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História da América

Lista de 16 exercícios sobre História com gabarito sobre o tema História da América com questões da Unesp.



01. (Unesp 2017) Os deuses disseram entre si depois de criar o homem: “O que os homens comerão, oh deuses? Vamos já todos buscar o alimento.” Enquanto isso, as formigas vermelhas estavam colhendo e carregando os grãos de milho que traziam de dentro do Tonacatepetl (Montanha do Sustento). O deus Quetzalcoatl encontrou as formigas e lhes disse: “Digam-me, onde vocês colheram os grãos de milho?”. Muitas vezes lhes perguntou, mas as formigas não quiseram responder. Algum tempo depois, as formigas disseram a Quetzalcoatl: “Lá.” E apontaram o lugar. Quetzalcoatl se transformou em formiga negra e as acompanhou. Desse modo, Quetzalcoatl acompanhou as formigas vermelhas até o depósito, arranjou o milho e em seguida o levou a Tamoanchan (moradia dos deuses e onde o homem havia sido criado). Ali os deuses o mastigaram e o puseram na nossa boca para nos robustecer.

O texto asteca

  1. promove a divulgação das qualidades nutricionais do milho para o fortalecimento dos guerreiros mesoamericanos.
  2. oferece uma explicação mítica para a importância do milho na base da alimentação dos povos mesoamericanos.
  3. demonstra sustentação histórica e claro desenvolvimento de pensamento lógico e racional.
  4. procura justificar o fato de apenas os governantes dos povos mesoamericanos poderem exercer atividades agrícolas.
  5. revela a influência das fábulas europeias na construção do imaginário dos povos mesoamericanos.

02. (Unesp 2016) Todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que uma forma de governo se dispõe a destruir essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la, e instituir um novo governo, assentando seu fundamento sobre tais princípios e organizando seus poderes de tal forma que a ele pareça ter maior probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a felicidade.

(Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776). In: Harold Syrett (org.).

Documentos históricos dos Estados Unidos, 1988.)

O documento expõe o vínculo da luta pela independência das treze colônias com os princípios

  1. liberais, que defendem a necessidade de impor regras rígidas de protecionismo fiscal.
  2. mercantilistas, que determinam os interesses de expansão do comércio externo.
  3. iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania e de rebelião contra governos tirânicos.
  4. luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a lutar pela própria salvação.
  5. católicos, que justificam a ação humana apenas em função da vontade e do direito divinos.

03. (Unesp 2021) O processo de formação e consolidação dos Estados nacionais na América hispânica, nas duas primeiras décadas do século XIX, envolveu

  1. a participação militar direta dos Estados Unidos.
  2. a intermediação diplomática do Império brasileiro.
  3. a disputa entre projetos unitários e federalistas.
  4. o prevalecimento das tradições culturais indígenas.
  5. o franco apoio da Igreja católica aos novos Estados.

04. (Unesp 2021) O processo de independência na América espanhola, ocorrido nas primeiras décadas do século XIX,

  1. contou com participação ativa e direta dos Estados Unidos, que buscavam ampliar sua zona de influência política na América.
  2. envolveu projetos políticos e setores sociais variados, que se confrontaram no momento de constituição dos novos Estados.
  3. manteve a unidade territorial das áreas antes controladas pela Espanha, e os novos Estados organizaram-se numa federação.
  4. resultou no afastamento definitivo dos novos Estados em relação ao antigo colonizador e na divisão das grandes propriedades rurais entre os camponeses sem terra.
  5. derivou da iniciativa das burguesias locais, que defendiam a igualdade social como base da organização social dos novos Estados.

05. (Unesp 2019) Outra prática comum aos povos mesoamericanos foi a construção de cidades. [...] As cidades mesoamericanas também serviam para dar identidade grupal aos seus habitantes, ou seja, as pessoas se reconheciam como pertencentes a tal cidade e não como “indígena”, termo que começou a ser utilizado pelos espanhóis para referir-se aos milhares de grupos que se [...] autodenominavam mexicas, cholutecas, tlaxcaltecas, dependendo da cidade que habitavam.

(Eduardo Natalino dos Santos. Cidades pré-hispânicas do México e da América Central, 2004.)

