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Brasil Império IV

Lista de 20 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Brasil Império com questões de Vestibulares.



01. (UEFS) Conectar-se com a nova paisagem do cosmopolitismo: eis o desafio lançado aos técnicos, engenheiros e outros empreendedores ativos das classes dominantes brasileiras na segunda metade do século XIX.

(Francisco Foot Hardman. Trem fantasma: a modernidade na selva, 1988.)

Durante o Segundo Reinado, entre as respostas ao “desafio” mencionado no texto, é correto citar

  1. a retomada da produção manufatureira e a instalação de sistemas nacionais unificados de telegrafia e telefonia.
  2. os investimentos em armamentos para equipar as tropas brasileiras na Guerra do Paraguai e nas intervenções no Uruguai.
  3. a ampliação da malha rodoviária para estender o transporte de pessoas e mercadorias até a região amazônica.
  4. os projetos de saneamento das principais cidades e a modernização dos portos, permitindo a recepção de grandes embarcações.
  5. os novos empreendimentos industriais e a reformulação do sistema de transportes, com a abertura de ferrovias.

02. (UFVJM) Leia este texto.

“O período compreendido entre 1831 e 1889 consolidou a independência do Brasil. Mas antes que isto ocorresse houve uma fase turbulenta – 1831/1850, em que a unidade do país estivera ameaçada. Por isso mesmo, esse contexto pode ser entendido como um período de “construção da ordem”.

Fonte: CARVALHO, José Murilo. A vida política. In: CARVALHO, José Murilo. (Org.). A Construção Nacional 1830-1889. SP: Objetiva, 2012. p.84. Adaptado

Nas primeiras décadas do Império e, especificamente, no período das Regências (1831-1840), a unidade territorial brasileira foi ameaçada pelas diversas rebeliões ocorridas em diferentes regiões do país.

Sobre as “revoltas regenciais”, é correto afirmar que:

  1. A revolta regencial conhecida como Farroupilha questionava a centralização política do poder no Rio de Janeiro e, com isso, propunha que a capital do Império fosse transferida para o Rio Grande do Sul.
  2. As revoltas regenciais: Cabanagem, Sabinada, Balaiada e Farroupilha não podem ser consideradas lutas contra o poder político instituído no Império, mas, sim, como manifestações populares com demandas especificamente locais.
  3. Com a abdicação de D. Pedro I, sem um sucessor dinástico, o poder político do Brasil Imperial passou a ser exercido por uma regência, a qual conseguiu manter a estabilidade política do regime até o “golpe da maioridade” de D. Pedro II.
  4. As revoltas ocorridas no Pará (Cabanagem), em Salvador (Sabinada), no Maranhão (Balaiada) e no Rio Grande do Sul (Farroupilha), apresentavam programas de luta bastante variados, mas tinham em comum o descontentamento com centralização do poder político na província do Rio de Janeiro.

03. (Mackenzie) “A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo o quarteirão. Os pés de chumbo (portugueses) deixam que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem garrafas inteiras e aos pedaços sobre os invasores. O sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos, gemidos, uivos, guinchos.

É inverossímil.

E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os corpos a cair ensanguentados sobre os cacos navalhantes das garrafas. ”

(Correia, V.,1933, p.42)

O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre portugueses e brasileiros, em 13/03/1831, no Rio de Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa manifestação assemelhava-se às lutas liberais travadas na Europa, após as decisões tomadas pelo Congresso de Viena.

A respeito dessa insatisfação popular, presente tanto na Europa, após 1815, quanto nos conflitos nacionais, durante o I Reinado, é correto afirmar que

  1. D. Pedro II adota a mesma política praticada por monarcas europeus; quando, ao outorgar uma carta constitucional, contrariou os interesses, tanto da classe oligárquica, fiel ao trono, quanto das classes populares, as quais permaneceram sem direito ao voto.
  2. o governo brasileiro também se utilizou de empréstimos junto à Inglaterra, aumentando a dívida externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de sanar o déficit orçamentário e suprir os gastos militares em campanhas contra os levantes populares.
  3. D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade, iniciou uma série de visitas às províncias revoltosas do país, adotando a mesma estratégia diplomática que alguns regentes europeus, nessa época, praticaram, sem contudo, lograrem nenhum sucesso político.
  4. as guerras travadas contra o exército napoleônico, na Europa, e o envolvimento do Brasil, na Guerra da Cisplatina, provocaram, em ambos os casos, a enorme insatisfação popular e revolta, diante do elevado número de combatentes mortos.
  5. a retomada de políticas absolutistas, como o estabelecimento do Poder Moderador, no Brasil, dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura repressão contra as ideias liberais, deflagradas pela Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme insatisfação popular.

