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Espécies Invasoras

Lista de 15 exercícios de Biologia com gabarito sobre o tema Espécies Invasoras com questões de Vestibulares.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Ecologia.





1. (UFU)

A partir da análise da tirinha, considere as afirmativas a seguir.

I. A introdução de espécies exóticas em ecossistemas causa extinção de algumas espécies de animais, pois elas sobrepõem nichos ecológicos, estabelecendo uma interação interespecífica do tipo canibalismo.

II. Espécies exóticas não possuem parasitas ou predadores naturais no novo habitat, o que favorece o crescimento de sua população e prejudica as espécies nativas.

III. Uma das maneiras de espécies exóticas impactarem negativamente a biodiversidade de um ecossistema é por meio de interações ecológicas desarmônicas com espécies nativas.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas corretas.

  1. I, III.
  2. I, II e III.
  3. II e III.
  4. I e II.

2. (Enem 2013) Apesar de belos e impressionantes, corais exóticos encontrados na Ilha Grande podem ser uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas do litoral do Rio de Janeiro. Originários do Oceano Pacífico, esses organismos foram trazidos por plataformas de petróleo e outras embarcações, provavelmente na década de 1980, e disputam com as espécies nativas elementos primordiais para a sobrevivência, como espaço e alimento. Organismos invasores são a segunda maior causa de perda de biodiversidade, superados somente pela destruição direta de hábitats pela ação do homem. As populações de espécies invasoras crescem indefinidamente e ocupam o espaço de organismos nativos.

LEVY, I. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 5 dez. 2011 (adaptado).

As populações de espécies invasoras crescem bastante por terem a vantagem de

  1. não apresentarem genes deletérios no seu pool gênico.
  2. não possuírem parasitas e predadores naturais presentes no ambiente exótico.
  3. apresentarem características genéticas para se adaptarem a qualquer clima ou condição ambiental.
  4. apresentarem capacidade de consumir toda a variedade de alimentos disponibilizados no ambiente exótico.
  5. apresentarem características fisiológicas que lhes conferem maior tamanho corporal que o das espécies nativas.

3. (Unesp) Espécies exóticas invasoras têm um significativo impacto na vida e no modo de vida das pessoas. Sobre essas espécies, é correto afirmar que

  1. sua disseminação leva à heterogeneização dos ambientes, com a ampliação de características que a biodiversidade local proporciona, e à manutenção das propriedades ecológ
  2. ao contrário de alguns problemas ambientais que se amenizam com o tempo, a contaminação biológica tende a se multiplicar e se espalhar, causando problemas de longo pr
  3. em ecossistemas ricos em nutrientes, a presença dessas espécies cria, muitas vezes, condições favoráveis para o estabelecimento de outras espécies invasoras, que agora podem se
  4. as plantas invasoras, em seu processo de ocupação, diminuem sua área de ocorrência e co
  5. espécies introduzidas no país no passado e que não aparentam ser problemáticas no presente podem ser cultivadas em larga escala, sem que causem altera-ções ambientais no futuro.

04. (PUC-PR) O texto a seguir serve de referência para a questão.

O caramujo gigante africano Achatina fulica (Bowdich, 1822), é considerado uma das cem piores espécies invasoras do planeta, pois representa uma ameaça à saúde pública, aos ambientes naturais e à agricultura em diferentes países. No Brasil, o caramujo africano foi introduzido clandestinamente no fim da década de 1980, em uma feira agropecuária em Curitiba, com o objetivo de ser comercializado como escargot. Nessa ocasião, os caramujos eram vendidos como matrizes para potenciais criadores com a promessa de retorno financeiro rápido e seguro. Aos interessados era ensinada a forma de manutenção em cativeiro. Posteriormente, a iniciativa se repetiu em diversos municípios brasileiros, nos quais eram vendidos kits contendo matrizes e caixas apropriadas para iniciar a criação. As características de A. fulica, como porte avantajado, plasticidade adaptativa, elevada prolificidade e resistência a variáveis bióticas e abióticas tornaram vantajosa sua criação comercial em relação aos “escargots verdadeiros”, às espécies do gênero Helix. Entretanto, esses atributos foram os mesmos que potencializaram o seu perfil como uma agressiva espécie invasora.

Fonte: FISCHER, M.L.; COSTA, L.C.M. O caramujo gigante africano Achatina fulica no Brasil. Curitiba: Champagnat, 2010.

