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Texto Argumentativo

Lista de 10 exercícios de Português com gabarito sobre o tema Texto Argumentativo com questões de Vestibulares.


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01. (UERJ) APÓS 70 ANOS, SIMONE DE BEAUVOIR AINDA MOSTRA CAMINHO DA LIBERDADE FEMININA

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”. A célebre frase que abre o segundo volume de O segundo sexo, de 1949, sintetiza as teses apresentadas por Simone de Beauvoir nas mais de 900 páginas de um estudo fascinante sobre a condição feminina. Beauvoir admite que as diferenças biológicas desempenham algum papel na construção da inferioridade feminina, mas defende que a importância social dada a essas diferenças é muito mais determinante para a opressão. Ser mulher não é nascer com determinado sexo, mas, principalmente, ser classificada de uma forma negativa pela sociedade. É ser educada, desde o nascimento, a ser frágil, passiva, dependente, apagada, delicada, discreta, submissa e invisível.

MIRIAN GOLDENBERG Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 10/03/2019.

As reflexões de Simone de Beauvoir na obra O segundo sexo continuam presentes nos debates atuais referentes ao feminismo e às condições de vida das mulheres, em diversas sociedades.

De acordo com o texto de Mirian Goldenberg, a abordagem realizada por Simone de Beauvoir valoriza princípios do seguinte tipo:

  1. étnico-raciais
  2. político-religiosos
  3. histórico-culturais
  4. econômico-científicos

02. (UFT) Vocês não entendem por que queremos proteger nossa floresta? Perguntem-me, eu responderei! Nossos antepassados foram criados com ela no primeiro tempo. Desde então, os nossos se alimentam de sua caça e de seus frutos. Queremos que nossos filhos lá cresçam rindo. Queremos voltar a ser muitos e continuar a viver como nossos antigos. Não queremos virar brancos! Olhem para mim! Imito a sua fala como um fantasma e me embrulho em roupas para vir lhes falar. Porém, em minha casa falo em minha língua, caço na floresta e trabalho na minha roça. (...) Sou habitante da floresta e não deixarei de sê-lo. Assim é!

Fonte: KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: palavras de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Na citação, o xamã yanomami, Davi Kopenawa, expressa sua visão sobre as atitudes dos brancos perante a floresta Amazônica e os povos indígenas.

Com base na sua argumentação, assinale a alternativa CORRETA.

  1. Os povos indígenas precisam aprender a se vestir e viver a partir dos pressupostos culturais dos brancos.
  2. Os povos indígenas no Brasil devem se comunicar em uma única língua, o português.
  3. Os povos habitantes da floresta têm o direito de viver a partir dos seus pressupostos culturais, sociais, econômicos e territoriais.
  4. Os indígenas não podem fazer roça na Amazônia e devem dividir suas terras, já que existe muita terra para pouco índio

03. (UFPR) Considere o seguinte excerto do texto intitulado Adolescência em Samoa, da antropóloga Margaret Mead:

Nas partes mais remotas do mundo, sob condições históricas muito diferentes daquelas que fizeram Grécia e Roma florescer e declinar, grupos de seres humanos desenvolveram padrões de vida tão diferentes dos nossos que não podemos arriscar a conjectura de que iriam chegar algum dia às nossas próprias soluções. Cada povo primitivo escolheu um conjunto de valores humanos e moldou para si mesmo uma arte, uma organização social, uma religião, que são sua contribuição singular para a história do espírito humano. Samoa é apenas um desses padrões diversos e graciosos, mas, assim como viajante que um dia se afastou de casa é mais sábio que o homem que nunca foi além da soleira da própria porta, o conhecimento de outra cultura deveria aguçar nossa capacidade de esquadrinhar com mais sobriedade, de apreciar mais amorosamente, a nossa própria cultura.

(MEAD, Margaret. Adolescência em Samoa. In: CASTRO, Celso (org.). Cultura e personalidade: Ruth Benedict, Margaret Mead e Edward Sapir. Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 28.)