04. (UEFS) Eleições, no Império, eram um acontecimento muito especial Nesses dias sempre solenes, marcados por muita liturgia cívica, o mais modesto cidadão vestia sua melhor roupa, ou a menos surrada, e exibia até sapatos, peças do vestuário tão valorizadas entre aqueles que pouco tinham. Em contraste com essa maioria de gente nada refinada no trajar, destacava-se uma minoria sempre vestida com pompa e circunstância. Vestimentas de gala de autoridades civis, militares e eclesiásticas, roupas importadas — tudo do bom e do melhor compunha a indumentária de quem era mais que um cidadão qualquer e queria exibir em público essa sua privilegiada condição.

Esse desfile de contrastes mostrava o que as eleições representavam: um momento de afirmação de hierarquias e distinções sociais. A estratificação ficava ainda mais visível nos direitos dos cidadãos brasileiros definidos na Constituição.

(CAVANI, 2007, p. 56-57).

As diferentes hierarquias sociais referidas no texto se reproduziam no sistema eleitoral do Brasil Monárquico,

  1. mediante a liberdade dada a toda a população de se eleger para cargos do Poder Executivo, a exemplo dos Presidentes das Províncias.
  2. pela oportunidade aberta aos votantes, independentemente da condição social, de que se elegeram para os diversos cargos do Legislativo Imperial.
  3. no sistema de eleição direta, no qual escravos, mulheres e idosos tinham iguais oportunidades de participação.
  4. através do voto censitário, que distinguia, pela renda e pela origem, os eleitores de primeiro grau (votantes) e os eleitores de segundo grau (eleitores).
  5. no pleito aberto, restrito às populações urbanas cuja renda podia ser comprovada anualmente.

05. (UENP) Leia o texto a seguir.

A batalha da abolição, como perceberam alguns abolicionistas, era uma batalha nacional. Esta batalha continua hoje e é tarefa da nação. A luta dos negros, as vítimas mais diretas da escravidão, pela plenitude da cidadania, deve ser vista como parte desta luta maior. Hoje, como no século XIX, não há possibilidade de fugir para fora do sistema. Não há quilombo possível, nem mesmo cultural. A luta é de todos e é dentro do monstro.

(CARVALHO, J. M. A abolição aboliu o quê? Folha de São Paulo. 13 maio 1988.)

Sobre a abolição da escravidão no Brasil e suas consequências, assinale a alternativa correta.

  1. A abolição da escravidão no Brasil é fruto de uma luta de diversos movimentos abolicionistas, compostos por muitos negros libertos e mestiços, e de um amplo movimento de desobediência civil, com fugas em massa, especialmente das fazendas da região Sudeste.
  2. A abolição da escravidão no País se deu de forma pacífica, pois, desde o princípio, a escravidão na América Portuguesa desenvolveu-se de maneira mais branda, quando comparada com outros territórios coloniais americanos. As relações mais amenas e, portanto, menos violentas, entre senhores e escravos foram proporcionadas pela índole cristã dos proprietários luso-brasileiros.
  3. Com exceção do Quilombo dos Palmares, não houve movimentos de resistência à escravidão no período colonial português, pois o escravo africano havia sido preferido aos nativos, justamente por sua índole mais dócil e adaptação ao trabalho servil.
  4. Depois da abolição, foram oferecidas oportunidades para a população negra integrar-se ao novo mercado de trabalho industrial que surgia nas cidades. A luta dos afrodescendentes por seus direitos foi incentivada e suas agremiações foram consideradas legais durante todo o século XX.
  5. Nesta segunda década do século XXI, as heranças decorrentes da escravidão já foram superadas pela sociedade brasileira.