A presença da espécie Acathina fulica tem se mostrado desastrosa especialmente para as espécies nativas, uma vez que esse caramujo:

  1. Compartilha do mesmo habitat e do mesmo nicho ecológico que os caramujos nativos, mas isso não provoca competição. Ocorre um predatismo, podendo levar as espécies nativas à extinção.
  2. É um animal exótico, por esse motivo compete com os animais nativos. Essa relação harmônica pode levar os animais nativos à extinção.
  3. Tem uma elevada resistência a fatores bióticos e abióticos aliada ao comportamento de enterramento e estivação, revelando a baixa capacidade adaptativa da espécie, quando comparada a espécies nativas.
  4. Apresenta uma estrutura raladora denominada rádula, inexistente nos gastrópodes nativos, facilitando dessa maneira, a competição.
  5. Compartilha do mesmo habitat e do mesmo nicho ecológico que os caramujos nativos, ocorrendo competição e consequentemente levando os caramujos nativos até a extinção.

05. (ACAFE) Time brasileiro mapeia DNA de molusco para frear praga em rios

Um grupo de cientistas brasileiros sequenciou o genoma de uma espécie invasora de molusco que chegou ao Brasil nos anos 1990, vinda da China em navios, e estuda agora uma modificação genética no animal para frear sua proliferação em rios e lagos. Como não tem predadores naturais e se reproduz já a partir do primeiro mês de vida, o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) virou uma verdadeira praga de água doce, que gruda em cascos de embarcações, entope turbinas de hidrelétricas e desequilibra todo um ecossistema. A metodologia consiste na busca pelos genes envolvidos no sistema reprodutivo do animal, para realizar a alteração genética, produzindo fêmeas inférteis a partir da segunda geração, o que deve fazer com que a espécie entre em colapso e desapareça com o tempo.

Fonte: CIB, 29/08/2017. Disponível em: http://cib.org.br

Considere as informações contidas no texto e os conhecimentos relacionados ao tema, marque V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas, e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Os moluscos constituem um grande filo de animais invertebrados, podendo ser encontrados em ambientes marinhos, de água doce, ou terrestres. A classe dos bivalves por ser, na maioria, de animais filtradores, é muito utilizada como indicador ambiental por acumular substâncias, tais como, metais pesados.

( ) Espécies exóticas são espécies animais ou vegetais que se instalam em locais onde não são naturalmente encontradas. Muitas dessas espécies, por possuírem determinadas característica como ciclo reprodutivo rápido, baixa demanda nutricional, ausência de predadores, entre outros, tornam-se invasoras. Assim, acabam por se tornar pragas, crescendo e multiplicando-se rapidamente e alocando recursos que antes eram suficientes para o bemestar das espécies nativas, alterando o equilíbrio ecológico do local.

( ) O molusco conhecido como caracol-gigante africano (Achatina fulica), também denominado escargot africano, é uma espécie exótica que foi introduzida no Brasil para fins alimentícios. Como espécie invasora, pode ocupar casas, se alimentar de várias espécies vegetais causando danos à agricultura, e pode transmitir doenças às diferentes espécies, inclusive à humana, tais como esquistossomose ou barriga d'água, meningoencefalite e osinofílica, e a estrongiloidíase.

( ) A invasão de espécies exóticas muito adaptáveis e competitivas em áreas distintas do globo terrestre tende a empobrecer e homogeneizar os ecossistemas, ocasionando declínios populacionais e extinções de espécies nativas.

  1. V - V - F - V
  2. V - V - V - V
  3. F - V - V - F
  4. F - F - V - V

06. (UFRGS) Considere as afirmações abaixo sobre a introdução de espécies exóticas em um ecossistema, como a dos javalis na região da fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

I - A disseminação dos javalis causa problemas pela escassez de predadores naturais que controlem a população desses animais.

II - A degradação dos ambientes naturais favorece as espécies exóticas a ocupar ambientes anteriormente usados pelas espécies nativas.

III - As espécies exóticas invasoras são consideradas uma das causas da perda de biodiversidade.

Quais estão corretas?

  1. Apenas I.
  2. Apenas II.
  3. Apenas I e III.
  4. Apenas II e III.
  5. I, II e III.

07. (UECE) Espécies exóticas invasoras são seres vivos que se encontram fora da sua área natural de distribuição, introduzidos por dispersão acidental ou intencional. Esses organismos são uma ameaça à biodiversidade dos diversos ecossistemas, pois se apropriam dos recursos naturais disponíveis para as espécies nativas, em meio a uma competição ferrenha. Com relação aos bioinvasores, pode-se afirmar corretamente que

  1. as chances de se estabelecer em um determinado ecossistema são proporcionais à baixa capacidade de dispersão.
  2. esses seres apresentam ciclos reprodutivos com períodos juvenis curtos.
  3. normalmente produzem poucas estruturas reprodutivas e, consequentemente, pequeno número de descendentes.
  4. esses organismos só se reproduzem em momentos favoráveis, uma vez que são muito exigentes e não toleram variações ambientais.

