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Idade Contemporânea

Lista de 20 exercícios de História com gabarito sobre o tema Idade Contemporânea: o mundo no séculos XIX (A Era Napoleônica e Congresso de Viena, independência das côlonias da América espanhola e do Haiti, rebeliões liberais, nacionalismo e unificações, expansão do imperialismo e o neocolonialismo), com questões do Enem.

Confira as videoaulas, teoria e questões sobre: Idade Contemporânea I | Idade Contemporânea II | Idade Contemporânea III | Idade Contemporânea IV



01. (Enem 2015 PPL) Colonizar, afirmava, em 1912, um eminente jurista, “é relacionar-se com os países novos para tirar benefícios dos recursos de qualquer natureza desses países, aproveitá-los no interesse nacional, e ao mesmo tempo levar às populações primitivas as vantagens da cultura intelectual, social, científica-comercial e industrial, apanágio das raças superiores. A colonização é, pois, um estabelecimento fundado em país novo por uma raça de civilização avançada, para realizar o duplo fim que acabamos de indicar.”

(Précis de législation et d´économie coloniales. Apud LINHARES, M. Y. A luta contra a Metrópole (Ásia e África). São Paulo: Brasiliense, 1981)

A definição de colonização apresentada no texto tinha a função ideológica de:

  1. dissimular a prática da exploração mediante a ideia de civilização.
  2. compensar o saque das riquezas mediante a educação formal dos colonos.
  3. formar uma identidade colonial mediante a recuperação de sua ancestralidade.
  4. reparar o atraso da Colônia mediante a incorporação dos hábitos da Metrópole.
  5. promover a elevação cultural da Colônia mediante a incorporação de tradições metropolitanas.

02. (Enem 2014 PPL) Em dezembro de 1945, começou uma greve de dois meses no principal porto da África Ocidental Francesa, Dacar. As autoridades só conseguiram levar os grevistas de volta ao trabalho com grandes aumentos de salário e, o que é ainda mais importante, pondo em prática todo o aparato de relações industriais usado na França – em resumo, agindo como se os grevistas fossem modernos operários industriais

(COOPER, F.; HOLT, T.; SCOTT. R. Além da escravidão. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005 )

Durante o neocolonialismo, o trabalho forçado – que não se confunde com a escravidão – foi uma constante em diversas regiões do continente africano até o século XX. De acordo com o texto, sua superação deriva da:

  1. crítica moral da intelectualidade metropolitana.
  2. pressão articulada dos organismos multilaterais.
  3. resistência organizada dos trabalhadores nativos.
  4. concessão pessoal dos empresários imperialistas.
  5. baixa lucratividade dos empreendimentos capitalistas.

03. (Enem 2014 PPL) Em busca de matérias-primas e de mercados por causa da acelerada industrialização, os europeus retalharam entre si a África. Mais do que alegações econômicas, havia justificativas políticas, científicas, ideológicas e até filantrópicas. O rei belga Leopoldo lI defendia o trabalho missionário e a civilização dos nativos do Congo, argumento desmascarado pelas atrocidades praticadas contra a população.

(NASCIMENTO, C. Partilha da África: o assombro do continente mutilado. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 7, n. 75, dez. 2011 - adaptado)

A atuação dos países europeus contribuiu para que a África – entre 1880 e 1914 – se transformasse em uma espécie de grande “colcha de retalhos”. Esse processo foi motivado pelo(a):

  1. busca de acesso à infraestrutura energética dos países africanos.
  2. tentativa de regulação da atividade comercial com os países africanos.
  3. resgate humanitário das populações africanas em situação de extrema pobreza.
  4. domínio sobre os recursos considerados estratégicos para o fortalecimento das nações europeias.
  5. necessidade de expandir as fronteiras culturais da Europa pelo contato com outras civilizações.

04. (Enem 2014) Três décadas - de 1884 a 1914 - separam o século XIX - que terminou com a corrida dos paı́ses europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa - do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o perı́odo do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimentos empolgantes na Ásia e na África.

ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.

O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que

  1. difundiu as teorias socialistas.
  2. acirrou as disputas territoriais
  3. superou as crises econômicas.
  4. multiplicou os conflitos religiosos.
  5. conteve os sentimentos xenófobos.