06. (UFU) Saído do regime servil sem condições para se adaptar rapidamente ao novo sistema de trabalho, à economia urbano-comercial e à modernização, o “homem de cor” viu-se duplamente espoliado. Primeiro, porque o ex-agente de trabalho escravo não recebeu nenhuma indenização, garantia ou assistência; segundo, porque se viu repentinamente em competição com o branco em ocupações que eram degradadas e repelidas anteriormente, sem ter meios para enfrentar e repelir essa forma mais sutil de despojamento social. Só com o tempo é que iria aparelhar-se para isso, mas de modo tão imperfeito que ainda hoje se sente impotente para disputar “o trabalho livre na Pátria livre”

FERNANDES, Florestan. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difel, 1971, p.47.

Os primeiros anos pós-Abolição, no Brasil, foram marcados por ameaças de convulsão social e de reorganização do sistema produtivo. Nesse cenário, a força de trabalho estava marcada

  1. pelos fortes fluxos migratórios de ex-escravos para a região Nordeste, onde a permanência da lavoura açucareira constituía um importante polo de trabalho assalariado.
  2. pela aceleração do emprego nas atividades industriais, cuja preponderância do setor de bens de produção propiciou um forte crescimento da economia nas primeiras décadas do século XX.
  3. por um processo de transformações, nas quais os imigrantes passavam a ocupar um papel de relevo, especialmente por causa da marginalização de expressivas parcelas de libertos.
  4. pelo crescimento do trabalho livre em setores de subsistência, especialmente após a forte crise do setor cafeeiro provocada pela Abolição.

07. (UECE) Em 1850, ano de extinção oficial do tráfico de escravos no Brasil, foi votada a Lei de Terras. Esta lei, em linhas gerais, determinou que

I. todo proprietário registrasse suas terras, ficando proibida a doação de propriedades ou qualquer outra forma de aquisição de bens fundiários, a não ser por meio da compra.

II. se mantivesse o alto custo do registro imobiliário, impedindo que os posseiros mais pobres obtivessem a propriedade do solo onde plantavam.

III. ficasse assegurado o direito dos imigrantes ― cujo trabalho, em muitos casos, substituiria o trabalho dos escravos ― de se tornarem proprietários das terras onde laboravam.

IV. fossem possíveis a aquisição e a posse de terras públicas, a baixo custo, pelos grandes proprietários, seus herdeiros e descendentes.

Estão corretas as complementações contidas em

  1. I, II, III e IV.
  2. I e II apenas.
  3. II, III e IV apenas.
  4. I, III e IV apenas.

08. (UERJ) Sobretudo compreendam os críticos a missão dos poetas, escritores e artistas, neste período especial e ambíguo da formação de uma nacionalidade. São estes os operários incumbidos de polir o talhe e as feições da individualidade que se vai esboçando no viver do povo. O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba pode falar com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?

José de Alencar, prefácio a Sonhos d’ouro, 1872. Adaptado de ebooksbrasil.org.

De acordo com José de Alencar, a caracterização da identidade nacional brasileira, no século XIX, estava vinculada ao processo de:

  1. promoção da cultura letrada
  2. integração do mundo lusófono
  3. valorização da miscigenação étnica
  4. particularização da língua portuguesa

09. (UESB) A estrutura da posse e uso da terra no Brasil, no período entre 1945 a 1964, era marcada por uma forte concentração fundiária, herdeira de mais de 300 anos de escravismo colonial e que, malgrado o desenvolvimento industrial, tendeu, e ainda tende, a um contínuo processo de concentração, com a ampliação das grandes propriedades e a expulsão do trabalhador rural.

(LINHARES ET AL, 1996, p. 311).

De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre a forte concentração fundiária referida no texto, é correto afirmar que uma de suas razões se encontra

  1. no grande volume do tráfico negreiro, que atendia às necessidades da agricultura de subsistência, e à expansão da pecuária na Região Oeste do Brasil colonial.
  2. na expansão da lavoura do cacau nas capitanias do norte do Brasil, competindo com a produção do cacau africano.
  3. na Lei de Terras de 1850, que restringia o livre acesso do pequeno agricultor às terras devolutas, a não ser por compra.
  4. na campanha promovida pelas Ligas Camponesas em todo o Brasil, que preconizava a ocupação das terras não utilizadas por seus proprietários.
  5. na proteção dada pelos governos da República Velha aos territórios ocupados por povos indígenas e pelas comunidades quilombolas contra o avanço de grileiros e posseiros.

