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Governos Militares I

Lista de 15 exercícios de História do Brasil com gabarito sobre o tema Governos Militares com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Brasil República.





1. (UDESC) “Organizadas em oposição a João Goulart, as Marchas da Família se transformaram em forte apoio ao governo militar, reunindo uma massa de civis, nas capitais e interior do país.”

(REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL. Ano 1, n. 8, fev./mar. de 2006. p. 60.)

Relacionando o fragmento acima ao golpe militar no Brasil, é correto afirmar:

  1. As torturas e as perseguições políticas são matérias para ficção, pois o Brasil sempre foi um país estável politicamente.
  2. Havia receio dos setores mais progressistas do Brasil de que os norte-americanos invadissem o país.
  3. O medo, em relação ao comunismo, não existia no meio social, posto que o país, em especial suas elites, sempre foi simpático às ideias comunistas.
  4. Por ocasião do golpe houve um movimento civil conservador, inicialmente organizado em oposição ao governo do presidente trabalhista João Goulart, manifestado nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade.
  5. Não houve exílio de brasileiros, pois a Constituição de 1967 garantia a liberdade de expressão política.

2. (PUC) O estado "autoritário e militarista que se instalou no pós-64 não permitia qualquer mobilização ou qualquer sinal de vida combativo por parte movimento operário". Tendo em vista esse Estado, assinale a opção INCORRETA:

  1. A sua preocupação era manter o controle social através de mecanismos de repressão e coerção.
  2. A eleição de diretorias autênticas para os sindicatos era proibida com rigor.
  3. Incentivava a prática de uma política assistencialista com o objetivo de controlar os operários.
  4. O seu objetivo era despolitizar a classe operária obrigando os desobedientes a lutar na clandestinidade.
  5. O silêncio imposto à classe operária foi mantido com a aquiescência de suas principais lideranças.

3. (Mack) A “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, em março de 1964, na cidade de São Paulo, foi:

  1. uma demonstração de forças conservadoras de direita contra o que chamavam de esquerdismo e comunismo do governo João Goulart.
  2. uma manifestação de apoio das famílias de trabalhadores brasileiros ao governo do presidente Goulart.
  3. uma resposta das massas populares, apoiando as Reformas de Base, após o Comício na Central do Brasil (RJ/março de 1964).
  4. uma demonstração de repúdio das classes trabalhadoras a uma possível intervenção militar, com apoio norte-americano, ao governo de Goulart.
  5. uma manifestação, de setores conservadores da sociedade brasileira, de revolta contra a tentativa de se derrubar o governo constitucional.

4. (FGV-SP) Em relação ao Golpe Militar de 1964 no Brasil, pode-se dizer:

I - Foi fruto de uma conspiração civil-militar alarmada com os rumos nacionalistas do governo João Goulart.

II - Foi a forma encontrada pelos comandos militares para garantir a posse do novo presidente.

III - Representou a repulsa de setores da sociedade brasileira à tentativa de João Goulart de aumentar a presença do capital estrangeiro no país.

IV - Evitou a tentativa do Partido Comunista Brasileiro, de sindicatos de trabalhadores e de setores do Partido Trabalhista Brasileiro de exigir do presidente, a implementação imediata das “reformas de base”.

Estão corretas as frases:

  1. III e IV.
  2. III e V.
  3. I, II e III.
  4. I, IV.
  5. II, III e IV.

5. (UFMG) A Política de Distensão, levada a cabo pelo General Ernesto Geisel, visava

  1. acalmar a tensão política entre Governo e Oposição.
  2. ampliar a base de apoio do Governo junto às Forças Armadas.
  3. anular as ações políticas de seu antecessor, General Médici.
  4. garantir a sobrevivência do Milagre Econômico.
  5. retomar decisões estratégicas definidas pela Junta Militar.

