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Revolta da Vacina

Lista de 10 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Revolta da Vacina com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Brasil República.





01. (ENEM Digital 2020) Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era importante — embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizou-se por ser uma

  1. agitação incentivada pelos médicos.
  2. atitude de resistência dos populares.
  3. estratégia elaborada pelos operários.
  4. tática de sobrevivência dos imigrantes.
  5. ação de insurgência dos comerciantes.

02. (Fuvest) No início do século XX, focos de varíola e febre amarela fizeram milhares de vítimas na cidade do Rio de Janeiro. Nesse mesmo período, a atuação das Brigadas Mata-Mosquitos, a obrigatoriedade da vacina contra a varíola e a remodelação da região portuária e do centro da cidade geraram insatisfações entre as camadas populares e entre alguns políticos. Rui Barbosa, escritor, jurista e político, assim opinou sobre a vacina contra a varíola:

“...não tem nome, na categoria dos crimes do poder, a temeridade, a violência, a tirania a que ele se aventura (...) com a introdução, no meu sangue, de um vírus sobre cuja influência existem os mais bem fundados receios de que seja condutor da moléstia ou da morte.”

Considerando esse contexto histórico e as formas de transmissão e prevenção dessas doenças, é correto afirmar que:

  1. a febre amarela é transmitida pelo ar e as ruas alargadas pela remodelação da área portuária e central da cidade permitiriam a convivência mais salubre entre os pedestres.
  2. o princípio de ação da vacina foi compreendido por Rui Barbosa, que alertou sobre seus efeitos e liderou a Revolta da Vacina no Congresso Nacional.
  3. a imposição da vacina somou-se a insatisfações populares geradas pela remodelação das áreas portuária e central da cidade, contribuindo para a eclosão da Revolta da Vacina.
  4. a varíola é transmitida por mosquitos e o alargamento das ruas, promovido pela remodelação urbana, eliminou as larvas que se acumulavam nas antigas vielas e becos.
  5. a remodelação da área portuária e central da cidade, além de alargar as ruas, reformou as moradias populares e os cortiços para eliminar os focos de transmissão das doenças.

03. (URCA) “Embora o Brasil tenha um dos mais reconhecidos programas públicos de vacinação do mundo, com os principais imunizantes disponíveis a todos gratuitamente, vêm ganhando força no País grupos que se recusam a vacinar os filhos ou a si próprios. Esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. No Brasil, os grupos são impulsionados por meio de páginas temáticas no Facebook que divulgam, sem base científica, supostos efeitos colaterais das vacinas”

(O ESTADO DE SÃO PAULO. “Grupos contrários à vacinação avançam no País e preocupam Ministério da Saúde” 21/05/2017).

Durante a primeira república, podemos asseverar sobre a revolta da vacina que:

  1. A campanha de vacinação foi pensada e articulada pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz e tinha como alvo o Cólera disseminado entre a população das cidades, sobretudo São Paulo.
  2. A revolta da vacina não tem qualquer relação com as reformas urbanas.
  3. Houve uma ampla campanha de conscientização sobre a importância da vacinação e, mesmo chamada a optar sobre o processo, parte da população se recusou à vacinação espontânea.
  4. O estopim da revolta foi a publicação de um projeto de regulamentação da aplicação da vacina obrigatória no jornal A Notícia, em 9 de janeiro de 1904 de autoria de Oswaldo Cruz então diretor geral da Saúde Pública.
  5. Durante a Primeira República, a revolta da vacina foi o único movimento popular deflagrado no Rio de Janeiro.

04. (UFPA)

A imagem acima é uma caricatura dos setores das sociedades cariocas envolvidos na revolta da vacina ocorrida na capital da república brasileira em 1904. Sobre a imagem e sobre a revolta da vacina podemos afirmar que:

  1. A revolta da vacina ocorreu porque parte da população do Rio de Janeiro se recusava a receber a vacina contra a febre amarela por acreditar que a vacina não imunizava contra a doença. A população não tinha confiança nos médicos sanitaristas que adentravam as moradias populares e os cortiços de forma violenta para forçar a vacinação. A imagem acima retrata a batalha entre os sanitaristas e os moradores pobres do Rio de Janeiro.
  2. A imagem acima retrata uma batalha entre um batalhão de médicos sanitarista em luta com a população de São Paulo que morava em cortiços e não queria ser vacinada contra a dengue e a tuberculose. Essa revolta ocorreu no início do governo Vargas em 1930 e foi importante para o movimento constitucionalista de 1932.
  3. A imagem diz respeito à revolta da vacina que ocorreu no Rio de Janeiro em 1904, no início da República Brasileira e era uma revolta que não aceitava a vacina contra a tuberculose e os métodos de recrutamento para o serviço militar feito pelo governo republicano de Getúlio Vargas. A imagem retrata o clima de batalha do povo contra os sanitaristas.
  4. A imagem é da revolta da vacina que ocorreu em São Paulo no início do século XX e demonstra a guerra estabelecida contra a vacina e a revolta da população que estava exigindo a vacina que os sanitaristas estavam negando.
  5. A imagem retrata a batalha da revolta da vacina que ocorreu em Salvador, no início do século XX e demostra o clima de tensão do povo baiano que não queria a vacina e que estava contra os sanitaristas.

05. (ENEM 2011)

A imagem representa as manifestações nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, na primeira década do século XX, que integraram a Revolta da Vacina. Considerando o contexto político-social da época, essa revolta revela

  1. a insatisfação da população com os benefícios de uma modernização urbana autoritária.
  2. a consciência da população pobre sobre a necessidade de vacinação para a erradicação das epidemias.
  3. a garantia do processo democrático instaurado com a República, através da defesa da liberdade de expressão da população.
  4. o planejamento do governo republicano na área de saúde, que abrangia a população em geral.
  5. o apoio ao governo republicano pela atitude de vacinar toda a população em vez de privilegiar a elite.

06. (ENEM 2019) A Revolta da Vacina (1904) mostrou claramente o aspecto defensivo, desorganizado, fragmentado da ação popular. Não se negava o Estado, não se reivindicava participação nas decisões políticas; defendiam-se valores e direitos considerados acima da intervenção do Estado.

CARVALHO, J.M. ( bestializados: o Rio de Janeiro e à República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A mobilização analisada representou um alerta, na medida em que a ação popular questionava

  1. a alta de preços.
  2. a política clientelista.
  3. as reformas urbanas.
  4. o arbítrio governamental.
  5. as práticas eleitorais.

07. (PUC-PR) O surto de febre amarela que o país enfrenta nos últimos anos é o maior desde os anos 80 e parte da prevenção se dá através da vacinação contra a doença. Contudo, outra campanha de vacinação, dessa vez para conter surto de varíola no início do século XX, não teve aceitação popular, gerando a Revolta da Vacina. Sobre essa revolta, assinale a alternativa CORRETA:

  1. No início do século, durante o mandado do presidente Rodrigues Alves, o Rio de Janeiro passou por uma grande reforma visando a modernização da capital e o combate a epidemia de varíola que as-solava a região, para isso o governo iniciou a derrubada dos antigos cortiços e a relocação dos mo-radores da região para conjuntos habitacionais populares.
  2. Devido a grave epidemia de varíola na região da capital federal, no início do século XX o governo instituiu uma política de conscientização da população através do ensino das medidas preventivas nas escolas públicas, além da visita de agentes sanitários às casas para demonstrar como medidas simples como evitar a água parada ajudavam no combate ao mosquito transmissor.
  3. Dentre as outras doenças que agrediam a região da capital federal estavam também a peste bubô-nica e a febre amarela. Para conter a peste as brigadas sanitárias espalhavam veneno contra ratos na cidade e removiam o lixo acumulado nas ruas, e para o combate contra a febre amarela o gover-no eliminou centenas de macacos transmissores das matas da região.
  4. O sanitarista Oswaldo Cruz, na tentativa de erradicar a varíola, defendeu a necessidade da vacina obrigatória, tal medida foi aprovada em Congresso que definiu que as brigadas de vacinação poderi-am entrar na residência da população e aplicar a vacina a força.
  5. No ano de 1904, estourou a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro contra a política de vacinação obrigatória instituída pelo governo do período. De início contra os agentes sanitários, a revolta se espalhou pela cidade e culminou na primeira tentativa popular de golpe para a derrubada do governo republicano.

