem suspiros,

de profundíssimo cansaço.

(MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado. São Paulo, Editora 34, 2016, p. 254-255)

Apontam-se no texto duas vertentes da poesia de Cecília Meireles

  1. a épica majestosa, predominante, e a poesia intimista, esporádica.
  2. a lírica pura, predominante, e a expressão da história trágica.
  3. a dos versos engajados na política e a daqueles voltados para o cotidiano.
  4. o testemunho cronista da realidade e o caminho da imaginação.
  5. o interesse pela exploração do fato e a denúncia dos preconceitos sociais.

09. (UFGD) Leia o trecho a seguir de A máquina do mundo, poema de Carlos Drummond de Andrade, correspondente à quarta, quinta e sexta estrofes, e assinale a alternativa correta.

[...] a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.


Abriu-se majestosa e circunspecta,

sem emitir um som que fosse impuro

nem um clarão maior que o tolerável


pelas pupilas gastas na inspeção

contínua e dolorosa do deserto,

e pela mente exausta de mentar [...]

  1. As expressões “pupilas gastas”, “mente exausta de mentar” e “quem” se referem à máquina do mundo, descrita pelo eu que fala (possivelmente o poeta), referido no poema pela expressão “impuro”.
  2. O poema espelha aspectos da forma modernista inerente à obra do poeta Drummond, com estrofes e versos irregulares, sem rimas, livres e brancos.
  3. A expressão “se entreabriu” dá a medida do quanto a máquina do mundo se revela ao eu que fala e que a viu, isto é, de modo tímido, sem se apresentar completamente, o que pode ser constatado ao longo do poema.
  4. “Se entreabriu”, “abriu-se” e “sem emitir” são expressões que contêm verbos de ação, que estruturam o gênero do poema que, apesar de ser uma “tentativa de explicação do estar no mundo” feita pelo poeta, é mais narrativo que lírico.
  5. A escolha do título do poema, “A máquina do mundo”, e das estrofes estruturadas com três versos é procedimento de intertextualidade que remete o poema à tradição lírica ocidental, relacionando-o à prosa de Camões e Dante Alighieri.

10. (UFRGS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o episódio "O sobrado", do romance O continente, de Erico Verissimo.

( ) O contexto histórico é o desfecho da Guerra dos Farrapos entre republicanos e federalistas, iniciada em 1890.

( ) O episódio ocupa três dias de junho de 1895.

( ) A divisão em 7 capítulos intercalados estabelece um contraponto temporal e estrutural com os demais capítulos do romance.

( ) O jogo entre vida e morte, que marca toda a trilogia, já se estabelece aqui a partir de objetos, como a tesoura e o punhal.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

  1. V – V – F – F.
  2. V – V – F – V.
  3. F – V – V – V.
  4. V – F – V – V.
  5. F – F – V – F.

11. (UNIVESP) Leia o trecho de Menino de engenho, de José Lins do Rego, para responder a questão.

Eu passava o dia inteiro rondando os oficiais nas suas confidências. Contavam a história de uns carpinas num engenho do Brejo.

– O senhor de engenho só mandava para eles bacalhau, na janta e no almoço. Passavam o dia inteiro bebendo água com a boca seca. Um dia um deles disse para o negro que não gostava de bacalhau, que não aguentava mais aquilo. No outro dia o tabuleiro com a comida chegou: era peru. E peru de tarde. E a semana toda, peru. Num domingo, o mestre saiu para dar umas voltas nos arredores. Viu um negro com uma porção de urubus nas costas:

– O que é isto, moleque?

– É peru pros carpinas.

Os oficiais anoiteceram e não amanheceram na propriedade. E rebentou ferida pelo corpo deles. Estiveram para morrer um tempão.

(Menino de engenho. Rio de Janeiro, José Olympio, 2000)

Publicado em 1932, Menino de engenho representa a prosa

  1. regionalista comprometida em retratar a vida de moradores do Nordeste brasileiro.
  2. romântica voltada para a exaltação idealizada do território brasileiro e sua gente.
  3. psicológica especializada em investigar o funcionamento da mente humana.
  4. surrealista empenhada em empregar a lógica dos sonhos na criação ficcional.
  5. naturalista engajada com o estudo do comportamento humano a partir da ciência.

12. (EsPCEx) Leia as afirmações abaixo sobre Carlos Drummond de Andrade:

I- Preferiu não participar da Semana de Arte Moderna, mas enviou seu famoso poema “Os Sapos”, que, lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal.

