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Brasil Império I

Simulado com 20 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Brasil Império I com questões de Vestibulares.


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01. (CESGRANRIO) O artigo a seguir é uma tentativa do brasilianista Kenneth Maxwell de reinterpretar aspectos do movimento de independência do Brasil (1822).

Raramente, por exemplo, consideramos um movimento de independência como uma “coisa ruim”, como uma regressão, um triunfo do “despotismo” sobre a “liberdade”, da “escravidão” sobre a “liberdade”, de um regime “imposto” sobre um regime “representativo”, da oligarquia sobre a democracia, da reação sobre o liberalismo. Apesar disso, no caso da independência do Brasil, todas essas acusações podem ser imputadas ao novo regime, assim como de fato foram feitas na época.

MAXWELL, K. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. MOTA, C. G. (org.) In: Viagem Incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Ed. SENAC, 2000. p. 181.

Um aspecto do processo de independência brasileiro que confirma as proposições do autor é a(o)

  1. inexistência de um legislativo permanente
  2. concentração de poderes na figura do imperador
  3. fixação de uma aristocracia de nascimento no Brasil
  4. despotismo da revolução do Porto de 1820
  5. descontentamento popular com a emancipação

02. (UESB) A estrutura da posse e uso da terra no Brasil, no período entre 1945 a 1964, era marcada por uma forte concentração fundiária, herdeira de mais de 300 anos de escravismo colonial e que, malgrado o desenvolvimento industrial, tendeu, e ainda tende, a um contínuo processo de concentração, com a ampliação das grandes propriedades e a expulsão do trabalhador rural.

(LINHARES ET AL, 1996, p. 311).

De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre a forte concentração fundiária referida no texto, é correto afirmar que uma de suas razões se encontra

  1. no grande volume do tráfico negreiro, que atendia às necessidades da agricultura de subsistência, e à expansão da pecuária na Região Oeste do Brasil colonial.
  2. na expansão da lavoura do cacau nas capitanias do norte do Brasil, competindo com a produção do cacau africano.
  3. na Lei de Terras de 1850, que restringia o livre acesso do pequeno agricultor às terras devolutas, a não ser por compra.
  4. na campanha promovida pelas Ligas Camponesas em todo o Brasil, que preconizava a ocupação das terras não utilizadas por seus proprietários.
  5. na proteção dada pelos governos da República Velha aos territórios ocupados por povos indígenas e pelas comunidades quilombolas contra o avanço de grileiros e posseiros.

03. (UECE) Considerando a economia cearense do século XIX, no que diz respeito à produção industrial, atente para o seguinte excerto e assinale a opção que o completa corretamente:

“Durante o século XIX, com o avanço da indústria têxtil na Europa, aumentou consideravelmente a demanda pelo produto. A partir de meados do século XIX, a queda na produção de outros fornecedores e a Guerra da Secessão (1861-64) nos Estados Unidos, poderoso concorrente, contribuíram para expandir significativamente a indústria _________________”

COSTA, Maria Clélia Lustosa. Fortaleza, capital do Ceará: transformações no espaço urbano ao longo do século XIX. Revista do Instituto do Ceará - 2014, p.94.

  1. algodoeira, que dinamizou o comércio da capital, Fortaleza, tornando-a hegemônica na província.
  2. de couro, baseada na produção de gado vacum, cuja exportação garantiu a Aracati a hegemonia econômica da província.
  3. siderúrgica, sobretudo após a inauguração do Porto do Mucuripe, que deu vazão à grande exploração do minério de ferro proveniente do Cariri.
  4. açucareira, que foi fundamental para o desenvolvimento de Fortaleza e das demais cidades de sua região metropolitana.

04. (UFVJM) Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos e libertos ocupou as ruas de Salvador, Bahia, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Os organizadores do levante eram [...] africanos muçulmanos.