08. (UPE) Observe as seguintes imagens:

Elas correspondem a duas espécies introduzidas no Brasil. A primeira apresenta o pombo (Columba livia), originário da Ásia Ocidental, trazido para o Brasil no início do século XIX, por ordem de Dom João VI, com a finalidade de enfeitar as cidades. A segunda corresponde à jaqueira (Artocarpus heterophyllus), originária das florestas tropicais da Índia, introduzida na região Nordeste do Brasil ainda no período Colonial para fins de paisagismo. Salientamos que tanto o pombo quanto à jaqueira são espécies consideradas exóticas, por serem oriundas de outros países e introduzidas no Brasil.

(Disponível em: http://biografia_ufsm.blogspot.com.br/2010/06/introdução_de_especies_exoticas_nos_04.html e http://www.bdtd.uerj.br/dte_busca/arquivo.php?cod_aquivo=4470. Adaptado.)

Com base no texto sobre as espécies exóticas, analise as afirmativas a seguir:

I. Quando consideradas invasoras essas espécies, contribuem para a maior perda da biodiversidade do planeta, provocadas por alteração do equilíbrio ambiental nos ecossistemas e habitats, sendo ameaças às espécies endêmicas.

II. As espécies exóticas invasoras são uma das principais consequências da extinção de espécies nativas, afetando mais seriamente espécies que evoluíram em ilhas.

III. A jaqueira, por ameaçar as plantas nativas do ecossistema Mata Atlântica, e o pombo, por competir por alimento com as espécies nativas de determinada região, são considerados espécies exóticas invasoras.

IV. Invasões biogeográficas são processos ocasionados pela introdução acidental ou não de espécies exóticas em um ambiente diferente de sua distribuição natural.

V. Os habitats alterados pelo homem e de climas quentes são mais propensos à instalação de espécies exóticas que os habitats conservados.

Estão CORRETAS, apenas,

  1. I, II e V.
  2. II e IV.
  3. II, III e IV.
  4. III, IV e V.
  5. III e V.

09. (UNCISAL) Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo uma arma inusitada contra o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), molusco que está entre as mais temidas espécies exóticas invasoras a afetar os rios do país. O plano é criar um mexilhão cujo material genético seja alterado e que seja capaz de cruzar com seus parentes selvagens e produzir apenas descendentes estéreis, levando a população da praga ao colapso.

Adaptado de: . Acesso em: 20 out. 2017.

A manipulação genética proposta pelos pesquisadores fará alterações nos genes da espécie, sendo que serão produzidos organismos

  1. transgênicos, que conterão um ou mais segmentos de DNA ou genes que foram manipulados entre organismos da mesma espécie.
  2. clonados, provenientes de reprodução assexuada realizada em laboratório que favorecerá a transmissão das características aos descendentes.
  3. melhorados geneticamente pela seleção de seres com características morfológicas de interesse dentre os organismos da população.
  4. recombinantes, originados da alteração no sequenciamento das bases nitrogenadas do DNA e da posterior transmissão das características.
  5. geneticamente modificados, que terão seu material genético modificado por engenharia genética.

10. (UniAtenas) "A condição dos países em desenvolvimento na busca da sustentabilidade, particularmente aqueles de megadiversidade, depende da habilidade em proteger seus ecossistemas, economias e a saúde pública. Infortunadamente, invasões de espécies exóticas - plantas, animais e microrganismos - trazem uma significante e sem precedente ameaça aos recursos desses países. Assim como em outros países, no Brasil, com a crescente globalização e o consequente aumento do comércio internacional, espécies exóticas são introduzidas, intencional ou não intencionalmente, para locais onde não encontram inimigos naturais, tornando-se mais eficientes que as espécies nativas no uso dos recursos".

Adaptado de: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biosseguranca/especies-exoticas-invasoras.