As cidades existentes na América Central e no México no período pré-colombiano

  1. foram objeto de disputa entre lideranças indígenas e conquistadores espanhóis, pois eram situadas em áreas próximas ao litoral.
  2. eram centros comerciais, políticos e religiosos que contribuíam para a caracterização e diferenciação dos habitantes da região.
  3. eram espaços dedicados essencialmente a cultos religiosos monoteístas, que asseguravam a unificação identitária dos povos da região.
  4. eram as capitais de grandes unidades políticas e sociais, e seus governantes buscavam a homogeneização dos povos indígenas da região.
  5. foram conservadas quase integralmente até os dias de hoje, graças às preocupações preservacionistas dos colonizadores espanhóis.

06. (Unesp 2017) A expansão territorial dos Estados Unidos, no século XIX, foi o resultado da compra da Luisiana francesa pelo governo central, da anexação de territórios mexicanos, da distribuição de pequenos lotes de terra para colonos pioneiros, da expansão das redes de estradas de ferro, assim como da anexação de terras indígenas. Esse processo expansionista foi ideologicamente justificado pela doutrina do Destino Manifesto, segundo a qual

  1. o direito pertence aos povos mais democráticos e laboriosos.
  2. o mundo deve ser transformado para o engrandecimento da humanidade.
  3. o povo americano deve garantir a sobrevivência econômica das sociedades pagãs.
  4. as terras pertencem aos seus descobridores e primeiros ocupantes.
  5. a nação deve conquistar o continente que a Providência lhe reservou.

07. (Unesp 2015) Era o fim. O general Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios ia embora para sempre. Tinha arrebatado ao domínio espanhol um império cinco vezes mais vasto que as Europas, tinha comandado vinte anos de guerras para mantê-lo livre e unido, e o tinha governado com pulso firme até a semana anterior, mas na hora da partida não levava sequer o consolo de acreditarem nele. O único que teve bastante lucidez para saber que na realidade ia embora, e para onde ia, foi o diplomata inglês, que escreveu num relatório oficial a seu governo: “O tempo que lhe resta mal dá para chegar ao túmulo.”

  1. foi um importante líder político, mas jamais desempenhou atividades militares no processo de independência da América Hispânica.
  2. obteve sucesso na luta contra a presença britânica e norte-americana na América Hispânica, mas jamais conseguiu derrotar os colonizadores espanhóis.
  3. defendeu a total unidade das Américas, mas jamais obteve sucesso como comandante militar nas lutas de independência das antigas colônias espanholas.
  4. teve papel político e militar decisivo na luta de independência da América Hispânica, mas jamais governou a totalidade das antigas colônias espanholas.
  5. atuou no processo de emancipação da América Hispânica, mas jamais exerceu qualquer cargo político nos novos Estados nacionais.

08. (Unesp 2014) Inserido em um empreendimento mercantil, financiado com o objetivo de exploração econômica para o fortalecimento do absolutismo espanhol, o navegante genovês [Cristóvão Colombo] encontra uma realidade na América que não permite a identificação das imaginadas riquezas orientais, dando origem a uma dupla narrativa: a do esperado e a do experimentado, em que o discurso é pressionado pela necessidade de obter informações e um projeto colonizador.

(Wilton Carlos Lima da Silva. As terras inventadas, 2003. Adaptado.)

Segundo o texto, o relato de Colombo

  1. revela a convicção do navegador de que as novas terras oferecem riquezas imediatas e poder planetário aos reis da Espanha.
  2. expõe o esforço do navegador de conciliar o reconhecimento da especificidade americana com as expectativas europeias ante a viagem.
  3. confirma o caráter casual da descoberta da América e o desconsolo do navegador diante das pressões comerciais da metrópole.
  4. demonstra a superioridade religiosa e tecnológica dos navegadores europeus em relação aos nativos americanos.
  5. mostra a decepção do navegador com o que encontrou na América, pois não havia riquezas que justificassem a longa viagem.

