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Idade Moderna II

Lista de 20 exercícios de História com gabarito sobre o tema Idade Moderna com questões do Enem.



01. (Enem PPL 2013) A Inglaterra deve governar o mundo porque é a melhor; o poder deve ser usado; seus concorrentes imperiais não são dignos; suas colônias devem crescer, prosperar e continuar ligadas a ela. Somos dominantes, porque temos o poder (industrial, tecnológico, militar, moral), e elas não; elas são inferiores; nós, superiores, e assim por diante.

SAID, E. Cultura e imperialismo. São Paulo: Cia das Letras, 1995 (adaptado).

O texto reproduz argumentos utilizados pelas potências europeias para dominação de regiões na África e na Ásia, a partir de 1870. Tais argumentos justificavam suas ações imperialistas, concebendo-as como parte de uma

  1. cruzada religiosa.
  2. catequese cristã.
  3. missão civilizatória.
  4. expansão comercial ultramarina.
  5. política exterior multiculturalista.

02. (Enem PPL 2013) O servo pertence à terra e rende frutos ao dono da terra. O operário urbano livre, ao contrário, vende-se a si mesmo e, além disso, por partes. Vende em leilão 8,10,12,15 horas da sua vida, dia após dia, a quem melhor pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos instrumentos de trabalho e dos meios de subsistência, isto é, ao capitalista.

MARX, K. Trabalho assalariado e capital & salário, preço e lucro. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

O texto indica que houve uma transformação dos espaços urbanos e rurais com a implementação do sistema capitalista, devido às mudanças tecnossociais ligadas ao

  1. desenvolvimento agrário e ao regime de servidão.
  2. aumento da produção rural, que fixou a população nesse meio.
  3. desenvolvimento das zonas urbanas e às novas relações de trabalho.
  4. aumento populacional das cidades associado ao regime de servidão.
  5. desenvolvimento da produção urbana associada às relações servis de trabalho.

03. (Enem PPL 2013)

TEXTO I

O aparecimento da máquina movida a vapor foi o nascimento do sistema fabril em grande escala, representando um aumento tremendo na produção, abrindo caminho na direção dos lucros, resultado do aumento da procura. Eram forças abrindo um novo mundo.

HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1974 (adaptado).

TEXTO II

Os edifícios das fábricas adaptavam-se mal à concentração de numerosa mão de obra, reunida para longos dias de trabalho, numa situação árdua e insalubre. O trabalho nas fábricas destruiu o sistema doméstico de produção. Homens, mulheres e crianças deixavam os lugares onde moravam para trabalhar em diferentes fábricas.

LEITE, M. M. Iniciação à história social contemporânea.

São Paulo: Cultrix,1980 (adaptado).

As estratégias empregadas pelos textos para abordar o impacto da Revolução Industrial sobre as sociedades que se industrializavam são, respectivamente,

  1. ressaltar a expansão tecnológica e deter-se no trabalho doméstico.
  2. acentuar as inovações tecnológicas e priorizar as mudanças no mundo do trabalho.
  3. debater as consequências sociais e valorizar a reorganização do trabalho.
  4. indicar os ganhos sociais e realçar as perdas culturais.
  5. minimizar as transformações sociais e criticar os avanços tecnológicos.

04. (Enem PPL 2012) Em teoria, as pessoas livres da Colônia foram enquadradas em uma hierarquia característica do Antigo Regime.

A transferência desse modelo, de sociedade de privilégios, vigente em Portugal, teve pouco efeito prático no Brasil. Os títulos de nobreza eram ambicionados. Os fidalgos eram raros e muita gente comum tinha pretensões à nobreza.

(FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp; Fundação do Desenvolvimento da Educação, 1995)

Ao reelaborarem a lógica social vigente na metrópole, os sujeitos do mundo colonial construíram uma distinção que ordenava a vida cotidiana a partir da:

  1. concessão de títulos nobiliárquicos por parte da Igreja Católica.
  2. definição do trabalho como princípio ético da vida em sociedade.
  3. miscigenação associada a profissões de elevada qualificação.
  4. imagem do Rei e de sua Corte como modelo a ser seguido
  5. afirmação de diferenças fundadas na posse de terras e de escravos.