10. (UEL) O Positivismo desenvolveu-se no Brasil durante o II Império e foi defendido por políticos ilustres como Benjamin Constant, Júlio de Castilho, Teixeira Mendes, marcando fortemente os ideais republicanos que culminaram com a Proclamação da República, em 1889.

Com base nos conhecimentos sobre as influências positivistas no processo de transição do regime imperial para o republicano, considere as afirmativas a seguir.

I. Como expressão mais forte dessas mudanças, o pavilhão imperial adotou o lema positivista.

II. A ideia de uma democracia representativa levou à adoção do sistema do voto universal, o que permitia a acomodação das classes sociais.

III. A presença do ideário positivista destacou-se no setor militar, sobretudo entre os oficiais de alta patente.

IV. A formação de um governo de cunho autoritário caracterizou-se pela imposição da ordem através da força militar, na chamada República de Espadas.

Assinale a alternativa correta.

  1. Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

11. (UFVJM) Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos e libertos ocupou as ruas de Salvador, Bahia, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Os organizadores do levante eram [...] africanos muçulmanos.

Embora durasse pouco tempo, apenas algumas horas, foi o levante de escravos urbanos mais sério ocorrido nas Américas e teve efeitos duradouros para o conjunto do Brasil escravista. Centenas de insurgentes participaram, cerca de setenta morreram e mais de quinhentos, numa estimativa conservadora, foram depois punidos com pena de morte, prisão, açoites e deportação.

Fonte: Rebelião escrava no Brasil.[...] REIS, João José. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.9.

O fragmento apresentado refere-se a um dos diversos momentos de resistência escravas no Brasil.

De acordo com as informações apresentadas, trata-se

  1. da Revolta dos Malês.
  2. da Revolta de Carrancas.
  3. do Quilombo Maria Conga.
  4. do Quilombo dos Palmares.

12. (UENP) Leia o excerto a seguir.

O francês Auguste de Saint-Hilaire foi um entre muitos viajantes europeus que percorreram o território brasileiro no século XIX: “Entre todas as partes desse império que percorri até agora, não há nenhuma outra onde uma colônia de agricultores europeus tenha possibilidade de se estabelecer com mais sucesso do que ali. Eles encontrarão um clima temperado, um ar puro, as frutas do seu país e um solo no qual poderão desenvolver qualquer tipo de cultura a que estejam acostumados, sem grande dispêndio de energia. Assim como os habitantes do lugar, eles poderão criar gado; recolherão o seu estrume para fertilizar as terras, e com o leite, tão cremoso quanto o das regiões montanhosas da França, poderão fazer manteiga e queijo, que encontrarão fácil mercado nas partes mais setentrionais do Brasil. Pelo seu número, eles teriam intimidado os indígenas e posto a região a salvo de suas devastações”.

(Adaptado de: SAINT-HILAIRE, A. Viagem a Curitiba e Província de Santa Catarina. Trad. Regina Reis Junqueira. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1978. p.27.) 9 / 21

O excerto, apesar de escrito em 1820, expressa de maneira significativa uma característica do processo de imigração europeia no Paraná que ocorreria nas décadas posteriores.

Que característica é essa?

  1. A presença de colonos europeus inauguraria a criação de gado com o objetivo de atender outras regiões do País.
  2. A presença de colonos europeus levaria o progresso à região, o que se demonstra pela grande quantidade de escravos africanos comprados.
  3. A presença de colonos europeus seria a garantia de conversão das populações indígenas ao cristianismo, uma vez que os jesuítas falharam nessa ação.
  4. A chegada de colonos europeus integraria um projeto do governo imperial de civilizar o território brasileiro, e isso significava expulsar as populações indígenas do território ou obrigá-las a viver segundo os costumes europeus.
  5. A região dos Campos Gerais se tornaria importante pela produção cafeicultora, e o porto de Paranaguá seria o segundo do país em volume exportador de café, ficando atrás apenas do porto de Santos.