Com base no texto, analise as assertivas e marque a correta:

  1. A destruição das barreiras biogeográficas por meio da ação antrópica provoca uma forte aceleração no processo de equilíbrio dos invasores biológicos. À medida que novos ambientes são colonizados e ocupados pelo homem, plantas e animais domesticados são transportados, proporcionando, maior adaptação e favorecendo as relações harmônicas.
  2. De acordo com a convenção sobre diversidade biológica, "espécie exótica invasora" é toda espécie que se encontra fora de sua área de distribuição natural e que ameaça ecossistemas, habitats ou espécies nativas. Por suas vantagens competitivas e pela ausência de inimigos naturais, essas espécies têm capacidade de se proliferarem e invadirem ecossistemas como o ocorrido com o caramujo africano no Brasil, inclusive em Paracatu.
  3. As espécies exóticas invasoras podem ser prejudicadas pela degradação ambiental, mas são bem sucedidas em ambientes e paisagens alteradas. Isso porque, o seu potencial invasor é alto, apesar da severidade dos impactos causados pelas invasões, mas acabam favorecendo o equilíbrio no ambiente em que foram inseridos.
  4. Várias espécies exóticas invasoras, tais como vírus, fungos, briófitas, pteridófitas, plantas superiores, invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, entre outros, têm invadido e afetado a biota nativa de, praticamente, todos os ecossistemas da Terra, o que têm provocado um aumento da biodiversidade, favorecendo maior adaptação a ambientes antropizados e manutenção das espécies pré existentes.
  5. Apesar da agressividade e capacidade de excluir as espécies nativas, diretamente ou pela competição por recursos, as espécies exóticas invasoras não apresentam o potencial de transformar a estrutura e a composição dos ecossistemas invadidos.

Texto para a questão de 11 a 14

É provável que você nunca tenha ouvido falar de proclorococos. Esses micro-organismos de nome complicado estão presentes no seu cotidiano de modo simples, insuspeito e crucial. “Eles produzem o oxigênio de uma em cada cinco lufadas de ar que você respira”.

[...] O consumo “desnecessário” de frutos do mar, causa rupturas em ecossistemas inteiros e na química do oceano (que depende da estabilidade de cadeias alimentares que vão do plâncton às baleias). [...] Quanto ao peixe, é preciso pensar seletivamente: quem obtém essas proteínas? O mercado de luxo de atum, de lagosta, de salmão, de camarão. Vão para as cidades, não para alimentar gente faminta.”

[...] Peixes de rio, criados em cativeiro, têm sido comidos na China por mais de mil anos. Peixes herbívoros. Bagres. [...] há muito risco de introdução de espécies invasoras. A tendência hoje não é criar herbívoros, mas carnívoros, o que não faz o menor sentido.”

[...] Earle afirma que não estamos pagando o preço real desse consumo: “É preciso calcular quantas plantas fazem um peixe que alimenta o salmão. Quando você fala com um criador de salmão, ele diz: ‘Ah, é cinco ou seis para um’.” Para ela, a conta não fecha. [...] estamos começando a entender que não sabemos repor essas coisas: “Você não pode construir um atum depois que ele se acabou. Noventa por cento dos atuns-azuis estão extintos. Se eles se extinguirem, como você os trará de volta?

[...] Golfinhos captam a presença do submarino e tentam se “comunicar” com ele, afinando seus sonares na frequência dos instrumentos da engenhoca.

(ANGELO, 2011, p. 4).

11. (UESB) A preocupação da pesquisadora em relação aos atuns-azuis se justifica porque a espécie representa

  1. uma população capaz de cruzamento interespecífico com descência fértil, garantindo a identidade do conjunto gênico original.
  2. o patrimônio genético, construído em longo processo evolutivo, sob um contexto ecológico (eco-evo), que não pode ser recuperado.
  3. o ápice da evolução de uma linhagem de peixes, que perdeu o potencial de novas mudanças adaptativas.
  4. um conjunto específico de moléculas de DNA, que podem ser manipuladas visando à reconstrução de novos peixes para reposição dos estoques perdidos.
  5. o pool gênico dos atuns-azuis remanescentes que pode perpetuar, com fidedignidade, as populações origionais.

12. (UESB) Sobre as cadeias alimentares a que o texto faz referência, é correto afirmar:

  1. O padrão alimentar do salmão e do atum caracteriza esses peixes como consumidores de primeira ordem.
  2. A baleia, por seu tamanho, ocupa a base de uma pirâmide de números representativa das cadeias que vão do plâncton às baleias.
  3. O plâncton, representado por algas microscópicas e cianobactérias, constitui a base de teias alimentares marinhas.
  4. O ser humano, ao se alimentar de frutos do mar, ocupa sempre o mesmo nível trófico.
  5. O ciclo de nutrientes nas cadeias alimentares marinhas submersas é mantido sem a participação de decompositores.