09. (Unesp 2014) Sobre as lutas pela independência na América Hispânica, é correto afirmar que

  1. contaram com participação política e militar direta dos Estados Unidos e da Alemanha, interessados em ampliar sua presença comercial na região.
  2. tiveram claro caráter popular, expresso na realização, após a emancipação, de reformas sociais profundas.
  3. impediram a modernização das economias coloniais e reduziram a participação dos países da região no comércio internacional.
  4. asseguraram a manutenção da unidade territorial e impediram a fragmentação política da região.
  5. foram controladas, na maior parte dos casos, pelas elites criollas, embora tenham contado com participação popular.

10. (Unesp 2013) É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o Novo Mundo uma única nação com um único vínculo que ligue as partes entre si e com o todo. Já que tem uma só origem, uma só língua, mesmos costumes e uma só religião, deveria, por conseguinte, ter um só governo que confederasse os diferentes Estados que haverão de se formar; mas tal não é possível, porque climas remotos, situações diversas, interesses opostos e caracteres dessemelhantes dividem a América.

(Simón Bolívar. Carta da Jamaica [06.09.1815]. Simón Bolívar: política, 1983.)

O texto foi escrito durante as lutas de independência na América Hispânica. Podemos dizer que,

  1. ao contrário do que afirma na carta, Bolívar não aceitou a diversidade americana e, em sua ação política e militar, reagiu à iniciativa autonomista do Brasil.
  2. ao contrário do que afirma na carta, Bolívar combateu as propostas de independência e unidade da América e se empenhou na manutenção de sua condição de colônia espanhola.
  3. conforme afirma na carta, Bolívar defendeu a unidade americana e se esforçou para que a América Hispânica se associasse ao Brasil na luta contra a hegemonia norte-americana no continente.
  4. conforme afirma na carta, Bolívar aceitou a diversidade geográfica e política do continente, mas tentou submeter o Brasil à força militar hispano-americana.
  5. conforme afirma na carta, Bolívar declarou diversas vezes seu sonho de unidade americana, mas, em sua ação política e militar, reconheceu que as diferenças internas eram insuperáveis.

11. (Unesp 2012) O caudilhismo é um fenômeno político hispano-americano do século XIX, que se associa

  1. à resistência contra o intervencionismo norte-americano, sobretudo nas áreas do Caribe e América Central.
  2. às guerras civis entre unitários e federalistas durante o processo de formação dos Estados nacionais.
  3. aos pensadores liberais que lutaram pela emancipação política e econômica do continente.
  4. às lideranças militares que atuaram nas guerras de independência e defenderam a unificação do continente.
  5. ao temor, manifesto sobretudo na região do Prata, de que o Império brasileiro avançasse militarmente para o sul.

12. (Unesp 2009) Entre as civilizações pré-colombianas dos maias e dos astecas, havia semelhanças culturais significativas.

No momento em que foram conquistadas

  1. os maias tiveram suas crenças religiosas e seus documentos escritos preservados e acatados pelos espanhóis, enquanto que a civilização asteca foi destruída.
  2. os astecas e os maias haviam pacificado as relações entre os diversos povos que habitavam as atuais regiões do México e da Guatemala.
  3. tiveram suas populações dizimadas pelos espanhóis, que se apossaram militarmente das cidades de Palenque, Tikal e Copan.
  4. os astecas dominavam um território que se estendia do oceano Atlântico ao Pacífico, mas os maias já não contavam com as magníficas cidades, desaparecidas sob as florestas.
  5. eram caçadores nômades, desconheciam a agricultura e utilizavam a roda e os metais para fins militares.

Texto para a 13 e 15

Em 1500, fazia oito anos que havia presença europeia no Caribe: uma primeira tentativa de colonização que ninguém na época podia imaginar que seria o prelúdio da conquista e da ocidentalização de todo um continente e até, na realidade, uma das primeiras etapas da globalização.

A aventura das ilhas foi exemplar para toda a América, espanhola, inglesa ou portuguesa, pois ali se desenvolveu um roteiro que se reproduziu em várias outras regiões do continente americano: caos e esbanjamento, incompetência e desperdício, indiferença, massacres e epidemias. A experiência serviu pelo menos de lição à coroa espanhola, que tentou praticar no resto de suas possessões americanas uma política mais racional de dominação e de exploração dos vencidos: a instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones, assim como a instalação de uma rede administrativa densa e o envio de funcionários zelosos, que evitaram a repetição da catástrofe antilhana.

