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Migração

Lista de 10 exercícios de Geografia com gabarito sobre o tema Migração com questões de Vestibulares.




01. (UECE) Migração é o deslocamento de indivíduos dentro de um espaço geográfico, de forma temporária ou permanente, constituindo, deste modo, fluxos migratórios.

No que diz respeito à migração no Brasil, assinale a afirmação verdadeira.

  1. Os fluxos migratórios são desencadeados por escolhas pessoais dos indivíduos em busca de novas aventuras culturais e de experiências de vida.
  2. É uma política do Estado brasileiro que possibilita às famílias das várias regiões conhecer o País e buscar oportunidades de trabalho segundo as preferências de cada um.
  3. O fator de maior influência nos fluxos migratórios no Brasil é de ordem econômica, ao forçar o deslocamento de indivíduos à procura de trabalho e de melhores condições de vida.
  4. Os fluxos migratórios no Brasil revelam o desenvolvimento econômico do País ocasionado pelo aumento de intercâmbio de conhecimentos profissionais entre as regiões.

02. (UEA) Leia o resumo do artigo científico de Ricardo Ojima, Robson B. da Silva e Rafael H. M. Pereira.

O uso do termo cidade-dormitório muitas vezes está associado a um conjunto de percepções que não é baseado em dados formais e, dessa forma, considera um conjunto de situações muito distintas. O seu uso normalmente está associado àquelas cidades nas quais uma parcela significativa da sua população trabalha ou estuda em uma outra cidade, além de também apresentarem uma economia pouco dinâmica. Serve – como o nome sugere – apenas como local de residência.

(abep.nepo.unicamp.br)

Em relação à urbanização brasileira, especialmente nas regiões metropolitanas, o resumo apresenta a situação de pessoas submetidas a um fluxo do tipo

  1. êxodo rural.
  2. êxodo urbano.
  3. deslocamento pendular.
  4. migração ilegal.
  5. transumância.

03. (UEA) Naco de prosa cearense – Sujeito pequeninho, mal colocado na terceira classe. E assim dizia: – Vou mais pro diante do Guajará, são ainda três dias de lancha até chegar no meu barracão. Antes, fiquei em Guajará numa casa alemã, empregado. Depois comprei um seringal da casa mesmo, os patrões me ajudaram, comprei vinte contos de mercadoria e meti com os meus homens pelo mato. Nesse ano os índios mataram o meu mateiro. Fiquei no mato com a colheita, não sabendo o que fazer. Passava as noites num susto, os índios querendo queimar o meu caucho e até chorei. Também é só mais um ano: quatro anos de caucheiro basta!... Depois vendo o meu seringal e vou-me embora para o Rio de Janeiro.

(Mário de Andrade. O turista aprendiz, 2002. Adaptado.)

Mário de Andrade fez uma viagem pelos rios Amazonas e Madeira em 1927, que foi registrada em um diário, publicado como livro em 1943. Lendo-se o excerto, é possível descrever a experiência de vida do interlocutor do escritor como

  1. acontecimento essencial para a organização racional da economia extrativista amazônica em unidades industriais.
  2. comprovação da presença do Estado brasileiro na orientação e proteção de grupos de trabalhadores em trânsito pelo país.
  3. exemplo dos processos migratórios para a região amazônica do ponto de vista da origem do migrante e de suas atividades de trabalho.
  4. fato isolado nas correntes migratórias brasileiras, habitualmente dirigidas para as regiões industrializadas do Sudeste.
  5. modelo de um deslocamento social bem sucedido para a Amazônia do ponto de vista da fixação do trabalhador na região e de sua ascensão social.

04. (UEA) As migrações nordestinas para a região amazônica foram motivadas por fatores de expulsão de indivíduos de suas sociedades de origem e fatores de atração concernentes à Amazônia. A migração foi particularmente acentuada no final do século XIX e voltou a se intensificar durante a Segunda Guerra Mundial, como resultado

  1. da diminuição das exportações brasileiras de carne e couro de ovinos e da consolidação da produção do cacau na Amazônia.
  2. da urbanização das regiões do Nordeste e da procura de mão de obra especializada pela indústria têxtil na Amazônia.
  3. das sucessivas guerras sertanejas, produzidas por razões religiosas, e dos desmatamentos na Amazônia.
  4. do desenvolvimento do capitalismo no interior do Nordeste e da fragilidade da economia amazônica no cenário internacional.
  5. da gravidade das secas no sertão nordestino e dos vínculos da economia extrativista com mercados internacionais.

05. (UNICAMP) O estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil (IBGE, 2015) identificou 294 arranjos populacionais no País, de diferentes escalas e naturezas. O Arranjo Populacional da Região Metropolitana de São Paulo (SP) é caracterizado pela extensão e intensidade de seus fluxos: aproximadamente 1.750.000 pessoas deslocam-se cotidianamente entre os municípios que compõem o Arranjo para estudar e trabalhar

Essa dinâmica espacial é melhor explicada pelo conceito de

  1. migração interna.
  2. movimento pendular.
  3. migração urbano-urbano.
  4. movimento sazonal.