13. (UESB) O significado da expressão “há muitos riscos na introdução de espécies invasoras” está relacionado à possibilidade de

  1. explosão populacional da espécie exótica, com repercussões na biodiversidade do ecossistema.
  2. eliminação das espécies invasoras em decorrência da falta de recursos adaptativos no novo habitat.
  3. mudança de hábitos alimentares das espécies nativas, desestruturando, em curto prazo, as cadeias tróficas.
  4. redução do potencial biótico das espécies locais em função das novas interações com os invasores.
  5. decréscimo da competição por espaço e alimento entre espécies, favorecendo as populações endêmicas.

14. (UESB) A afirmação em relação aos proclorococos permite inferir que esses micro-organismos

  1. efetuam reações de oxirredução em que a glicose, anaerobicamente, é convertida em água e em dióxido de carbono.
  2. utilizam o oxigênio dissolvido na água para a biossíntese de carboidratos.
  3. produzem oxigênio a partir de moléculas de gás carbônico resultantes da respiração de organismos aquáticos.
  4. realizam processo metabólico que inclui a fotólise da água, liberando oxigênio para o meio ambiente.
  5. dependem da absorção de substâncias orgânicas complexas como nutrientes na via glicolítica de produção de 02.

15. (UFGD) Leia o texto a seguir.

As constantes alterações ambientais (deliberadas ou acidentais) provocadas pela atividade comercial humana acarretam uma série de modificações na composição das populações originais. São todas gama de espécies: vegetais, animais e de microrganismos introduzidas pelo homem em praticamente todos os ambientes. Muitas destas espécies se tornam invasoras, multiplicando-se a tal ponto que passam a ser problemas nos ambientes invadidos.

Cerca de 80% do comércio mundial é feito hoje por transporte marítimo internacional, o que vem ocasionando a eliminação ou redução nas barreiras naturais que separavam os diferentes ecossistemas. Esse tipo de transporte provoca a movimentação anual estimada em 10 bilhões de toneladas de água de lastro e a circulação diária de aproximadamente 3.000 espécies de organismos em todo o mundo por essa via.

Os navios sempre foram a principal fonte de introdução de espécies exóticas, anteriormente por incrustações nos cascos e atualmente pelo transporte de água de lastro. O lastro consiste em qualquer material usado para dar peso e/ou manter a estabilidade de um objeto.

O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) é um molusco bivalve originário do sudeste asiático (China, Coreia e outros). Na América do Sul, as primeiras coletas de L. fortunei foram feitas em 1991, no estuário do Rio da Prata, Argentina e sugere-se que sua introdução no continente tenha ocorrido por meio da água de lastro de navios mercantes procedentes da Ásia, a qual foi descarregada nas operações portuárias das embarcações, liberando assim larvas desses organismos no novo ambiente. Em 1996, o mexilhão foi encontrado no Rio Paraná, Argentina, demonstrando assim uma capacidade impressionante de dispersão da espécie numa velocidade aproximada de 240 km por ano.

A espécie entrou na América do Sul pela Bacia do Prata e já está presente em praticamente toda a bacia do Paraná. Tem causado problemas como entupimento de tubulações e turbinas, obstrução de canais e, no tratamento de água causando “macrofouling” ou “biofouling”, quer seja: redução do diâmetro e obstrução de tubulações, redução da velocidade de fluxo da água, aumento do processo de corrosão de tubulações, gosto e odor na água, entre outros.

Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492010003400001>. Disponível em: <http://www.ecologia.ufrgs.br/lagoguaiba/eventos/MostraTrabalhos/trabalhos/09- DIAGN%D3STICO%20E%20CONTROLE%20DO%20MEXILH%C3O.pdf>. Acesso em 05 nov. 2015. (Adaptado)

Baseado no texto e nos seus conhecimentos sobre ecologia, qual a possível solução para evitar que a espécie invada outras bacias como a Bacia Amazônica?

  1. Introduzir preventivamente o predador conhecido da espécie no ambiente.
  2. Adicionar larvicida na água de lastro evitando a proliferação de larvas do molusco.
  3. Introduzir uma doença viral na água de lastro.
  4. Fazer a troca da água de lastro em ambiente marinho, evitando-se a introdução de espécies de água doce nas outras bacias.
  5. Proibir a entrada de navios que tenham água de lastro.

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