Embora durasse pouco tempo, apenas algumas horas, foi o levante de escravos urbanos mais sério ocorrido nas Américas e teve efeitos duradouros para o conjunto do Brasil escravista. Centenas de insurgentes participaram, cerca de setenta morreram e mais de quinhentos, numa estimativa conservadora, foram depois punidos com pena de morte, prisão, açoites e deportação.

Fonte: Rebelião escrava no Brasil.[...] REIS, João José. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p.9.

O fragmento apresentado refere-se a um dos diversos momentos de resistência escravas no Brasil.

De acordo com as informações apresentadas, trata-se

  1. da Revolta dos Malês.
  2. da Revolta de Carrancas.
  3. do Quilombo Maria Conga.
  4. do Quilombo dos Palmares.

05. (UFPR) Entre 1833 e 1839, houve revoltas de escravos em diferentes províncias do Império do Brasil. Embora fossem derrotadas e seus líderes sofressem pena capital por enforcamento, tais revoltas provocaram bastante medo nas camadas sociais dirigentes do Império, uma vez que, pelo menos em uma delas, senhores escravocratas e suas famílias foram mortas. O medo era de que eclodissem revoltas de escravos em todo o Brasil. Essas revoltas ficaram conhecidas sob os nome de Revolta de Carrancas (1833), Revolta dos Malês (1835) e Revolta de Manoel Congo.

Assinale a alternativa CORRETA quantos as respectivas províncias brasileiras onde essas revoltas aconteceram:

  1. Pernambuco, Santa Catarina e Pará.
  2. Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.
  3. Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.
  4. São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso.
  5. Maranhão, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

06. (UESB) Com uma população bastante matizada, composta de brancos, mulatos das mais diversas nuances de tons de pele e de negros recémchegados da África, Salvador era uma ativa praça comercial, que se movimentava intensamente através do trabalho exercido pelos negros. Na sua labuta cotidiana, no vaivém pelas ruas e ladeiras estreitas da área urbana, seja na carga e descarga de embarcações, seja no transporte de pessoas e mercadorias, estabelecidos em certos pontos, esperando fregueses para comprar comidas ou artigos diversos, exercendo diferentes ofícios artesanais, ou desempenhando as várias funções inerentes ao serviço doméstico, o negro, livre ou escravo, esteve participando diretamente da execução das diversas atividades econômicas da cidade.

(ANDRADE, 1988, p. 127-128).

A análise do texto e os conhecimentos sobre as formas de trabalho do africano escravizado e seus descendentes, no Brasil Monárquico, permitem identificar o trabalho

  1. urbano, realizado nos moldes da escravidão tradicional, e o trabalho dos escravos de ganho, que desenvolviam diversas profissões, entregando grande parte de sua renda ao seu senhor.
  2. assalariado, desenvolvido pelos negros forros, aceitos como empregados em casas comerciais e estabelecimentos industriais.
  3. escravo no eito, voltado especificamente para a pecuária, a pesca e o extrativismo de madeiras e drogas do sertão.
  4. escravo nas lavouras dos quilombos, cujo produto era vendido nos mercados próximos em benefício dos líderes das comunidades quilombolas.
  5. d-oméstico, desenvolvido por crianças que, separadas dos seus pais, eram responsáveis pelas tarefas cotidianas da casa.

07. (ACAFE) A fase histórica do Brasil conhecida como Período Regencial foi de 1831 com a abdicação de D. Pedro I até o final de 1840, quando Pedro de Alcântara assumiu o trono do Império do Brasil.

Acerca do período regencial é correto afirmar, exceto:

  1. Criação da Guarda Nacional que, entres outras funções, servia para reprimir conflitos e rebeliões regionais. Os grandes proprietários rurais receberam o título de “Coronel”.
  2. A Guerra da Cisplatina e a Confederação do Equador foram movimentos que aconteceram no período regencial e serviram de pretexto para antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara (D. Pedro II), e levá-lo ao trono do Império.
  3. Politicamente, os Liberais Moderados eram formados por proprietários rurais e comerciantes brasileiros das províncias. Defendiam a manutenção da escravidão.
  4. Em 1835, escravos de origem islâmica realizaram a Revolta dos Malês, em Salvador, na Bahia. A revolta foi sufocada por forças imperiais e muitos revoltosos foram presos e degredados.