A partir dessa consideração feita pela autora, é correto afirmar:

  1. A antropologia demonstra que as práticas culturais da ilha de Samoa, situada no Pacífico Sul, foram imprescindíveis na composição dos valores e da visão de mundo que orientou a formação das sociedades grega e romana.
  2. Uma cultura não ocidental será de extrema importância para os estudos antropológicos, pelo fato de o isolamento geográfico permitir ao antropólogo o despojamento de seus referenciais e, por conseguinte, produzir uma ciência neutra, sem viés ideológico.
  3. O estudo de nossa própria cultura está estreitamente vinculado aos padrões de sociabilidade das comunidades nativas aborígenes, daí a importância dos habitantes da ilha de Samoa para os estudos antropológicos no Ocidente.
  4. Samoa constituiu um padrão importante de dinâmica social, e considerá-lo nas análises antropológicas é constatar que a etnografia precisa ser aprimorada, a fim de que a história das sociedades primitivas não seja relegada ao esquecimento com o avanço da civilização.
  5. Observar as práticas culturais e todo o sistema de valores de uma sociedade que estruturalmente diferencia-se dos padrões referenciais de quem observa permite não só compreender as dinâmicas sociais dos grupos observados como também refletir sobre as categorias de análise que possibilitam a mesma observação.

04. (PUC-PR) O texto a seguir é referência para a próxima questão.

Você tem medo de avião?

Muita gente tem, ao menos um pouquinho. Mas não deveria: as estatísticas mostram que, ao embarcar num avião, a sua chance de morrer é de apenas uma em dez milhões. E de hospital, você tem medo? A maioria das pessoas não tem, pois acha que nada de errado acontecerá. Só que acontece: segundo a Organização Mundial da Saúde, um em cada 300 pacientes morre por consequência de erros médicos. Ou seja, pegar um avião é 33 mil vezes mais seguro do que ser internado. Um estudo da Universidade John Hopkins constatou que o erro médico mata 251 mil pessoas por ano nos EUA (onde ele é a terceira maior causa de morte, só perdendo para o infarto e o câncer). É como se, todo santo dia, caíssem dois Boeings 747, sem deixar nenhum sobrevivente. No Brasil, o cenário pode ser ainda pior. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess) estimou que, em 2015, 434 mil brasileiros tenham morrido devido a erros no atendimento médico – que são a maior causa de óbito no País.

Superinteressante, ed. 391, jul/18, p. 24.

No excerto de reportagem, há comparações entre as possibilidades de alguém ser vítima de acidente aéreo ou de erro médico.

Quanto às estratégias empregadas na mensagem, identifica-se como característica comum às realidades brasileira e norte-americana

  1. a mesma colocação do erro médico como maior causa de mortes anuais.
  2. o benefício da dúvida em relação aos números que ainda são incipientes no Brasil.
  3. a disparidade entre o número de casos no Brasil em comparação aos norte-americanos.
  4. o número alarmante de mortes de pacientes por erro médico no período de um ano.
  5. a sensação de fragilidade do ser humano diante da aviação e dos atendimentos em saúde.

05. (PUC-PR) O texto a seguir é referência para a questão.

A estratégia sinistra dos cigarros eletrônicos

Sem controle, os aparelhos tornarão as crianças dependentes de nicotina

Eles foram lançados com o pretexto de ajudar fumantes a se livrarem da dependência de nicotina. Por alegarem não conter as substâncias cancerígenas e a fuligem resultantes da combustão do fumo, evitariam riscos de câncer, doenças cardiovasculares e pulmonares obstrutivo-crônicas.

Numa demonstração inequívoca das intenções da indústria mais criminosa da história do capitalismo ocidental, a Altria — a maior fabricante de cigarros nos Estados Unidos, detentora das marcas Marlboro e Parliament, entre outras — acaba de investir US$ 12,8 bilhões na compra de 35% da Juul Labs, empresa que domina um terço do florescente mercado de cigarros eletrônicos do país.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/01/estrategia-sinistra.shtml. Acesso em: 2/2/19.

O emprego de algumas palavras em determinados contextos ajuda a apresentar e a reforçar o posicionamento defendido sobre um tema.