6. (FURG) A Campanha das "Diretas-Já" foi um episódio marcante ocorrido na década de 1980, constituindo um dos significativos momentos do processo histórico brasileiro conhecido como:

  1. republicanização
  2. coligação
  3. redemocratização
  4. militarização
  5. conciliação

7. (Unimontes) “Durante o governo Médici, a luta armada foi esmagada.” Entre os exemplos que comprovam essa afirmativa, é INCORRETO elencar:

  1. O fuzilamento do militante comunista Carlos Mariguella, em novembro de 1969, em São Paulo.
  2. A perseguição e assassinato do militante guerrilheiro Carlos Lamarca, no sertão da Bahia.
  3. O combate e desmantelamento da Guerrilha do Araguaia, no Estado do Pará, entre 1970 e 1974.
  4. A desarticulação, em 1971, da célula comunista Vanguarda Negra, cujos líderes eram Uspinianos.

8. (UPE) O Regime Militar Brasileiro (1964-1988) foi marcado por uma bipolarização no âmbito da política e da arte, entre os que apoiavam e os que criticavam o regime.

Dentro do segundo grupo, destacaram-se os músicos que produziram canções de protesto, algumas das quais vinham envoltas em metáforas, além de outros recursos estilísticos, no intuito de ocultar à Censura sua mensagem subliminar.

Dentre essas músicas, pode-se identificar a “Canção da despedida”, de Geraldo Vandré no seguinte trecho:

“Já vou embora, mas sei que vou voltar/ Amor não chora, se eu volto é pra ficar/ Amor não chora, que a hora é de deixar/ O amor de agora, pra sempre ele ficar.// Eu quis ficar aqui, mas não podia/ O meu caminho a ti, não conduzia/ Um rei mal coroado,/ Não queria/ O amor em seu reinado/ Pois sabia/ Não ia ser amado... ”

Com base na crítica retratada pela letra da música, é CORRETO afirmar que

  1. no âmbito da arte, a crítica a esse Regime se restringiu à esfera musical.
  2. aquele período parecia um conto de fadas, com estórias de reis e amores impossíveis.
  3. a difícil experiência do exílio forçado foi vivenciada durante o período.
  4. Geraldo Vandré costumava musicar suas desilusões amorosas.
  5. a tranquilidade vivenciada pela sociedade permitia a composição de canções de amor.

09. (UECE) Há 50 anos, em 13 de dezembro de 1968, o regime militar, então sob governo do general Costa e Silva, baixou o Ato Institucional nº 5.

O AI-5, como ficou conhecido, vigorou por 10 anos, até dezembro de 1978, sendo a expressão mais clara da ditadura militar brasileira, e resultou

  1. na cassação de deputados, prefeitos e vereadores de oposição ao governo e na decretação de recesso do Congresso Federal, como demonstração de intolerância dos militares em um momento de grande polarização ideológica.
  2. na intervenção no Congresso Federal, contudo ficaram preservadas a autonomia dos estados e municípios, o direito à livre expressão e a plena garantia do direito ao habeas-corpus.
  3. no aumento da popularidade do regime militar e na ampliação das garantias constitucionais e dos direitos individuais e sociais, que não foram alterados em nenhum aspecto com a publicação do AI-5.
  4. na criação de um sistema político único, baseado no bipartidarismo, em que havia apenas o partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional ou ARENA, e o Movimento Democrático Brasileiro ou MDB, que era a oposição permitida.

10. (UECE) “O general Emílio Garrastazu Médici deu poucas declarações durante seu governo, mas, todas as vezes em que o fez, disse coisas memoráveis. Em 22 de março de 1973, por exemplo, comentou: "sintome feliz, todas as noites, quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranquilizante após um dia de trabalho.”

BUENO, Eduardo. Brasil: uma história. 2 ed. rev. São Paulo: Ática, 2003, p.393.