05. (Enem 2014) A Praça da Concórdia, antiga Praça Luı́s XV, é a maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, decorado com hieróglifos que contam os reinados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da famı́lia real.

NOBLAT, R. Disponı́vel em: www.oglobo.com. Acesso em: 12 dez. 2012.

A constituição do espaço público da Praça da Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a)

  1. lugar da memória na história nacional.
  2. caráter espontâneo das festas populares.
  3. lembrança da antiguidade da cultura local.
  4. triunfo da nação sobre os paı́ses africanos.
  5. declı́nio do regime de monarquia absolutista.

06. (Enem 2014) Em 1961, o presidente De Gaulle apelou com êxito aos recrutas franceses contra o golpe militar dos seus comandados, porque os soldados podiam ouvi-lo em rádios portáteis. Na década de 1970, os discursos do aiatolá Khomeini, lı́der exilado da futura Revolução Iraniana, eram gravados em fita magnética e prontamente levados para o Irã, copiados e difundidos.

HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Cia. das Letras, 1995.

Os exemplos mencionados no texto evidenciam um uso dos meios de comunicação identificado na

  1. manipulação da vontade popular.
  2. promoção da mobilização polı́tica.
  3. insubordinação das tropas militares.
  4. implantação de governos autoritários.
  5. valorização dos socialmente desfavorecidos.

07. (Enem 2013 PPL) Sou um partidário da Comuna de Paris, que, por ter sido massacrada, sufocada no sangue pelos carrascos da reação monárquica e clerical, tornou-se ainda mais viva, mais poderosa na imaginação e no coração do proletariado da Europa; sou seu partidário sobretudo porque ela foi uma negação audaciosa, bem pronunciada, do Estado.

(BAKUNIN, M. apud SAMIS, A. Negras tormentas: o federalismo e o internacionalismo na Comuna de Paris. São Paulo: Hedra, 2011)

A Comuna de Paris despertou a reação dos setores sociais mencionados no texto, porque:

  1. instituiu a participação política direta do povo.
  2. consagrou o princípio do sufrágio universal.
  3. encerrou o período de estabilidade política europeia.
  4. simbolizou a vitória do ideário marxista.
  5. representou a retomada dos valores do liberalismo.

08. (Enem 2013 PPL) A Inglaterra deve governar o mundo porque é a melhor; o poder deve ser usado; seus concorrentes imperiais não são dignos; suas colônias devem crescer, prosperar e continuar ligadas a ela. Somos dominantes, porque temos o poder (industrial, tecnológico, militar, moral), e elas não; elas são inferiores; nós, superiores, e assim por diante.

(SAID, E. Cultura e imperialismo. São Paulo: Cia das Letras, 1995 - adaptado)

O texto reproduz argumentos utilizados pelas potências europeias para dominação de regiões na África e na Ásia, a partir de 1870. Tais argumentos justificavam suas ações imperialistas, concebendo-as como parte de uma:

  1. cruzada religiosa.
  2. catequese cristã.
  3. missão civilizatória.
  4. expansão comercial ultramarina.
  5. política exterior multiculturalista.

09. (Enem 2013) As Brigadas Internacionais foram unidades de combatentes formadas por voluntários de 53 nacionalidades dispostos a lutar em defesa da República espanhola. Estima-se que cerca de 60 mil cidadãos de várias partes do mundo - incluindo 40 brasileiros - tenham se incorporado a essas unidades. Apesar de coordenadas pelos comunistas, as Brigadas contaram com membros socialistas, liberais e de outras correntes polı́tico-ideológicas.

SOUZA, I. I. A Guerra Civil Europeia. História Viva, n. 70, 2009 (fragmento).

A Guerra Civil Espanhola expressou as disputas em curso na Europa na década de 1930. A perspectiva polı́tica comum que promoveu a mobilização descrita foi o(a)

  1. crı́tica ao stalinismo.
  2. combate ao fascismo.
  3. rejeição ao federalismo.
  4. apoio ao corporativismo.
  5. adesão ao anarquismo.