08. (ACAFE) Passaram-se 130 anos do fim da escravidão no Brasil. Mesmo libertos em maio de 1888, os ex-escravos não obtiveram garantias sociais mínimas. A população negra foi marginalizada e começou um longo período pela sua inclusão na sociedade brasileira.

Acerca das questões envolvendo a população negra no Império e no período republicano, todas as alternativas estão corretas, exceto a:

  1. A Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários emancipava os escravos maiores de 60 anos. Posteriormente, muitos escravos ainda não libertos organizavam fugas das fazendas.
  2. Em 1910 aconteceu no Rio de Janeiro a Revolta da Chibata. Marinheiros predominantemente negros exigiam melhores soldos e principalmente o fim dos castigos corporais, as chibatadas.
  3. Um dos primeiros impactos no sistema escravista foi à supressão do tráfico de escravos para o Brasil em 1850, com a Lei Eusébio de Queiroz.
  4. Com a chegada dos imigrantes italianos para o trabalho nas lavouras de café, os escravos aprenderam técnicas de cultivo europeias e passaram a ter autonomia nas fazendas, obtendo na prática sua liberdade, e tornando-se assalariados.

09. (UFRGS) No bloco superior abaixo, são citadas cinco rebeliões ocorridas no Brasil durante o período regencial; no inferior, as razões de ocorrências dessas rebeliões.

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.

1 - Abrilada

2 - Cabanagem

3 - Levante Malê

4 - Sabinada

5 - Balaiada

( ) Movimento popular ocorrido na Bahia em 1835, com o objetivo de tomar o poder em Salvador e de estendê-lo para a região do Recôncavo.

( ) Movimento popular ocorrido no Pará que levou ao desligamento do Império e à proclamação da República.

( ) Movimento surgido da disputa entre conservadores e liberais no Maranhão, com a participação também de índios, negros e mestiços.

A sequência correta de prenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

  1. 1 – 3 – 5.
  2. 2 – 4 – 3.
  3. 3 – 4 – 1.
  4. 5 – 3 – 4.
  5. 3 – 2 – 5.

10. (UFAM PSC) Em 18 de agosto de 1831, a Regência Trina Permanente sancionou a lei proposta pelo Ministro da Justiça, padre Diogo Antônio Feijó, que criava um novo tipo de instituição armada no Império do Brasil. Essa nova instituição armada deveria atuar exclusivamente em âmbito municipal, sem ser força policial nem força de guerra. A mesma tinha sua hierarquia com patentes militares, sendo a principal delas a de Tenente-Coronel, posto ocupado, geralmente, por grandes proprietários. Na verdade, sua principal finalidade era a repressão em ocasiões de levantes populares, que poderiam se transformar em grandes rebeliões contra a ordem estabelecida.

Quanto a essa instituição armada, assinale a alternativa CORRETA quanto ao nome que ela recebeu:

  1. Ordenança Nacional
  2. Brigada Nacional
  3. Guarda Nacional
  4. Milícia Nacional
  5. Força Nacional

11. (UERJ) A um grito de “Fora o vintém!”, os manifestantes começaram a espancar condutores, esfaquear mulas, virar bondes e arrancar trilhos ao longo da rua Uruguaiana. Dois pelotões do Exército ocuparam o Largo de São Francisco, postando-se parte da tropa em frente à Escola Politécnica, atual prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. A multidão dispersou-se e, salvo pequenos distúrbios nos três dias seguintes, estava findo o motim do vintém. A cobrança da taxa passou a ser quase aleatória. As próprias companhias de bondes pediam ao governo que a revogasse. Desmoralizado, o ministério caiu a 28 de março. O novo ministério revogou o desastrado tributo.

Adaptado de CARVALHO, José Murilo de. A Guerra do Vintém. Revista de História, setembro/2007.

