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Impérios africanos

Lista de 07 exercícios de História com gabarito sobre o tema Impérios africanos com questões de Vestibulares.

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01. (UFRGS) Assinale a alternativa correta sobre a história das diferentes sociedades africanas até o século XVI.

  1. O império Songhai, situado às margens do rio Níger, teve em sua capital Gao um importante polo mercantil que reunia mercadores oriundos da Líbia, do Egito e do Magreb.
  2. As sociedades da África equatorial, em função das condições geográficas e climáticas pouco propícias, eram formadas predominantemente por pastores de animais de pequeno porte, sendo praticamente inexistente na região o cultivo de produtos agrícolas.
  3. As sociedades de origem Bantu, localizadas na região da África meridional entre os séculos XII e XV, eram predominantemente nômades e coletoras, não organizadas em aldeias e com escasso desenvolvimento tecnológico.
  4. A África, marcada pela intensa difusão do cristianismo durante as Cruzadas, contou, entre os século XI e XV, com reduzida presença de elementos islâmicos na definição das variadas culturas existentes no continente.
  5. O estabelecimento da colônia portuguesa em Moçambique, no século XVI, definiu o início das rotas comerciais ligando a região oriental do continente africano, entre Madagascar e o Chifre da África, com a Europa e a Ásia.

02. (FGV-SP) “Em muitos reinos sudaneses, sobretudo entre os reis e as elites, o islamismo foi bem recebido e conseguiu vários adeptos, tendo chegado à região da savana africana, provavelmente, antes do século XI, trazido pela família árabe-berbere dos Kunta. (...) O islamismo possuía alguns preceitos atraentes e aceitáveis pelas concepções religiosas africanas, (...) associava as histórias sagradas às genealogias, acreditava na revelação divina, na existência de um criador e no destino. (...) O escritor árabe Ibn Batuta relatou, no século XIV, que o rei do Mali, numa manhã, comemorou a data islâmica do fim do Ramadã e, à tarde, presenciou um ritual da religião tradicional realizado por trovadores com máscaras de aves.”

(Regiane Augusto de Mattos, História e cultura afro-brasileira. 2011)

  1. a penetração do islamismo nas regiões subsaarianas mostrou-se superficial porque atingiu poucos setores sociais, especialmente aqueles voltados aos negócios comerciais, além de sofrer forte concorrência do cristianismo.
  2. a presença do islamismo no continente africano de ri - vou da impossibilidade dos árabes em ocupar regiões na Península Ibérica, o que os levou à invasão de territórios subsaarianos, onde ocorreu violenta imposição religiosa.
  3. o desprezo das sociedades africanas pela tradição árabe gerou transações comerciais marcadas pela desconfiança recíproca, desprezo mudado, posteriormente, com o abandono das religiões primitivas da África e com a hegemonia do islamismo.
  4. o comércio transaariano foi uma das portas de entrada do islamismo na África, e essa religião, em algumas regiões do continente, ou incorporou-se às religiões tradicionais ou facilitou uma convivência relativamente harmônica.
  5. as correntes islâmicas mais moderadas, caso dos sunitas, influenciaram as principais lideranças da África ocidental, possibilitando a formação de novas denominações religiosas, não islâmicas, desligadas das tradições tribais locais.

03. (Mackenzie) Leia os textos a seguir:

“De Tarkala à cidade de Gana, gastam-se três meses de marcha um deserto árido. No país de Gana, o ouro nasce como plantas na areia, do mesmo modo que as cenouras. É colhido ao nascer do sol”. Ibn al-Fakih. Citado em: Alberto da Costa e Silva. Imagens da África: da Antiguidade ao século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.32 “[Gana] é a terra do ouro.

(...) Toda a gente do Magreb sabe, e ninguém disto discrepa, que o rei de Gana possui em seu palácio um bloco de ouro pesando 30 arratéis (cerca de 14 kg). Esse bloco de ouro foi criado por Deus, sem ter sido fundido ao fogo ou trabalhado por instrumento. Foi, porém, furado de um lado ao outro, a fim de que nele pudesse ser amarrado o cavalo do rei. É algo curioso que não se encontra em nenhum outro lugar do mundo e que ninguém possui a não ser o rei, que disso se vangloria diante de todos os soberanos do Sudão”. Al-Idrisi.

Citado em: Alberto da Costa e Silva. Imagens da África: da Antiguidade ao século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.37

Os textos foram escritos por viajantes árabes ao observarem aspectos sobre o Reino de Gana, na África, durante a Idade Média europeia. Pela análise dos excertos, é correto afirmar que tal Reino

  1. causava espanto e admiração, tanto pelo desenvolvimento econômico como pelo poder teocrático politeísta de governante.
  2. causava estranhamento em seus visitantes, tanto pela quantidade exagerada de metais preciosos disponíveis como pelo poder autoritário do governante.
  3. provocava perplexidade nos viajantes, pois não compreendiam seu desenvolvimento em meio a um continente marcado pela inexistência de civilizações.
  4. desenvolveu-se sustentado pela riqueza do ouro e pela crença monoteísta, fator que o desqualificava perante os viajantes que ali passavam.
  5. impressionava seus visitantes, tanto pela opulência trazida pelo ouro como pela sua complexa organização política e social.