06. (FGV-SP) Nas últimas décadas, as migrações internas no território brasileiro foram marcadas por alterações em sua dinâmica, como resultado das decisões de investimento, da localização da produção e da desconcentração da oferta de emprego, entre outros fatores. As migrações revelam um país mais integrado, urbanizado, mas apresentando, ainda, desigualdades regionais e sociais significativas.

Sobre as migrações internas, entre a década de 1990 e os dias atuais, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) Os fluxos migratórios direcionaram-se para as cidades médias, cujos postos de trabalho aumentaram devido às estratégias públicas, como os incentivos fiscais e os investimentos em infraestrutura industrial e de serviços.

( ) Os fluxos migratórios, na escala inter-regional, apresentaram uma tendência à redução e os principais movimentos passaram a ocorrer dentro das próprias regiões – deslocamentos a menores distâncias.

( ) Os fluxos migratórios intra-regionais cresceram de importância, revelando a menor capacidade de atração das metrópoles, que deixaram de exercer a função de polo avançado de desenvolvimento econômico.

As afirmativas são, respectivamente,

  1. V – V – F.
  2. V – F – V.
  3. V – F – F.
  4. F – V – V.
  5. F – F – V.

07. (UFRGS) O deslocamento diário de pessoas entre municípios que fazem parte de uma mesma região metropolitana é denominado de

  1. migração pendular.
  2. migração internacional.
  3. migração interestadual.
  4. emigração.
  5. êxodo rural.

08. (UNESC) Leia atentamente o fragmento que segue:

Diante de um mapa do Brasil, as diversidades regionais, oriundas dos contrastes geográficos, são ainda enriquecidas pela variação cultural. Torna-se possível, assim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem definidas, uma em que ainda se mantém viva a predominância da base cultural lusitana, outra em que os traços culturais não lusitanos – os alemães, os italianos, os poloneses, os japoneses – vêm dando nova coloração à paisagem física ou geográfica como social e cultural.

A imigração no Sul contribuiu para caracterizar essa segunda área. Os imigrantes participaram do desenvolvimento econômico da região. O processo da produção cafeeira ainda no século passado ligou-se à contribuição do elemento alienígena, sobretudo do italiano e do espanhol, nas fazendas de café de São Paulo. Ao imigrante estrangeiro se deve ainda o desenvolvimento industrial do Rio Grande do Sul, com o regime de artesanato que foi a origem dos estabelecimentos industriais de hoje.

(O Português por Inteiro – Prof. J.J. Tononi, pp. 191-192)

O texto acima apresenta elementos suficientes para afirmarmos que

  1. o imigrante está sujeito a uma instabilidade em seu trabalho; ora pode ser operário industrial, ora trabalhador rural.
  2. o imigrante estabeleceu-se na Região Sul porque as condições climáticas encontradas eram muito semelhantes às das áreas de sua procedência.
  3. além do clima, devemos considerar como causa mais direta da preferência pela região meridional as condições econômicas e sociais.
  4. o imigrante veio animado com o desejo de lavrar a terra própria e de tornar-se dono de uma pequena empresa industrial.
  5. a participação de imigrantes na lavoura ou na indústria contribuiu para imprimir feição especial à área sulina.

09. (UECE) Observe a seguinte descrição: “Trata-se do fluxo populacional que acontece de forma efêmera nas grandes cidades devido à grande quantidade de trabalhadores que deixam suas residências, muitas vezes antes do horário normal, para chegar ao emprego e, no final do dia, retornam para casa; é um tipo de movimento populacional que aumenta com o crescimento das cidades, fazendo com que as camadas de trabalhadores mais pobres passem a residir em áreas mais afastadas”.

O texto acima descreve um tipo de movimento populacional conhecido por migração

  1. urbano-urbana.
  2. inter-regional.
  3. pendular.
  4. intraurbana.

10. (UNESP) Os colonos que emigram, recebendo dinheiro adiantado, tornam-se, pois, desde o começo, uma simples propriedade de Vergueiro & Cia. E em virtude do espírito de ganância, para não dizer mais, que anima numerosos senhores de escravos, e também da ausência de direitos em que costumam viver esses colonos na província de São Paulo, só lhes resta conformarem-se com a ideia de que são tratados como simples mercadorias ou como escravos.

(Thomas Davatz. Memórias de um colono no Brasil (1850), 1941.)

O texto aponta problemas enfrentados por imigrantes europeus que vieram ao Brasil para

  1. trabalhar nas primeiras fábricas, implantadas na região Sudeste do país, para reduzir a dependência brasileira de manufaturados ingleses.
  2. substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café e cana-de-açúcar, após a decretação do fim da escravidão pela lei Áurea.
  3. trabalhar no sistema de parceria, estando submetidos ao poder político e econômico de fazendeiros habituados à exploração da mão de obra escrava.
  4. substituir a mão de obra indígena na agricultura e na pecuária, pois os nativos eram refratários aos trabalhos que exigiam sua sedentarização.
  5. trabalhar no sistema de colonato, durante o período da grande imigração, e se estabeleceram nas fazendas de café do Vale do Paraíba e litoral do Rio de Janeiro.