Ocorrida entre o final de 1879 e o início de 1880, a Revolta do Vintém representou a manifestação de segmentos populares descontentes com a decisão do governo de aumentar os preços das passagens dos bondes puxados a burro, que trafegavam na então capital do Império.

Um dos principais efeitos dessa revolta naquele momento foi:

  1. politização dos oficiais militares
  2. privatização dos serviços públicos
  3. modernização dos meios de transporte
  4. enfraquecimento das instituições monárquicas

12. (ACAFE) D. Pedro II foi o governante brasileiro que mais tempo permaneceu no poder, sendo forçado a exilar-se em 1889, por ocasião da proclamação da república.

Acerca do seu governo, todas as alternativas estão corretas, exceto a:

  1. Assinou a Lei de Terras de 1850, sendo esta uma das primeiras tentativas de se regulamentar a propriedade privada no Brasil.
  2. Em seu governo, a Guerra da Cisplatina contribuiu para o desgaste de sua imagem e teve como desfecho a independência política do Uruguai.
  3. Visando proteger o mercado interno foi declarada a Tarifa Alves Branco, que elevava o tributo sobre produtos importados.
  4. Em seu governo, D. Pedro II chegou a romper relações diplomáticas com a Inglaterra; foi a Questão Christie.

13. (UEFS) Constituíram uma verdadeira oligarquia fazendo parte do Conselho de Estado, Senado, Câmara dos Deputados, exercendo funções de presidentes de Província e de ministros de Estado. Cônscios da distância que os separa da grande maioria da população, empenhavam-se em manter a ordem e em limitar as tendências democratizantes. Estavam também, na sua maioria, interessados na permanência da estrutura tradicional de produção baseada na grande propriedade, na escravidão, na exportação de produtos tropicais.

(VIOTTI, 1979, p. 50).

A análise do texto permite concluir que, na construção do Estado Monárquico Brasileiro,

  1. os altos funcionários provinciais eram os preferidos na escolha para o Senado vitalício.
  2. o controle do poder político estava concentrado em famílias ligadas à grande propriedade e à economia agrícola para a exportação.
  3. a formação jurídica era obrigatória para os que aspiravam seguir a carreira política.
  4. o acesso ao poder político era facilitado a todos, independentemente de seu poder econômico.
  5. os comerciantes, por serem, em grande parte, portugueses, eram afastados da vida política nacional.

14. (ACAFE) O Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte em 1806 tinha por objetivo isolar a Inglaterra dos países europeus e estipulava que os países da Europa e aliados da França não poderiam comercializar com os ingleses. Este evento europeu trouxe consequências para o Brasil, pois ocasionou um evento com profundas transformações políticas e sociais.

Assim, assinale a alternativa correta acerca do evento que gerou essas transformações.

  1. A invasão do território português pelos espanhóis e a anulação do Tratado de Tordesilhas.
  2. A transferência da capital, da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
  3. A vinda da Família real portuguesa para o Brasil e o consequente decreto da Abertura dos Portos.
  4. A Revolução do Porto, em 1820, contribuindo com a intensificação do comércio entre franceses e comerciantes luso-brasileiros.

15. (UFVJM) Leia este texto.

“O período compreendido entre 1831 e 1889 consolidou a independência do Brasil. Mas antes que isto ocorresse houve uma fase turbulenta – 1831/1850, em que a unidade do país estivera ameaçada. Por isso mesmo, esse contexto pode ser entendido como um período de “construção da ordem”.

Fonte: CARVALHO, José Murilo. A vida política. In: CARVALHO, José Murilo. (Org.). A Construção Nacional 1830-1889. SP: Objetiva, 2012. p.84. Adaptado

Nas primeiras décadas do Império e, especificamente, no período das Regências (1831-1840), a unidade territorial brasileira foi ameaçada pelas diversas rebeliões ocorridas em diferentes regiões do país.