10. (Enem 2013)
Na imagem, da década de 1930, há uma crı́tica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a

Na imagem, da década de 1930, há uma crı́tica à conquista de um direito pelas mulheres, relacionado com a

  1. redivisão do trabalho doméstico.
  2. liberdade de orientação sexual.
  3. garantia da equiparação salarial.
  4. aprovação do direito ao divórcio.
  5. obtenção da participação eleitoral.

11. (Enem 2013) Um trabalhador em tempo flexı́vel controla o local do trabalho, mas não adquire maior controle sobre o processo em si. A essa altura, vários estudos sugerem que a supervisão do trabalho é muitas vezes maior para os ausentes do escritório do que para os presentes. O trabalho é fisicamente descentralizado e o poder sobre o trabalhador, mais direto.

SENNETT, R. A corrosão do caráter: consequências pessoais do novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999 (adaptado).

Comparada à organização do trabalho caracterı́stica do taylorismo e do fordismo, a con- cepção de tempo analisada no texto pressupõe que

  1. as tecnologias de informação sejam usadas para democratizar as relações laborais.
  2. as estruturas burocráticas sejam transferidas da empresa para o espaço doméstico.
  3. os procedimentos de terceirização sejam aprimorados pela qualificação profissional.
  4. as organizações sindicais sejam fortalecidas com a valorização da especialização funcional.
  5. os mecanismos de controle sejam deslocados dos processos para os resultados do trabalho.

12. (Enem 2013)
Na imagem, estão representados dois modelos de produção. A possibilidade de uma crise de superprodução é distinta entre eles em função do seguinte fator:

Na imagem, estão representados dois modelos de produção. A possibilidade de uma crise de superprodução é distinta entre eles em função do seguinte fator:

  1. Origem da matéria-prima.
  2. Qualificação da mão de obra.
  3. Velocidade de processamento.
  4. Necessidade de armazenamento.
  5. Amplitude do mercado consumidor.

13. (Enem 2013) Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página - não para esquecê-lo, mas para não deixá-lo aprisionar-nos para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade sul-africana, em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito criadas à imagem de Deus.

Desmond Tutu, no encerramento da Comissão da Verdade na África do Sul. Disponı́vel em: http://td.camara.leg.br. Acesso em: 17 dez. 2012 (adaptado).

No texto, relaciona-se a consolidação da democracia na África do Sul à superação de um legado

  1. populista, que favorecia a cooptação de dissidentes polı́ticos.
  2. totalitarista, que bloqueava o diálogo com os movimentos sociais.
  3. segregacionista, que impedia a universalização da cidadania.
  4. estagnacionista, que disseminava a pauperização social.
  5. fundamentalista, que engendrava conflitos religiosos.

14. (Enem 2012) Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, movimentos como o Maio de 1968 ou a campanha contra a Guerra do Vietnã culminaram no estabelecimento de diferentes formas de participação polı́tica.

Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, movimentos como o Maio de 1968 ou a campanha contra a Guerra do Vietnã culminaram no estabelecimento de diferentes formas de participação polı́tica. Seus slogans, tais como “Quando penso em revolução quero fazer amor”, se tornaram sı́mbolos da agitação cultural nos anos 1960, cuja inovação relacionava-se

  1. à contestação da crise econômica europeia, que fora provocada pela manutenção das guerras coloniais.
  2. à organização partidária da juventude comunista, visando o estabelecimento da ditadura do proletariado.
  3. à unificação das noções de libertação social e libertação individual, fornecendo um significado polı́tico ao uso do corpo.
  4. à defesa do amor cristão e monogâmico, com fins à reprodução, que era tomado como solução para os conflitos sociais.
  5. ao reconhecimento da cultura das gerações passadas, que conviveram com a emergência do rock e outras mudanças nos costumes.

15. (Enem 2012)

TEXTO I

Ao se emanciparem da tutela senhorial, muitos camponeses foram desligados legalmente da antiga terra. Deveriam pagar, para adquirir propriedade ou arrendamento. Por não possuı́rem recursos, engrossaram a camada cada vez maior de jornaleiros e trabalhadores volantes, outros, mesmo tendo propriedade sobre um pequeno lote, suplementavam sua existência com o assalariamento esporádico.