No texto de Drauzio Varella sobre a indústria do tabaco, o posicionamento do autor é reiterado pelo emprego de que palavra, das apresentadas a seguir?

  1. Inequívoca.
  2. Detentora.
  3. Lançados.
  4. Cancerígenas.
  5. Mercado.

06. (UNESP) O zoólogo Richard Dawkins e o paleontólogo Simon Conway Morris têm muito em comum: lecionam nas mais prestigiadas universidades da Grã-Bretanha […] e compartilham opiniões e crenças científicas quando o tema é a origem da vida. Para ambos, a riqueza da biosfera na Terra é explicada mais do que satisfatoriamente pela teoria da seleção natural, de Charles Darwin. […] Num encontro realizado na Universidade de Cambridge, porém, eles protagonizaram um novo round de um debate que divide a humanidade desde que o mundo é mundo: Deus existe? Morris, cristão convicto, afirmou [em sua palestra] que a “misteriosa habilidade” da natureza para convergir em criaturas morais e adoráveis como os seres humanos é uma prova de que o processo evolutivo é obra de Deus. Já o agnóstico Dawkins disse que o poder criativo da evolução reforçou sua convicção de que vivemos num mundo puramente material.

(Rodrigo Cavalcante. “Procura-se Deus”. https://super.abril.com.br, 31.10.2016.)

O conflito de opiniões entre os dois cientistas ilustra a oposição entre

  1. duas visões filosoficamente baseadas na metafísica.
  2. duas visões anticientíficas sobre a origem do Universo.
  3. um ponto de vista ateu e um enfoque materialista.
  4. duas interpretações diferentes sobre o evolucionismo.
  5. dois pontos de vista teológicos acerca da origem do Universo.

07. (UEMA) O raciocínio lógico faz parte do cotidiano. Sempre que se conversa com o outro, usam-se argumentos para expor e para defender pontos de vista. Entre os vários tipos de argumentos existe a falácia, que significa raciocínio incorreto com aparência de correção.

Analise a situação a seguir.

Sandro, engenheiro renomado e morador do bairro do Anil, em São Luís-MA, vai ao Socorrão II visitar um amigo doente. Ele normalmente não fica doente e, por isso mesmo não precisou frequentar hospitais antes. Ocorre que, enquanto esteve nas dependências do hospital de urgência e emergência, Sandro não viu nenhum médico, mas reparou na permanência de muitos doentes nas enfermarias e tantos outros espalhados pelos corredores. Após a visita, já em casa, comentou com seus familiares “Por isso que não vou a hospitais me tratar. Os médicos nunca estão lá quando precisamos”.

A conclusão a que chega Sandro é um argumento falacioso em razão de ser

  1. uma generalização, porque é feita a partir de poucos fatos.
  2. uma ignorância da questão, porque desvia do assunto central tratado.
  3. um argumento contra o homem, porque quem fala não merece confiança.
  4. uma petição de princípio, porque se supõe conhecer aquilo que é o objeto em questão.
  5. um argumento de autoridade, porque se recorre aos conhecimentos de alguém que não pertence a mesma área do assunto abordado.

08. (ETEC) Leia o texto e responda à questão.

A internet é uma ferramenta muito utilizada por crianças, jovens e adultos, trazendo atrativos como jogos, Facebook, Twitter e Whatsapp. A pergunta que se levanta é a seguinte: será que isso ajuda no desenvolvimento e no crescimento do ser humano?

A funcionária pública Nicole, de 25 anos, por exemplo, diz que se considera uma pessoa “viciada”, pois a primeira coisa que faz ao chegar ao trabalho antes de começar a sua rotina é ligar o computador para ter contato com as redes sociais Facebook e Twitter.

Ela diz que, no trabalho, acessa diariamente a internet. Nicole conta que as redes sociais promovem a conectividade entre as pessoas de forma prática, com a exibição das atualizações de uma forma dinâmica e inteligente.

Já a professora Fernanda, de 60 anos, diz que tem um pouco de dificuldade ao explicar a matéria para seus alunos, pois muitos deles só querem saber de “facebookar” no celular.