05. (Enem 2012) Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento.

Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio.

Que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar leis.

Declaração de Direitos. Disponı́vel em: http://disciplinas.stoa.usp.br. Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado).

No documento de 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime polı́tico que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em:

  1. Redução da influência do papa - Teocracia.
  2. Limitação do poder do soberano - Absolutismo.
  3. Ampliação da dominação da nobreza - República.
  4. Expansão da força do presidente - Parlamentarismo.
  5. Restrição da competência do congresso - Presidencialismo.

06. (Enem 2012)

Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratégias que visavam sedimentar uma determinada noção de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra

  1. a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos próprios à vestimenta real.
  2. a unidade entre o público e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o público e sem a vestimenta real, o privado.
  3. o vínculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do público a figura de um rei despretensioso e distante do poder político.
  4. o gosto estético refinado do rei, pois evidencia a elegância dos trajes reais em relação aos de outros membros da corte.
  5. a importância da vestimenta para a constituição simbólica do rei, pois o corpo político adornado esconde os defeitos do corpo pessoal.

07. (Enem PPL 2012) Assentado, portanto, que a Escritura, em muitas passagens, não apenas admite, mas necessita de exposições diferentes do significado aparente das palavras, parece–me que, nas discussões naturais, deveria ser deixada em último lugar.

GALILEI, G. Carta a Dom Benedetto Castelli. In: Ciência e fé: cartas de Galileu sobre o acordo do sistema copernicano com a Bíblia. São Paulo: Unesp, 2009 (adaptado).

O texto, extraído da carta escrita por Galileu (1564-1642) cerca de trinta anos antes de sua condenação pelo Tribunal do Santo Ofício, discute a relação entre ciência e fé, problemática cara no século XVII. A declaração de Galileu defende que

  1. a bíblia, por registrar literalmente a palavra divina, apresenta a verdade dos fatos naturais, tornando-se guia para a ciência.
  2. o significado aparente daquilo que é lido acerca da natureza na bíblia constitui uma referência primeira.
  3. as diferentes exposições quanto ao significado das palavras bíblicas devem evitar confrontos com os dogmas da Igreja.
  4. a bíblia deve receber uma interpretação literal porque, desse modo, não será desviada a verdade natural.
  5. os intérpretes precisam propor, para as passagens bíblicas, sentidos que ultrapassem o significado imediato das palavras.

08. (Enem PPL 2012)

TEXTO I

O Estado sou eu.

Frase atribuída a Luís XIV, Rei Sol, 1638–1715. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec. gov.br. Acesso em: 30 nov. 2011.

TEXTO II

A nação é anterior a tudo. Ela é a fonte de tudo. Sua vontade é sempre legal; na verdade é a própria lei.

SIEYÈS, E–J. O que é o Terceiro Estado. Apud. ELIAS, N. Os alemães: a luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

Os textos apresentados expressam alteração na relação entre governantes e governados na Europa. Da frase atribuída ao rei Luís XIV até o pronunciamento de Sieyès, representante das classes médias que integravam o Terceiro Estado Francês, infere-se uma mudança decorrente da

  1. ampliação dos poderes soberanos do rei, considerado guardião da tradição e protetor de seus súditos e do Império.
  2. associação entre vontade popular e nação, composta por cidadãos que dividem uma mesma cultura nacional.
  3. reforma aristocrática, marcada pela adequação dos nobres aos valores modernos, tais como o princípio do mérito.
  4. organização dos Estados centralizados, acompanhados pelo aprofundamento da eficiência burocrática.
  5. crítica ao movimento revolucionário, tido como ilegítimo em meio à ascensão popular conduzida pelo ideário nacionalista.

09. (Enem 2011) Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domı́nio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa cientı́fica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.

SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.

O texto apresenta um espı́rito de época que afetou também a produção artı́stica, marcada pela constante relação entre

  1. fé e misticismo.
  2. ciência e arte.
  3. cultura e comércio.
  4. polı́tica e economia.
  5. astronomia e religião.