13. (ACAFE) A fase histórica do Brasil conhecida como Período Regencial foi de 1831 com a abdicação de D. Pedro I até o final de 1840, quando Pedro de Alcântara assumiu o trono do Império do Brasil.

Acerca do período regencial é correto afirmar, exceto:

  1. Criação da Guarda Nacional que, entres outras funções, servia para reprimir conflitos e rebeliões regionais. Os grandes proprietários rurais receberam o título de “Coronel”.
  2. A Guerra da Cisplatina e a Confederação do Equador foram movimentos que aconteceram no período regencial e serviram de pretexto para antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II), e levá-lo ao trono do Império.
  3. Politicamente, os Liberais Moderados eram formados por proprietários rurais e comerciantes brasileiros das províncias. Defendiam a manutenção da escravidão.
  4. Em 1835, escravos de origem islâmica realizaram a Revolta dos Malês, em Salvador, na Bahia. A revolta foi sufocada por forças imperiais e muitos revoltosos foram presos e degredados.

14. (UFPA) Mesmo antes da ruptura da colônia brasileira com a metrópole portuguesa em 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva já admitia que seria muito difícil

[...] a liga de tanto metal heterogêneo, como brancos, mulatos pretos livres e escravos, índios, etc., em um corpo sólido e político.

(SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e escravidão no pensamento de José Bonifácio: 1783-1823. Campinas, SP: Ed. da Unicamp,1999. p. 178.).

Na presente fala do “Patriarca da Independência” em relação à sociedade brasileira, é importante observar que existe uma preocupação de ordem social na construção da Nação brasileira. Bonifácio considerava que a

  1. heterogeneidade dos habitantes do Brasil, marcada pela presença de negros e índios, revelava-se um problema para a construção de um projeto nacional com a edificação de um Império do Brasil mais civilizado.
  2. presença de gente de tantas cores e condições poderia atrapalhar a convivência harmoniosa entre os habitantes da futura Nação, sobretudo porque os índios eram muito belicosos e os negros não se adaptariam à liberdade.
  3. presença de negros na sociedade brasileira decorrente do escravismo colonial atrapalhava a construção da Nação por não servir à sustentabilidade da economia agro-exportadora e monocultora do café.
  4. mistura de raças não era recomendável para uma colônia que queria se tornar uma monarquia constitucional reconhecida por todos os países europeus, principalmente pelos anglo-saxões, que eram abolicionistas.
  5. grande dificuldade seria colocar em prática o processo de catequização dos índios e de civilização aos negros africanos, sobretudo porque esses grupos eram considerados pelos homens brancos como incapazes de sair da barbárie.

15. (UFRGS) No bloco superior abaixo, são citadas cinco rebeliões ocorridas no Brasil durante o período regencial; no inferior, as razões de ocorrências dessas rebeliões.

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.

1 - Abrilada

2 - Cabanagem

3 - Levante Malê

4 - Sabinada

5 - Balaiada

( ) Movimento popular ocorrido na Bahia em 1835, com o objetivo de tomar o poder em Salvador e de estendê-lo para a região do Recôncavo.

( ) Movimento popular ocorrido no Pará que levou ao desligamento do Império e à proclamação da República.

( ) Movimento surgido da disputa entre conservadores e liberais no Maranhão, com a participação também de índios, negros e mestiços.

A sequência correta de prenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

  1. 1 – 3 – 5.
  2. 2 – 4 – 3.
  3. 3 – 4 – 1.
  4. 5 – 3 – 4.
  5. 3 – 2 – 5.

16. (ACAFE) A fase histórica do Brasil conhecida como Período Regencial foi de 1831 com a abdicação de D. Pedro I até o final de 1840, quando Pedro de Alcântara assumiu o trono do Império do Brasil.

Acerca do período regencial é correto afirmar, exceto:

  1. Politicamente, os Liberais Moderados eram formados por proprietários rurais e comerciantes brasileiros das províncias. Defendiam a manutenção da escravidão.
  2. Criação da Guarda Nacional que, entres outras funções, servia para reprimir conflitos e rebeliões regionais. Os grandes proprietários rurais receberam o título de “Coronel”.
  3. A Guerra da Cisplatina e a Confederação do Equador foram movimentos que aconteceram no período regencial e serviram de pretexto para antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II), e levá-lo ao trono do Império
  4. Em 1835, escravos de origem islâmica realizaram a Revolta dos Malês, em Salvador, na Bahia. A revolta foi sufocada por forças imperiais e muitos revoltosos foram presos e degredados.