Considerando o comentário do General Emílio Garrastazu Médici sobre sua aparente tranquilidade em relação ao Brasil na época em questão, é correto afirmar que

  1. a felicidade que o Gal. Médici sentia era baseada em uma perspectiva real da sociedade brasileira, já que os órgãos de imprensa eram totalmente livres para noticiar o que quer que ocorresse no Brasil naquele tempo.
  2. por não existir nenhum tipo de censura ou restrição à atuação do jornalismo naquele período, que foi de 1º de abril de 1964 até 15 de março de 1985, o Brasil viveu um tempo de plena democracia, liberdade e paz social.
  3. a sensação de que o Brasil era uma ilha de tranquilidade, em um mundo de agitações e conflitos, devia-se à censura aos veículos de comunicação estabelecida pela Lei de Imprensa, em 1967, pelo AI-5, em 1968, e pela nova Lei de Segurança Nacional, em 1969.
  4. na época, enquanto as produções artísticas tais como músicas, peças de teatro e até mesmo novelas de TV eram submetidas à censura, a atuação da imprensa era poupada por ser atividade protegida por lei.

11. (UEMA)

O texto a seguir mostra realidades vividas e sofridas por crianças durante o período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), revelando um lado da história, às vezes, pouco comentado.

Todos(as) que sobrevivemos à ditadura militar de 1964/1985, militantes e descendentes, convivemos até hoje com os traumas adquiridos naquela época, independentemente de terem sofrido torturas físicas. Foram tantas as pessoas conhecidas atingidas, presas, torturadas, exiladas, assassinadas e desaparecidas, que a vida continuou, mas marcada pela ditadura militar. E a vida, naqueles longos 21 anos, foi uma tensão permanente. Viver sob terror de Estado, por tanto tempo, é algo realmente difícil de suportar e de descrever. Depois dos anos de chumbo do governo

Médici, Ernesto Geisel assumiu a presidência em 197/4 e trouxe uma esperança de retorno à democracia com a abertura política lenta e gradual'.

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/As-filhas-e-os-filhos-das-vitimas-da-ditadura-militar-no-Brasil/4/30591

Os textos anteriores retratam uma face do Regime Autoritário instaurado no período da Ditadura Militar no Brasil, mas que foi superado, após 21 anos, por uma conjunção de fatores que reunidos desencadearam o processo de

  1. burocratização, com o estabelecimento de novas regras parlamentares e a definição de procedimentos para a execução das atividades na administração pública do Estado.
  2. redemocratização, com a restauração gradual da democracia e do Estado de direito, representadapela eleição, ainda que indireta, de um Presidente da República e pela promulgação da Constituição Federal de 1988.
  3. reconstituição do poder estatal nas mãos das minorias étnicas, que foram massacradas anteriormente e passaram a ter seus direitos reconhecidos e assegurados nos códigos jurídicos.
  4. liberalização de partidos políticos, que garantiram a igualdade na participação direta de todos os cidadãos, no que diz respeito aos encaminhamentos econômicos do país.
  5. redistribuição da renda, por meio de políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais e econômicas, centrada no bem-estar da população abastada.

12. (PUC-PR) “O governo Médici não se limitou à repressão. Distinguiu claramente entre um setor significativo mas minoritário da sociedade, adversário do regime, e a massa da população que vivia um dia-a-dia de alguma esperança nesses anos de prosperidade econômica. [...] Foi a época o “Ninguém segura este país”, da marchinha Pra frente Brasil, que embalou a grande vitória brasileira na Copa do Mundo de 1970.

Foi a época em que muitos brasileiros idosos de classe média lamentavam não ter condições biológicas para viver até o novo milênio, quando o Brasil se equipararia ao Japão.”

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ed. São Paulo: Edusp, 2012, p. 484-5

Com relação à situação econômica-politica-social do Brasil, durante o governo do general Emilio Garrastazu Médici, assinale a alternativa CORRETA.