10. (Enem 2011) O café tem origem na região onde hoje se encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consumo se disseminaram a partir da Penı́nsula Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de Veneza. Quando o café chegou à região europeia, alguns clérigos sugeriram que o produto deveria ser ex-comungado, por ser obra do diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), contudo, resolveu provar a bebida. Tendo gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma “bebida verdadeiramente cristã”.

THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros e livros, 1998 (adaptado).

A postura dos clérigos e do papa Clemente VIII diante da introdução do café na Europa Ocidental pode ser explicada pela associação dessa bebida ao

  1. ateı́smo.
  2. judaı́smo.
  3. hinduı́smo.
  4. islamismo.
  5. protestantismo.

11. (Enem 2011 PPL) Os principais distúrbios começaram em Nottingham, em 1811. Uma grande manifestação de malharistas, gritando por trabalho e por um preço mais liberal, foi dissolvida pelo exército. Naquela noite, sessenta armações de malha foram destruídas na grande vila de Arnold por amotinados que não tomaram nenhuma precaução em se disfarçar e foram aplaudidos pela multidão.

(THOMPSON, E.P. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987)

Esse texto diz respeito à nova realidade socioeconômica da Inglaterra implantada a partir da Revolução Industrial. A principal consequência para os trabalhadores nas primeiras décadas do século XIX se manifestou por meio:

  1. da destruição de máquinas que deterioravam as condições de vida e de trabalho.
  2. de petições enviadas ao Parlamento inglês na defesa de direitos coletivos.
  3. da vitória sobre a burguesia, com a redução da jornada de trabalho para oito horas.
  4. da conquista de direitos trabalhistas pela atuação combativa dos sindicatos
  5. do descontentamento pelo aumento de preços dos alimentos básicos e moradia.

12. (Enem 2011) Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvez de um profundo sentimento de insegurança, estava difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio urbano, pois que uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma muralha.

DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privada da Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos. Este processo está diretamente relacionado com

  1. o crescimento das atividades comerciais e urbanas.
  2. a migração de camponeses e artesãos.
  3. a expansão dos parques industriais e fabris.
  4. o aumento do número de castelos e feudos.
  5. a contenção das epidemias e doenças.

13. (Enem PPL 2011) É uma mudança profunda na estrutura social, isto é, uma transformação que atinge todos os níveis da realidade social: o econômico, o político, o social e o ideológico. Uma revolução é uma luta entre forças de transformação e forças de conservação de uma sociedade. Quando ocorre uma revolução, a vida das pessoas sofre uma mudança radical no próprio dia a dia.

AQUINO, R. S.L. et al. História das Sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais. Rio de Janeiro: Record, 1999 (fragmento).

Na França, em 1871, após a derrota de Napoleão III na guerra contra a Rússia e a presidência de Louis Adolphe Thiers, os trabalhadores franceses organizaram uma rebelião que levou à tomada de Paris e à organização de um governo popular, denominado de Comuna de Paris. Este processo é considerado como uma importante experiência política, porque

  1. extinguiu definitivamente o voto censitário e instituiu o voto por categoria profissional.
  2. foi a mais duradoura experiência de governo popular na História contemporânea.
  3. criou um Estado dos trabalhadores formado por comunas livres e autônomas.
  4. definiu um Estado voltado para atender os interesses de todas as classes sociais.
  5. substituiu o exército por milícias comandadas pelos antigos generais, mas subordinadas ao poder das comunas.

14. (Enem 2010) A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros, Tudo se transformava em lucro. As cidades tinham sua sujeira lucrativa, suas favelas lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e os novos altosfornos eram como as Pirâmides, mostrando mais a escravização do homem que seu poder.

DEANE, P. A Revolução Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços tecnológicos ocorridos no contexto da Revolução Industrial Inglesa e as caracterı́sticas das cidades industriais no inı́cio do século XIX?