Sobre as “revoltas regenciais”, é correto afirmar que:

  1. A revolta regencial conhecida como Farroupilha questionava a centralização política do poder no Rio de Janeiro e, com isso, propunha que a capital do Império fosse transferida para o Rio Grande do Sul.
  2. As revoltas regenciais: Cabanagem, Sabinada, Balaiada e Farroupilha não podem ser consideradas lutas contra o poder político instituído no Império, mas, sim, como manifestações populares com demandas especificamente locais.
  3. Com a abdicação de D. Pedro I, sem um sucessor dinástico, o poder político do Brasil Imperial passou a ser exercido por uma regência, a qual conseguiu manter a estabilidade política do regime até o “golpe da maioridade” de D. Pedro II.
  4. As revoltas ocorridas no Pará (Cabanagem), em Salvador (Sabinada), no Maranhão (Balaiada) e no Rio Grande do Sul (Farroupilha), apresentavam programas de luta bastante variados, mas tinham em comum o descontentamento com centralização do poder político na província do Rio de Janeiro.

16. (UENP) Leia o texto a seguir.

A batalha da abolição, como perceberam alguns abolicionistas, era uma batalha nacional. Esta batalha continua hoje e é tarefa da nação. A luta dos negros, as vítimas mais diretas da escravidão, pela plenitude da cidadania, deve ser vista como parte desta luta maior. Hoje, como no século XIX, não há possibilidade de fugir para fora do sistema. Não há quilombo possível, nem mesmo cultural. A luta é de todos e é dentro do monstro.

(CARVALHO, J. M. A abolição aboliu o quê? Folha de São Paulo. 13 maio 1988.)

Sobre a abolição da escravidão no Brasil e suas consequências, assinale a alternativa correta.

  1. A abolição da escravidão no Brasil é fruto de uma luta de diversos movimentos abolicionistas, compostos por muitos negros libertos e mestiços, e de um amplo movimento de desobediência civil, com fugas em massa, especialmente das fazendas da região Sudeste.
  2. A abolição da escravidão no País se deu de forma pacífica, pois, desde o princípio, a escravidão na América Portuguesa desenvolveu-se de maneira mais branda, quando comparada com outros territórios coloniais americanos. As relações mais amenas e, portanto, menos violentas, entre senhores e escravos foram proporcionadas pela índole cristã dos proprietários luso-brasileiros.
  3. Com exceção do Quilombo dos Palmares, não houve movimentos de resistência à escravidão no período colonial português, pois o escravo africano havia sido preferido aos nativos, justamente por sua índole mais dócil e adaptação ao trabalho servil.
  4. Depois da abolição, foram oferecidas oportunidades para a população negra integrar-se ao novo mercado de trabalho industrial que surgia nas cidades. A luta dos afrodescendentes por seus direitos foi incentivada e suas agremiações foram consideradas legais durante todo o século XX.
  5. Nesta segunda década do século XXI, as heranças decorrentes da escravidão já foram superadas pela sociedade brasileira.>

17. (UEFS) Eleições, no Império, eram um acontecimento muito especial Nesses dias sempre solenes, marcados por muita liturgia cívica, o mais modesto cidadão vestia sua melhor roupa, ou a menos surrada, e exibia até sapatos, peças do vestuário tão valorizadas entre aqueles que pouco tinham. Em contraste com essa maioria de gente nada refinada no trajar, destacava-se uma minoria sempre vestida com pompa e circunstância. Vestimentas de gala de autoridades civis, militares e eclesiásticas, roupas importadas — tudo do bom e do melhor compunha a indumentária de quem era mais que um cidadão qualquer e queria exibir em público essa sua privilegiada condição.

Esse desfile de contrastes mostrava o que as eleições representavam: um momento de afirmação de hierarquias e distinções sociais. A estratificação ficava ainda mais visível nos direitos dos cidadãos brasileiros definidos na Constituição.

(CAVANI, 2007, p. 56-57).