04. (FGV-SP) Leia o texto. Após os primeiros contatos particularmente violentos com a África negra, os portugueses viram-se obrigados a mudar de política, diante da firme resistência das populações costeiras. Assim, empenharam-se, principal - mente, em ganhar a confiança dos soberanos locais. Os reis de Portugal enviaram numerosas missões diplo - máticas a seus homólogos da África ocidental. Assim, entre 1481 e 1495, D. João II de Portugal enviou em - baixadas ao rei do Futa, ao koi de Tombuctu e ao mansa do Mali. Duas missões diplomáticas foram enviadas ao Mali, mostrando a importância que o soberano português atribuía a esse país. A primeira partiu pelo Gâmbia, a segunda partiu do forte de Elmina. O mansa que as recebeu, Mahmūd, era filho do mansa Ule (Wule) e neto do mansa Mūsā. (...).

[Madina Ly-Tall, O declínio do Império do Mali. In Djibril Tamsir (editor), História geral da África, IV: África do século XII ao XVI]

  1. encontrou um povo que desconhecia o uso da moeda na prática comercial.
  2. descobriu tribos que não passaram pelas etapas do desenvolvimento histórico, como o feudalismo.
  3. reconheceu a presença de um Estado marcado por sólidas estruturas políticas.
  4. identificou a tendência africana em refutar todas as influências externas ao continente.
  5. percebeu na África, em geral, a produção voltada apenas para as trocas ritualísticas

05. (ENEM 2017) No império africano do Mali, no século XIV, Tombuctu foi centro de um comércio internacional onde tudo era negociado – sal, escravos, marfim etc. Havia também um grande comércio de livros de história, medicina, astronomia e matemática, além de grande concentração de estudantes. A importância cultural de Tombuctu pode ser percebida por meio de um velho provérbio: “O sal vem do norte, o ouro vem do sul, mas as palavras de Deus e os tesouros da sabedoria vêm de Tombuctu”.

ASSUMPÇÃO, J. E. África: uma história a ser reescrita. In: MACEDO, J. R. (Org.). Desvendando a história da África. Porto Alegre: UFRGS. 2008 (adaptado).

Uma explicação para o dinamismo dessa cidade e sua importância histórica no período mencionado era o(a)

  1. isolamento geográfico do Saara ocidental.
  2. exploração intensiva de recursos naturais.
  3. posição relativa nas redes de circulação.
  4. tráfico transatlântico de mão de obra servil.
  5. competição econômica dos reinos da região.

06. (PUC-Rio)

O documento acima é uma página do Atlas Catalão, produzido por volta de 1375, com autoria atribuída ao cartógrafo de Maiorca (Espanha) Abraão Cresques. O Atlas traz informações sobre aspectos geográficos, mercadorias e populações do continente africano. No detalhe, o cartógrafo deu destaque ao rei do Mali, conhecido como mansa Mussa (à direita), ao retratá-lo segurando uma pepita de ouro, seguido pelo desenho da importante cidade de Tombuctu. Tendo como referência a imagem acima e os conhecimentos produzidos pelos estudos históricos, analise as afirmativas seguintes com relação à história do reino africano do Mali e assinale a afirmativa INCORRETA:

  1. O Mali, um dos reinos mais importantes da África, entre os séculos XIII e XV, se localizava em uma região de intensa circulação de saberes e pessoas.
  2. A origem do reino do Mali está nos povos de língua mandê, e o seu representante político era denominado mansa.
  3. O reino do Mali abarcava Tombuctu, uma cidade economicamente importante por ser um ponto de encontro das caravanas comerciais transaarianas, que traziam diversas mercadorias, como sal, noz de cola, ouro, especiarias e tecidos.
  4. Mansa Mussa era bastante conhecido em todo o mundo árabe e até mesmo no europeu, provavelmente por ter viajado por várias cidades importantes, quando da sua peregrinação à Meca, e por ter expandido o islamismo com a introdução de sábios muçulmanos nas escolas do Mali.
  5. Devido a sua localização geográfica muito próxima ao deserto do Saara, o Mali esteve em situação de isolamento, sem ser influenciado por culturas estrangeiras.

07. (UFSM)

Na parte ocidental do Sahel africano, o Reino do Mali desenvolveu-se entre os séculos XIII e XVI, período em que impôs sua hegemonia sobre a bacia do rio Níger. Nas margens desse rio, as cidades de Gao, Djenne e Tombuctu tornaram-se importantes centros mercantis e políticos do Reino. Um desses centros, Tombuctu, tornou-se um dos principais polos de cultura do continente africano graças às vastas bibliotecas e ao importante comércio de livros. Por essas características, acidade transformou-se no ponto de encontro de poetas, intelectuais e artistas da e do Oriente Médio. Mesmo após o declínio do Mali, Tombuctu permaneceu um dos principais centros culturais da África Subsaariana.

Fonte: BRAICK, P. R.; MOTA, M. B. História: das cavernas ao terceiro milênio. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2010, v.2, p. 28. (adaptado)

Entre os fatores que possibilitaram a pujança desse centro econômico e cultural, pode-se destacar

  1. o incremento do comércio de escravos negros para a Ásia, Europa e América.
  2. a exploração de ricas jazidas de ouro, prata e pedras preciosas.
  3. o impulso ao desenvolvimento cultural estimulado pelos missionários cristãos.
  4. a hegemonia política decorrente da posse de armas de fogo adquiridas dos europeus.
  5. e o estreitamento dos vínculos culturais com os diversos centros do mundo muçulmano.

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