MACHADO, P. P. Polı́tica e colonização no Império. Porto Alegre: EdUFRGS, 1999 (adaptado).

TEXTO II

Com a globalização da economia ampliou-se a hegemonia do modelo de desenvolvimento agropecuário, com seus padrões tecnológicos, caracterizando o agronegócio. Essa nova face da agricultura capitalista também mudou a forma de controle e exploração da terra. Ampliou-se, assim, a ocupação de áreas agricultáveis e as fronteiras agrı́colas se estenderam.

SADER, E.; JINKINGS, I. Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo, 2006 (adaptado).

Os textos demonstram que, tanto na Europa do século XIX quanto no contexto latino-americano do século XXI, as alterações tecnológicas vivenciadas no campo interferem na vida das populações locais, pois

  1. induzem os jovens ao estudo nas grandes cidades, causando o êxodo rural, uma vez que formados, não retornam à sua região de origem.
  2. impulsionam as populações locais a buscar linhas de financiamento estatal com o objetivo de ampliar a agricultura familiar, garantindo sua fixação no campo.
  3. ampliam o protagonismo do Estado, possibilitando a grupos econômicos ruralistas produzir e impor polı́ticas agrı́colas, ampliando o controle que tinham dos mercados.
  4. aumentam a produção e a produtividade de determinadas culturas em função da intensificação da mecanização, do uso de agrotóxicos e cultivo de plantas transgênicas.
  5. desorganizam o modo tradicional de vida impelindoas à busca por melhores condições no espaço urbano ou em outros paı́ses em situações muitas vezes precárias.

16. (Enem 2011 PPL) É uma mudança profunda na estrutura social, isto é, uma transformação que atinge todos os níveis da realidade social: o econômico, o político, o social e o ideológico. Uma revolução é uma luta entre forças de transformação e forças de conservação de uma sociedade. Quando ocorre uma revolução, a vida das pessoas sofre uma mudança radical no próprio dia a dia.

(AQUINO, R. S.L. et al. História das Sociedades: das modernas às atuais. Rio de Janeiro: Record, 1999 )

Na França, em 1871, após a derrota de Napoleão III na guerra contra a Rússia e a presidência de Louis Adolphe Thiers, os trabalhadores franceses organizaram uma rebelião que levou à tomada de Paris e à organização de um governo popular, denominado de Comuna de Paris. Este processo é considerado como uma importante experiência política, porque:

  1. definiu um Estado voltado para atender os interesses de todas as classes sociais.
  2. foi a mais duradoura experiência de governo popular na História contemporânea.
  3. substituiu o exército por milícias comandadas pelos antigos generais, mas subordinadas ao poder das comunas.
  4. extinguiu definitivamente o voto censitário e instituiu o voto por categoria profissional.
  5. criou um Estado dos trabalhadores formado por comunas livres e autônomas.

17. (Enem 2010) Os cercamentos do século XVIII podem ser considerados como sínteses das transformações que levaram à consolidação do capitalismo na Inglaterra. Em primeiro lugar, porque sua especialização exigiu uma articulação fundamental com o mercado. Como se concentravam na atividade de produção de lã, a realização da renda dependeu dos mercados, de novas tecnologias de beneficiamento do produto e do emprego de novos tipos de ovelhas. Em segundo lugar, concentrou-se na inter-relação do campo com a cidade e, num primeiro momento, também se vinculou à liberação de mão de obra.

(RODRIGUES, A. E. M. Revoluções burguesas. IN: REIS FILHO, D. A. et al(Orgs.) O Século XX, v. I. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000 - adaptado)

Outra consequência dos cercamentos que teria contribuído para a Revolução Industrial na Inglaterra foi o:

  1. congelamento do salário mínimo.
  2. enfraquecimento da burguesia industrial.
  3. fortalecimento dos sindicatos proletários.
  4. desmembramento das propriedades improdutivas.
  5. aumento do consumo interno.

18. (Enem 2009 - Cancelado) O ataque japonês a Pearl Harbor e a consequente guerra entre americanos e japoneses no Pacífico foi resultado de um processo de desgaste das relações entre ambos. Depois de 1934, os japoneses passaram a falar mais desinibidamente da “Esfera de coprosperidade da Grande Ásia Oriental”, considerada como a “Doutrina Monroe Japonesa”.