  1. A facilidade em se estabelecerem relações lucrativas transformava as cidades em espaços privilegiados para a livre iniciativa, caracterı́stica da nova sociedade capitalista.
  2. O desenvolvimento de métodos de planejamento urbano aumentava a eficiência do trabalho industrial.
  3. A construção de núcleos urbanos integrados por meios de transporte facilitava o deslocamento dos trabalhadores das periferias até as fábricas.
  4. A grandiosidade dos prédios onde se localizavam as fábricas revelava os avanços da engenharia e da arquitetura do perı́odo, transformando as cidades em locais de ex-perimentação estética e artı́stica.
  5. O alto nı́vel de exploração dos trabalhadores industriais ocasionava o surgimento de aglomerados urbanos marcados por péssimas condições de moradia, saúde e higiene.

15. (Enem 2010) A evolução do processo de transformação de matérias-primas em produtos acabados ocorreu em três estágios: artesanato, manufatura e maquinofatura. Um desses estágios foi o artesanato, em que se

  1. trabalhava conforme o ritmo das máquinas e de maneira padronizada.
  2. trabalhava geralmente sem o uso de máquinas e de modo diferente do modelo de produção em série.
  3. empregavam fontes de energia abundantes para o funcionamento das máquinas.
  4. realizava parte da produção por cada operário, com uso de máquinas e trabalho assalariado.
  5. faziam interferências do processo produtivo por técnicos e gerentes com vistas a determinar o ritmo de produção.

16. (Enem 2010) Em nosso paı́s queremos substituir o egoı́smo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princı́pios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vı́cio, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem.

HUNT, L. Revolução Francesa e Vida Privada. In: PERROT, M. (Org.) História da Vida

Privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (adaptado).

O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos polı́tico-sociais envolvidos na Revolução Francesa?

  1. À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força polı́tica dominante.
  2. Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.
  3. A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.
  4. À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato, com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.
  5. Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos polı́ticos.

17. (Enem 2010) Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria?

Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos tiranos vestem?

Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo esses parasitas ingratos que exploram vosso suor - ah, que bebem vosso sangue?

SHELLEY. Os homens da Inglaterra. Apud HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.

A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada

  1. na pobreza dos empregados, que estava dissociada da riqueza dos patrões.
  2. no salário dos operários, que era proporcional aos seus esforços nas indústrias.
  3. na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo proletariado.
  4. no trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade.
  5. na riqueza, que não era usufruı́da por aqueles que a produziam.

18. (Enem 2010) Em nosso país queremos substituir o egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem.

HUNT, L. Revolução Francesa e Vida Privada. In: PERROT, M. (Org.) História da Vida Privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (adaptado).

O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos políticos-sociais envolvidos na Revolução Francesa?

  1. À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força política dominante.
  2. Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.
  3. A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.
  4. À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.
  5. Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos políticos.

19. (Enem 2010) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Martin Claret, 2009.

No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na

  1. inércia do julgamento de crimes polêmicos.
  2. bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
  3. compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
  4. neutralidade diante da condenação dos servos.
  5. conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe.

20. (Enem PPL 2011) Atualmente, a noção de que o bandido não está protegido pela lei tende a ser aceita pelo senso comum. Urge mobilizar todas as forças da sociedade para reverter essa noção letal para o Estado Democrático de Direito, pois, como dizia o grande Rui Barbosa, “A lei que não protege o meu inimigo, não me serve".

SAMPAIO, P. A. Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.In.: Os Direitos Humanos desafiando o século XXI. Brasília: OAB; Conselho Federal; Comissão Nacional de Direitos Humanos, 2010.

No texto, o autor estabelece uma relação entre democracia e direito que remete a um dos mais valiosos princípios da Revolução Francesa: a lei deve ser igual para todos. A inobservância desse princípio é uma ameaça à democracia, porque

  1. resulta em uma situação em que algumas pessoas possuem mais direitos do que outras.
  2. diminui o poder de contestação dos movimentos sociais organizados.
  3. favorece a impunidade e a corrupção por meio dos privilégios de nascimento.
  4. consagra a ideia de que as diferenças devem se basear na capacidade de cada um.
  5. restringe o direito de voto a apenas uma parcela da sociedade civil.

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