17. (UERJ) A um grito de “Fora o vintém!”, os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de São Francisco, postando-se parte da tropa em frente à Escola Politécnica, atual prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. A multidão dispersou-se e, salvo pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o ministério caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado tributo.

Adaptado de CARVALHO, José Murilo de. A Guerra do Vintém. Revista de História, setembro/2007.

Ocorrida entre o final de 1879 e o início de 1880, a Revolta do Vintém representou a manifestação de segmentos populares descontentes com a decisão do governo de aumentar os preços das passagens dos bondes puxados a burro, que trafegavam na então capital do Império.

Um dos principais efeitos dessa revolta naquele momento foi:

  1. politização dos oficiais militares
  2. privatização dos serviços públicos
  3. modernização dos meios de transporte
  4. enfraquecimento das instituições monárquicas

18. (UFSC) Sobre o Primeiro Reinado brasileiro (1822-1831), é CORRETO afirmar que:

01. o rápido crescimento econômico do país após a independência, baseado na consolidação do café como principal produto nacional de exportação, garantiu a estabilidade política que caracterizou o reinado de D. Pedro I.

02. ao estabelecer o sufrágio censitário, a primeira Constituição brasileira, promulgada em 1824, sustentava a tese liberal de que “todos os homens nascem livres e iguais”.

04. a Confederação do Equador, que eclodiu no Nordeste em 1824, foi um movimento revolucionário de tendência liberal, separatista e republicana.

08. a oposição interna contra D. Pedro I reduziu-se com a conquista da província Cisplatina, ocorrida após a guerra travada entre 1825 e 1828 que resultou na separação da República da Banda Oriental do Uruguai.

16. após a ruptura definitiva com Portugal em setembro de 1822, grupos políticos alinhados com a Corte portuguesa resistiram ao comando de D. Pedro I em algumas províncias do império.

  1. 04
  2. 28
  3. 20
  4. 07
  5. 12

19. (UEFS) Constituíram uma verdadeira oligarquia fazendo parte do Conselho de Estado, Senado, Câmara dos Deputados, exercendo funções de presidentes de Província e de ministros de Estado. Cônscios da distância que os separa da grande maioria da população, empenhavam-se em manter a ordem e em limitar as tendências democratizantes. Estavam também, na sua maioria, interessados na permanência da estrutura tradicional de produção baseada na grande propriedade, na escravidão, na exportação de produtos tropicais.

(VIOTTI, 1979, p. 50).

A análise do texto permite concluir que, na construção do Estado Monárquico Brasileiro,

  1. os altos funcionários provinciais eram os preferidos na escolha para o Senado vitalício.
  2. o controle do poder político estava concentrado em famílias ligadas à grande propriedade e à economia agrícola para a exportação.
  3. a formação jurídica era obrigatória para os que aspiravam seguir a carreira política.
  4. o acesso ao poder político era facilitado a todos, independentemente de seu poder econômico.
  5. os comerciantes, por serem, em grande parte, portugueses, eram afastados da vida política nacional.

20. (CESGRANRIO) 1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medidas que tentavam mudar a fisionomia do país, encaminhando-o para o que então se chamava modernidade. Sugiram bancos, indústrias, empresas de navegação a vapor, etc. Esboçavam-se, nas áreas mais dinâmicas do país, mudanças no sentido de uma modernização capitalista. Uma das figuras que mais se projetaram nessa época foi Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá.

FAUSTO, B. História do Brasil. 12ª ed., 1ª reimpr. São Paulo: Edusp, 2006. p. 197. Adaptado.

Um fator que tornou possível o surto industrial descrito no texto foi a

  1. queda dos preços das terras agricultáveis
  2. libertação dos escravos e sua conversão em consumidores
  3. liberação de capitais antes aplicados na importação de escravos
  4. demanda por equipamento bélico para utilizar na Guerra do Paraguai
  5. derrubada das barreiras alfandegárias

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