A expansão japonesa havia começado em 1895, quando venceu a China, impôs-lhe o Tratado de Shimonoseki passando a exercer tutela sobre a Coréia. Definida sua área de projeção, o Japão passou a ter atritos constantes com a China e a Rússia. A área de atrito passou a incluir os Estados Unidos quando os japoneses ocuparam a Manchúria, em 1931, e a seguir, a China, em 1937.

(REIS FILHO. D.A. (Org) o século XX, o tempo das crises. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008)

Sobre a expansão japonesa, infere-se que:

  1. o Japão tinha uma política expansionista, na Ásia, de natureza bélica, diferente da doutrina Monroe.
  2. o Japão buscou promover a prosperidade da Coréia, tutelando-a à semelhança do que os EUA faziam.
  3. o povo japonês propôs cooperação aos Estados Unidos ao copiarem a Doutrina Monroe e proporem o desenvolvimento da Ásia.
  4. a China aliou-se à Rússia contra o Japão, sendo que a doutrina Monroe previa a parceria entre os dois.
  5. a Manchúria era território norte-americano e foi ocupado pelo Japão, originando a guerra entre os dois países

19. (Enem 2009 - Cancelado) A Revolução Cubana veio demonstrar que os negros estão muito mais preparados do que se pode supor para ascender socialmente. Com efeito, alguns anos de escolaridade francamente aberta e de estímulo à autossuperação aumentaram, rapidamente, o contingente de negros que alçaram aos postos mais altos do governo, da sociedade e da cultura cubana. Simultaneamente, toda a parcela negra da população, liberada da discriminação e do racismo, confraternizou com os outros componentes da sociedade, aprofundando o grau de solidariedade.

Tudo isso demonstra, claramente, que a democracia racial é possível, mas só é praticável conjuntamente com a democracia social. Ou bem há democracia para todos, ou não há democracia para ninguém, porque à opressão do negro condenado à dignidade de lutador da liberdade corresponde o opróbrio do branco posto no papel de opressor dentro de sua própria sociedade.

(RIBEIRO, D. O povo brasileiro: A formação e o sentido. São Paulo: companhia das Letras, 1999)

Segundo Darcy Ribeiro, a ascensão social dos negros cubanos, resultado de uma educação inclusiva, com estímulos à autossuperação, demonstra que:

  1. a democracia racial está desvinculada da democracia social.
  2. o acesso ao ensino pode ser entendido como um fator de pouca importância na estruturação de uma sociedade.
  3. a questão racial mostra-se irrelevante no caso das políticas educacionais do governo cubano.
  4. as políticas educacionais da Revolução Cubana adotaram uma perspectiva racial antidiscriminatória.
  5. os quadros governamentais em Cuba estiveram fechados aos processos de inclusão social da população negra.

20. (Enem 2009 PPL) A liderança política do processo de independência das colônias foi decisiva para os rumos que as novas nações tomaram, pois as elites evitaram que as reivindicações mais radicais fossem atendidas, marginalizando, assim, política e socialmente, a maioria. A ruptura dos laços coloniais não significou o surgimento de uma sociedade democrática e autônoma.

A respeito da formação do Estado Nacional na América Latina, é correto associar ao texto acima:

  1. a falta de líderes para os movimentos nacionalistas contra o domínio português, em oposição à América Espanhola.
  2. o ordenamento jurídico-político e as diretrizes econômicas no início do século XIX beneficiaram os segmentos sociais não proprietários, devido ao incremento na produção manufatureira.
  3. a unidade administrativa do império português, por haver características comuns entre as regiões colonizadas e homogeneidade na ocupação.
  4. o governo de D. Pedro I no Brasil, que provocou adesões daqueles que queriam mais garantias constitucionais, o que conferiu ao imperador reconhecimento e apoio da elite latifundiária.
  5. os partidos políticos que se formaram no final do século XVIII e assumiram os controles político e administrativo dos Estados se ergueram contra os grandes proprietários de terra e rebanhos.

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