  1. O mandato de governo do presidente Médici ficou conhecido como os “anos de chumbo”; a repressão, a censura, os abusos contra os cidadãos e desrespeito aos direitos civis e políticos aumentaram.
  2. Com o sucesso do milagre econômico (de 1970 a 1973, quando o PIB brasileiro cresceu em média 11,2% ao ano), o governo finalmente conseguiu pôr em prática o seu projeto de distribuição de renda e aumento salarial.
  3. Durante o seu governo, foram permitidas manifestações populares, como a Passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro.
  4. Os investimentos públicos que possibilitaram o desenvolvimento brasileiro desse período foram alicerçados em três pilares: financiamento governamental via BNDS, desenvolvimento tecnológico nacional e exportação de bens manufaturados.
  5. O principal grupo armado desse período foi a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organizada por estudantes e intelectuais comunistas e financiado pela Venezuela.

13. (ETEC) A industrialização no período do “Brasil Ame-o ou Deixe-o”, nos anos 1970, ocasionou, entre outros fenômenos, o inchaço de nossos centros urbanos e a favelização das médias e grandes cidades brasileiras, desestruturando demograficamente várias regiões, provocando ainda mais desequilíbrios ecológicos por meio da ocupação desordenada de habitações em meio a terrenos impróprios, sem as condições infraestruturais que a dignidade humana merece.

O trecho faz referência ao período da ditadura militar brasileira, mencionando o surto de industrialização verificado no governo do general Emílio Garrastazu Médici.

Considerado por muitos historiadores o auge da ditadura civil-militar, o governo Médici se caracterizou por

  1. diversificar as atividades econômicas, modernizar o parque industrial nordestino, expandir a cultura do algodão na região Sul e conciliar-se com os movimentos guerrilheiros de esquerda.
  2. estimular o desenvolvimento científico, incentivar o avanço tecnológico das indústrias farmacêutica e química e aproximar-se diplomaticamente dos países da Cortina de Ferro.
  3. acelerar o crescimento econômico, conceder incentivos fiscais às grandes empresas e aumentar a repressão aos grupos que lutavam contra a ditadura.
  4. implementar a reforma agrária, que impulsionou a agricultura familiar, e abrandar as perseguições políticas, por meio do decreto que instituiu a Lei de Anistia.
  5. investir na pesquisa ambiental e na energia limpa, demarcar terras indígenas e quilombolas, assim como desenvolver o parque industrial de Volta Redonda.

14. (UECE) De 1964 até o final da década de 1970, as produções e manifestações artísticas brasileiras bem como os movimentos culturais foram marcados

  1. por um processo crescente de censura, que objetivava o fim da liberdade de expressão artística e impunha às massas uma cultura de concordância com o regime militar.
  2. pela produção livre de todo e qualquer conteúdo artístico-cultural, e pelo incentivo do Estado e dos meios de comunicação de massa para sua veiculação ao grande público.
  3. pela inexistência de uma arte de contestação, uma vez que toda a comunidade da cultura e das artes estava imbuída do ideal de país apresentado pelos governos do período.
  4. pelo grande incremento da cultura popular de contestação ao governo, através do apoio irrestrito dos grandes meios de comunicação de massa, como as emissoras de rádio e TV.

15. (UEMG) Após 21 anos de Ditadura Militar no Brasil, ocorreu a eleição do primeiro presidente civil. Esse período histórico, que se convencionou chamar de “redemocratização”, compreendeu uma série de medidas instauradas progressivamente. Integram esse quadro de medidas:

  1. o fim do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda); o slogan “Cinquenta Anos em Cinco”; o retorno ao pluripartidarismo; a revogação do AI-5 de 1968.
  2. a oposição ao comunismo; a Lei de Anistia; a Doutrina de Segurança Nacional; a dissolução do Congresso Nacional.
  3. a revogação do AI-5 de 1968; o retorno do pluripartidarismo; a Lei de Anistia; o fim da censura prévia aos espetáculos e às publicações.
  4. a Doutrina de Segurança Nacional; o fim da censura prévia aos espetáculos e às publicações; a revogação do AI-5 de 1968.

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