08. (UFGD) Em agosto de 2014, a comunidade de historiadores brasileiros perdeu um dos seus mais ilustres profissionais, o professor e pesquisador Nicolau Sevcenko, da Universidade de São Paulo (USP). Dentre suas pesquisas, o historiador se dedicou em compreender o que se denominou pela historiografia brasileira como “A Revolta da Vacina”. Sobre essa revolta, argumenta-se que:

  1. a Revolta da Vacina ocorreu no ano de 1904, na Capital Federal, Rio de Janeiro. Essa revolta foi organizada por grupos políticos oposicionistas ao Governo de Afonso Augusto Moreira Pena, e ganhou adesão de populares. O estopim da revolta foi a campanha de vacinação contra a febre amarela e os efeitos dessa vacina na população.
  2. a Revolta da Vacina ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal, no ano de 1904. De imediato, seu pretexto foi o plano de regulamentação da aplicação em massa da vacina obrigatória contra a varíola, desencadeada por decisão da presidência da República. Contudo, além dos populares, grupos de oposição política se aproveitaram do fato político para lançarem seus intentos visando a um provável golpe contra o Governo presidido por Rodrigues Alves.
  3. a Revolta da Vacina foi desencadeada na cidade de Salvador, em agosto de 1904, devido à promulgação de um decreto presidencial que instituía a vacinação obrigatória contra a varíola e a peste bubônica. Essa revolta foi articulada, a princípio, por grupos de oposição ao Governo de Afonso Augusto Moreira Pena, e logo em seguida teve amplo apoio de grupos organizados entre a população.
  4. a Revolta da Vacina ocorreu na cidade de Salvador, no ano de 1904, e teve como motivação principal um plano de regulamentação que obrigava toda a população a se vacinar contra a varíola. Os motins foram organizados por populares, mas logo teve a adesão de grupos oposicionistas ao Governo de Rodrigues Alves.
  5. a Revolta da Vacina foi um dos conflitos mais intensos que se desenvolveu ao longo da Primeira República (1889-1930), tendo como foco central a cidade do Rio de Janeiro. Essa revolta foi contra uma lei que obrigava a população a se vacinar contra a febre amarela. Os seus alcances foram tão impactantes que fizeram com que o presidente Afonso Augusto Moreira Pena revogasse a lei e traçasse outra estratégia sanitária para minimizar a infecção da febre amarela na população.

09. (UECE) Em 1904, a Revolta da Vacina, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, deuse num momento decisivo de transformações da sociedade brasileira. Acerca desse movimento, analise as assertivas abaixo.

I. Seu pretexto imediato foi a campanha de vacinação em massa contra a varíola, desencadeada por decisão da própria presidência da república, num momento em que uma onda de insatisfação popular varria o Rio de Janeiro.

II. O governo esbravejava contra métodos de execução da aplicação da vacina que eram truculentos, os soros e os aplicadores pouco confiáveis, e os funcionários, enfermeiros e fiscais encarregados da campanha manifestavam atitudes pouco recomendáveis, mas a vacina era absolutamente necessária.

III. O combate foi intenso. Aproveitando-se das reformas então em curso para a abertura de avenidas, os populares se armaram de pedras, paus, ferros, instrumentos e ferramentas contundentes, e os utilizaram como material bélico contra a polícia.

Está correto o que se afirma somente em

  1. II.
  2. I e II.
  3. II e III.
  4. I e III.

10. (UECE) “Rio de Janeiro: novembro de 1904. A divulgação do projeto de regulamentação da lei que tornara obrigatória a vacinação antivariólica transforma a cidade em praça de guerra.”

CHALHOUB, Sidney. Cidade Febril: cortiços e epidemias na corte imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

Tomando por base o excerto acima, referente ao movimento que ficou conhecido na historiografia como Revolta da Vacina, analise as afirmações a seguir e assinale a opção correta:

I. Significou um raro momento em que setores sociais, com diversos interesses e insatisfações várias, provocaram um protesto violento, em que centenas de pessoas saíram às ruas e enfrentaram as forças da polícia, do exército, do corpo de bombeiros e da marinha.

II. O saldo do confronto incluiu vários mortos, dezenas de feridos e centenas de presos, sendo que, muitos desses últimos ficaram retidos na Ilha das Cobras para, em seguida, serem encaminhados a uma viagem só de ida para o Acre.

  1. I é verdadeira e II é falsa.
  2. Ambas são falsas.
  3. I é falsa e II é verdadeira.
  4. Ambas são verdadeiras.

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