A psicóloga Miriam, de 45 anos, acredita que, com o avanço da tecnologia, as pessoas obtiveram vantagens com relação a pesquisas na internet. Ela ressalta que é preciso ter cuidado, pois o Facebook, Twitter e Whatsapp devem ser considerados um lazer e não um vício. “Tudo que passa do limite normal é perigoso, pode se transformar em vício. Todo vício é uma doença, independentemente da idade”, diz a psicóloga.

A especialista conclui que, para controlar o vício, é preciso ser moderado. Caso tenha perdido esse controle, suas ações já se tornaram um vício. Nesse caso, é fundamental procurar ajuda profissional.

https://tinyurl.com/gw57v7l Acesso em: 10.02.2017. Adaptado.

De acordo com o texto, é possível afirmar corretamente que

  1. Fernanda tem dificuldade para ensinar porque seus alunos preferem procurar o conteúdo de suas aulas na internet.
  2. Nicole não se considera “viciada”, pois só se interessa em acessar suas redes sociais quando chega no trabalho.
  3. o uso da internet e de redes sociais pode se tornar um vício se as pessoas não forem moderadas.
  4. a maioria das pessoas utiliza a internet para aperfeiçoar o próprio desenvolvimento cognitivo.
  5. o uso demasiado da internet e redes sociais é prejudicial somente em áreas corporativas.

09. (UNICAMP) Em depoimento, Paulo Freire fala da necessidade de uma tarefa educativa: “trabalhar no sentido de ajudar os homens e as mulheres brasileiras a exercer o direito de poder estar de pé no chão, cavando o chão, fazendo com que o chão produza melhor é um direito e um dever nosso. A educação é uma das chaves para abrir essas portas. Eu nunca me esqueço de uma frase linda que eu ouvi de um educador, camponês de um grupo de Sem Terra: pela força do nosso trabalho, pela nossa luta, cortamos o arame farpado do latifúndio e entramos nele, mas quando nele chegamos, vimos que havia outros arames farpados, como o arame da nossa ignorância. Então eu percebi que quanto mais inocentes, tanto melhor somos para os donos do mundo. (…) Eu acho que essa é uma tarefa que não é só política, mas também pedagógica. Não há Reforma Agrária sem isso.”

(Adaptado de Roseli Salete Galdart, Pedagogia do Movimento Sem Terra: escola é mais que escola. São Paulo: Expressão Popular, 2008, p. 172.)

No excerto adaptado que você leu, há menção a outros arames farpados, como “o arame da nossa ignorância”. Trata-se de uma figura de linguagem par

  1. a conquista do direito às terras e à educação que são negadas a todos os trabalhadores.
  2. a obtenção da chave que abre as portas da educação a todos os brasileiros que não têm terras.
  3. a promoção de uma conquista da educação que tenha como base a propriedade fundiária.
  4. a descoberta de que a luta pela posse da terra pressupõe também a conquista da educação.

10. (UNICAMP) Caligrafia (Arnaldo Antunes)

Arte do desenho manual das letras e palavras.

Território híbrido entre os códigos verbal e visual.

A caligrafia está para a escrita como a voz está para a fala.

A cor, o comprimento e espessura das linhas, a disposição espacial, a velocidade dos traços da escrita correspondem a timbre, ritmo, tom, cadência, melodia do discurso falado. Entonação gráfica.

Assim como a voz apresenta a efetivação física do discurso (o ar nos pulmões, a vibração das cordas vocais, os movimentos da língua), a caligrafia também está intimamente ligada ao corpo, pois carrega em si os sinais de maior força ou delicadeza, rapidez ou lentidão, brutalidade ou leveza do momento de sua feitura.

(Adaptado de https://www.arnaldoantunes.com.br. Acessado em 12/07/2016.)

Em Caligrafia, o autor

  1. estabelece uma relação de causa e efeito entre caligrafia e voz.
  2. sugere uma relação de oposição entre caligrafia e voz.
  3. projeta uma relação de gradação entre caligrafia e voz.
  4. apreende uma relação de analogia entre caligrafia e voz.

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