As diferentes hierarquias sociais referidas no texto se reproduziam no sistema eleitoral do Brasil Monárquico,

  1. mediante a liberdade dada a toda a população de se eleger para cargos do Poder Executivo, a exemplo dos Presidentes das Províncias.
  2. pela oportunidade aberta aos votantes, independentemente da condição social, de que se elegeram para os diversos cargos do Legislativo Imperial.
  3. no sistema de eleição direta, no qual escravos, mulheres e idosos tinham iguais oportunidades de participação.
  4. através do voto censitário, que distinguia, pela renda e pela origem, os eleitores de primeiro grau (votantes) e os eleitores de segundo grau (eleitores).
  5. no pleito aberto, restrito às populações urbanas cuja renda podia ser comprovada anualmente.

18. (UECE) Em 1850, ano de extinção oficial do tráfico de escravos no Brasil, foi votada a Lei de Terras. Esta lei, em linhas gerais, determinou que

I. todo proprietário registrasse suas terras, ficando proibida a doação de propriedades ou qualquer outra forma de aquisição de bens fundiários, a não ser por meio da compra.

II. se mantivesse o alto custo do registro imobiliário, impedindo que os posseiros mais pobres obtivessem a propriedade do solo onde plantavam.

III. ficasse assegurado o direito dos imigrantes ― cujo trabalho, em muitos casos, substituiria o trabalho dos escravos ― de se tornarem proprietários das terras onde laboravam.

IV. fossem possíveis a aquisição e a posse de terras públicas, a baixo custo, pelos grandes proprietários, seus herdeiros e descendentes.

Estão corretas as complementações contidas em

  1. I, II, III e IV.
  2. I e II apenas.
  3. II, III e IV apenas.
  4. I, III e IV apenas.

19. (UDESC) Conhecido durante um período do século XX como “a Suíça americana”, o Uruguai é um dos menores países da América do Sul, e vem ganhando destaque nos noticiários internacionais em função do presidente uruguaio José Mujica. Assinale a alternativa correta em relação à história do Uruguai.

  1. Diferentemente dos seus países vizinhos, que sofreram intervenções e golpes militares no contexto da Guerra Fria, o Uruguai permaneceu uma democracia estável ao longo de todo aquele período.
  2. Os portugueses jamais se estabeleceram nas margens do rio da Prata, pois reconheceram a soberania espanhola na região, em função do Tratado de Tordesilhas.
  3. Após a independência do Uruguai em 1928, o país deixou de ter importância na região, razão pela qual o Império do Brasil deixou de intervir na política interna do Uruguai.
  4. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, D. João VI resolve anexar a região do Uruguai, que passa a se chamar Província Cisplatina, e só conquistou a sua independência após prolongada guerra contra o Império do Brasil.
  5. Após a Guerra da Cisplatina, o Uruguai tornou-se uma província da República Argentina, e só reconquistou a sua independência após a Guerra do Paraguai.

20. (UFPR) Em 1888, a princesa Isabel, filha do imperador do Brasil, Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, decretando a abolição […]. A decisão veio após mais de três séculos de escravidão, que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no caminho.

(Amanda Rossi e Camilla Costa, postado em 13 de maio de 2018 – BBC Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/brasil-44091469. Acesso em 25 de junho de 2019.)

De acordo com o trecho acima, considere as seguintes afirmativas:

1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa Isabel, não pode ser vista como uma concessão da monarquia, sendo resultado de um longo processo de luta e resistência que contou com a presença ativa de escravizados e escravizadas para sua libertação do cativeiro.

2. No período imediato que sucedeu à abolição, os libertos puderam contar com medidas de apoio na forma de distribuição de pequenos lotes de terra, tal como aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra Civil, com a chamada “Reconstrução”.

3. Escravizados e escravizadas receberam apoio de muitos setores da sociedade da época ligados ao movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de escrava e advogado autodidata, um dos personagens mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação de centenas de cativos e cativas.

4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam o profundo receio de que a abolição imediata da escravidão trouxesse desorganização econômica e provocasse o caos social.

Assinale a alternativa correta.

  1. Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
  2. Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
  3. Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
  4. Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
  5. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

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