(Serge Gruzinski. A passagem do século: 1480-1520: as origens da globalização, 1999. Adaptado.)

13. (Unesp 2018) As epidemias provocadas pelos contatos entre europeus e povos autóctones da América

  1. demonstraram o risco da expansão territorial para áreas distantes e determinaram o imediato desenvolvimento de vacinas.
  2. representaram uma espécie de guerra biológica que afetou, ainda que de forma desigual, conquistadores e conquistados.
  3. provocaram a interdição, pelas cortes europeias, da circulação de mulheres grávidas entre os dois continentes.
  4. foram utilizadas pelos nativos para impedir o avanço dos europeus, que contraíram doenças tropicais, como a febre amarela e a malária.
  5. levaram à proibição, pelas cortes europeias, do contato sexual entre europeus e nativos, para impedir a propagação da sífilis.

14. (Unesp 2018) “A instalação de uma Igreja poderosa, dominadora e próxima dos autóctones” contribuiu para a dominação espanhola e portuguesa da América, uma vez que os religiosos

  1. mediaram os conflitos entre grupos indígenas rivais e asseguraram o estabelecimento de relações amistosas destes com os colonizadores.
  2. aceitaram a imposição de tributos às comunidades indígenas, mas impediram a utilização de nativos na agricultura e na mineração.
  3. toleraram as religiosidades dos povos nativos e assim conseguiram convencê-los a colaborar com o avanço da colonização
  4. rejeitaram os regimes de trabalho compulsório, mas estimularam o emprego de mão de obra indígena em obras públicas.
  5. desenvolveram missões de cristianização dos nativos e facilitaram o emprego de mão de obra indígena na empresa colonial.

15. (Unesp 2018) Os problemas ocorridos na colonização das ilhas do Caribe podem ser considerados “exemplares para toda a América”, pois geraram

  1. a identificação de uma grande oportunidade, para nativos e europeus, de conviver com outros povos e desenvolver a tolerância e o respeito a valores morais e culturais diferentes.
  2. o temor, nos indígenas, diante da ambição europeia e a percepção, pelos europeus, da dificuldade de estruturar o empreendimento colonial e manter o controlede terras e povos tão distantes.
  3. o início de um longo conflito entre os europeus e as populações nativas, que provocou perdas humanas e financeiras nos dois lados, inviabilizando a exploração comercial da América.
  4. a formação de uma elite colonial que recusava submeter- se às ordens das coroas europeias e dispunha de plena autonomia na produção e comercialização das mercadorias.
  5. o reconhecimento, pelos europeus, da necessidade de instalação de feitorias no litoral para a segurança dos viajantes e a aceitação, pelos nativos, da hegemonia dos conquistadores

16. (Unesp 2018) A Nação terá em qualquer tempo o direito de impor à propriedade privada as modalidades ditadas pelo interesse público [...]. Com esse objetivo serão determinadas as medidas necessárias ao fracionamento dos latifúndios [...]. Os povoados, vilarejos e comunidades que careçam de terras e águas ou não as tenham em quantidades suficientes para as necessidades de sua população terão direito a elas, tomando-as das propriedades vizinhas, porém respeitando, sempre, a pequena propriedade.

(Artigo 27 da Constituição mexicana de 1917.

Apud Héctor H. Bruit. Revoluções na América Latina, 1988.)

O artigo 27 da Constituição elaborada ao final da Revolução Mexicana dispõe sobre a propriedade de terra e

  1. contempla parcialmente as reivindicações dos movimentos camponeses e indígenas, por distribuição de terras.
  2. representa a vitória dos projetos defendidos pelos setores operários e camponeses vinculados a grupos socialistas e anarquistas.
  3. expõe o avanço do projeto liberal burguês e de sua concepção de desenvolvimento de uma agricultura integralmente voltada à exportação.
  4. restabelece a hegemonia sociopolítica dos grandes proprietários rurais e da Igreja católica, que havia sido abalada nos anos de luta.
  5. corresponde aos interesses dos grandes conglomerados norte-americanos, que se instalaram no país durante o período do porfirismo.

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