II – Sua fase “gauche” caracterizou-se pelo pessimismo, pelo individualismo, pelo isolamento e pela reflexão existencial. A obra mais importante foi o “Poema de Sete Faces”.

III- Na fase social, o eu lírico manifesta interesse pelo seu tempo e pelos problemas cotidianos, buscando a solidariedade diante das frustrações e das esperanças humanas.

IV- A última fase foi marcada pela poesia intimista, de orientação simbolista, prezando o espiritualismo e orientalismo e a musicalidade, traços que podem ser notados no poema “O motivo da Rosa”.

Estão corretas as afirmações:

  1. I, II e III
  2. II, III e IV
  3. II e III
  4. II e IV
  5. III e IV.

13. (UFN) Há trinta anos, falecia Carlos Drummond de Andrade, considerado um dos maiores expoentes da literatura brasileira. O conjunto de sua obra contempla várias temáticas e recursos: dentre eles, podem-se destacar a referência ao contexto histórico de seu tempo e a busca de um olhar diferenciado, revelando o sensível na matéria cotidiana, como no poema A flor e a náusea.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.

Ao menino de 1918 chamavam anarquista.

Porém meu ódio é o melhor de mim.

Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.

Uma flor ainda desbotada

ilude a polícia, rompe o asfalto.

Façam completo silêncio, paralisem os negócios,

garanto que uma flor nasceu.

(...)

(Antologia poética. 12.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978.)

Com base nas afirmações realizadas e na leitura do texto, considere as alternativas a seguir.

I. O verso dois faz referência à eclosão da Segunda Guerra Mundial, fato que desperta, no autor, a consciência política e, ao mesmo tempo, o desejo de suicídio.

II. O verso dois refere-se à Revolução Russa que, a partir de 1917, passava a propagar as ideias socialistas como alternativa para um mundo mais igualitário.

III. Quando o poeta afirma que "meu ódio é o melhor de mim", o eu lírico refere-se ao seu sentimento de indignação e de revolta diante das diferenças e injustiças sociais.

IV. O poema a flor representa uma metáfora das causas belas, puras e humanitárias que, para Drummond, são essenciais à construção de um mundo mais justo e igualitário.

Está(ão) correta(s) apenas

  1. IV.
  2. III e IV.
  3. I, II e III.
  4. I, II e IV.
  5. II, III e IV.

14. (ACAFE) Sobre a obra Capitães de Areia, de Jorge Amado, é correto afirmar:

  1. No capítulo “Negrinha”, Jorge Amado explora reminiscências de sua infância quando convivia com uma vizinha, moradora de um casarão, nas proximidades do velho trapiche.
  2. Um dos filhos de Fabiano – o "menino mais velho", assim denominado na narrativa – tem obsessão pela palavra "inferno" e não admite que ela fique apenas no reino da descrição incompleta (a mãe fala vagamente em garfos quentes ou coisa que o valha...).
  3. O livro, publicado em 1932, faz referências a crendices populares, como a do lobisomem, que é citada através de João Cutia, um comprador de ovos da Paraíba. “Não tinha uma gota de sangue na cara e andava sempre de noite, para melhor fazer as suas caminhadas, sem sol.” Achava-se que ele era lobisomem.
  4. Na década de 1930, no sertão nordestino, Lampião e seu bando representavam uma força social que lutava contra o latifúndio e contra a figura do fazendeiro-coronel. No romance de Jorge Amado, os menores abandonados admiravam o grupo de Lampião. No livro o grupo de Lampião chega a ser descrito como "o braço armado dos pobres no sertão".

15. (UFRGS) Leia trechos dos poemas “Fanatismo”, de Florbela Espanca, e “Imagem”, de Cecília Meireles.

Fanatismo


(...)

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa...”

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, digo de rastros:

“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...”


Imagem

Tão brando é o movimento

das estrelas, da lua,

das nuvens e do vento,

que se desenha a tua

face no firmamento.


Desenha-se tão pura

como nunca a tiveste,

nem nenhuma criatura.

Pois é sombra celeste

da terrena aventura.

(...)

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os poemas.

( ) Ambos os sujeitos líricos comparam o ser amado à perfeição divina.

( ) Ambos os sujeitos líricos veem o amor de modo idealizado.

( ) Ambos os sujeitos líricos falam diretamente ao ser amado.

( ) Ambos os poemas citam diretamente a voz da opinião pública.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

  1. V – V – V – F.
  2. V – V – F – V.
  3. F – F – V – V.
  4. F – V – F – V.
  5. V – F – V – F.

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